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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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A panaceia

Sempre que aparece alguém a falar da reestruturação da dívida como uma alternativa à austeridade sei imediatamente que estou perante alguém que não faz a mínima ideia do que está a falar. A reestruturação significativa da dívida só se volta a colocar com força no caso grego por ser inevitável - facto para o qual a política tonta do Syriza muito contribuiu -, tal como a austeridade, até por isso, também o é: inevitável (e quanto mais alguns insistem que a dívida não é pagável porque há austeridade, resistindo por isso a esta última, mais vão contribuindo para tornar a austeridade um fenómeno permanente: esta tem sido, no fundo, a história grega). Note-se, aliás, que os gregos já tiveram uma enorme reestruturação da dívida, com perdão incluído, no segundo resgate, e não foi isso que os salvou da austeridade, nem nunca poderia ser. Se não é possível pagar a dívida, há sempre um ponto a partir do qual, após algum alivio da dívida, esta volta a ser dada como pagável: esse ponto não deixará de implicar sempre austeridade. Claro que este ponto não impede que exista um mix certo a negociar entre credor e devedor em relação à austeridade que se exige ao devedor e o alívio da dívida que o credor possibilita, mas uma coisa não vem sem a outra. No dia em que entenderem isto, pode ser que os sectores da nossa sociedade e não só que andam em modo delírio absoluto, se deixem de animar com relatórios da dinâmica de dívida grega, elaborados pelo FMI, que se há coisa que demonstram, em primeiro lugar e acima de tudo, é a irresponsabilidade do actual governo grego no poder e da sua estratégia. O Syriza, invés de acabar com a austeridade como prometeu, só garantiu que esta se mantivesse em força por mais tempo. Contudo, acrescentam os syrizos: «vamos conseguir uma reestruturação da dívida», óptimo, mas não me lembro é deste argumento ter sido importante na avaliação do segundo resgate.

Não há alternativa, Syriza style

Tsipras desafia: «Quem tiver uma solução alternativa que avance e diga qual é». A próxima que o Gaspar vai ensinar o Tsipras a dizer é esta: «Não há dinheiro: qual destas três palavras não perceberam?» Enfim: infelizmente para os gregos, só o Rui Tavares ofereceu ajuda enquanto os sábios do PS preferiram manter-se à margem.

Tsipras concorda com Cavaco

O camarada Alexis, depois de ter metido o «socialismo na gaveta», anda agora muito mais realista. Tendo saído da reunião europeia, como qualquer bom «neoliberal», a falar em «confiança» e nos «mercados», vem agora dizer que sendo Varoufakis um «excelente e inteligente economista», cometeu «erros claros nas negociações», e que ser um «excelente académico, não implica que se seja um bom político». Para o grupo de fãs de Varoufakis, mas também do Syriza, que nunca aceitaram reconhecer que o ministro superstar deu barraca, tais palavras só podem ser uma espinha difícil de engolir.

A continuação da novela

Se o FMI não reconhece a sustentabilidade da dívida grega, nem percebo como é que poderia entrar num terceiro resgate. Aliás, seria inadmissível que o terceiro resgate à Grécia, mais do que ser a repetição do segundo, fosse um regresso ao primeiro resgate (onde também fizeram por ignorar a dinâmica da dívida). Realismo precisa-se. Mas esse realismo passa por assumir que a saída da Grécia do Euro também pode fazer sentido.

O «rodinhas»

O Schäuble é fascista. O Schäuble é nazi. São qualificações em relação aos governante alemão, sobretudo ele, que frequentemente encontro por estes dias nas redes sociais (até encontro coisas piores que é melhor nem mencionar). Este tipo de tontice, pura manifestação de irracionalidade e, paradoxalmente, extremismo, deve ser a forma encontrada por alguns para justificarem perante si mesmos que não têm de respeitar a democracia alemã da mesma forma que querem que se respeite a democracia grega. Mas convém dar-lhes números: a forma como Schäuble liderou as negociações pelo lado alemão, obteve aprovação de 64% por parte do eleitorado perante o qual responde, até porque 57% desse mesmo eleitorado concorda com o acordo final. Schäuble pode ter muitos defeitos, mas o de ter uma atitude totalitária e não respeitar a vontade de quem o elege, não tem certamente. Os syrizos fazem o mesmo? Quase, é que os syrizos e o eleitorado grego têm essa particularidade de precisarem da vontade do eleitorado alemão para conseguirem obter o que desejam. Uma campanha anti-germânica não é certamente a melhor forma de terem sucesso.

Defendemos um acordo. Que acordo? Um acordo. Que acordo? Um acordo. Que acordo? Um acordo.

O PS definiu uma posição política para a cimeira de ontem que se traduz na expressão «defendemos um acordo». Bem, toda a gente queria mais ou menos um acordo, tanto assim foi que no final da reunião existiu unaniminidade em torno do acordo alcançado. A questão sempre foi outra: que tipo de acordo? Um acordo a todo o custo, independentemente das condições? Bem, isso não seria propriamente um acordo, porque nem exigiria negociações. Convinha que percebéssemos o que entenderia o PS por um bom acordo. Assim, no fundo, o PS não teve posição. E é desta vacuidade que o partido liderado por Costa se alimenta por estes dias. E está obrigado a este papel de gajo perdido no deserto por que motivo? Quer por motivos de política interna - não sabe como agradar a gregos (a ala esquerdista do eleitorado do partido) e a troinados (a ala ao centro-esquerda), quer porque se defendesse outro tipo de acordo teria de assumir divergências políticas profundas com socialistas como o senhor Gabriel, com quem António Costa teve de se reunir ontem numa reunião de segunda categoria que serviu basicamente para ser tirada uma fotografia.

O amigo britânico

Manda avisar: «Our eurozone colleagues have received the message loud and clear that it would not be acceptable for this issue of British support for eurozone bailouts to be revisited,” one UK Treasury insider said. “The idea that British taxpayers’ money is going to be on the line in this latest Greek deal is a non-starter.» Alto e bom som: nem se atrevam a colocar um cêntimo do contribuinte inglês em risco com o caso grego, compreendido? Os jornalistas britânicos que, a par do seu governo, têm feito campanha contra a Alemanha e demais países por recusarem emprestar sem garantiras milhares de milhões de euros dos seus contribuintes aos gregos, devem estar desolados.

Uma novela que ainda está para durar

Sobre o acordo com a Grécia, tenho imensa pena do que irá acontecer aos gregos por terem optado por um governo de malta irresponsável que decidiu brincar com o fogo. Queimaram-se. Mas ou existia forte sinalização de que quem se atreve a ignorar as regras da moeda única de forma tão substancial não leva a sua avante, ou quem se queimava eram os outros todos. E, ainda assim, apesar do acordo, o Euro vai continuar um projecto instável, até porque o caso grego está longe de estar definitivamente resolvido. Para já, os gregos vão ter de aprovar medidas de austeridade em tempo recorde, no que configura uma espécie de conclusão não oficial do segundo resgate, antes de avançarem para a negociação de um terceiro resgate, com troika. Tudo aquilo que o Syriza tinha prometido que não iria acontecer. A alternativa, essa (no sentido mais abrangente que lhe costumam dar), continua perdida em combate.

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