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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Voar baixinho

À boleia do Expresso, estou a ler a síntese da História de Portugal que teve como coordenador o historiador Rui Ramos. E lidos os seis livrinhos já distribuídos, tenho poucas dúvidas em acreditar que, tal como escreveu Pedro Lains, este será «o melhor voo de pássaro sobre a História deste país». Um tal de Loff, também ele historiador, parece ter ficado desiludido com parte da História de Ramos e disso deu conta nas páginas do Público. A crítica acaba por ser bem-vinda, num país onde cai-se excessivas vezes em exercícios de elogio fácil e acrítico, uma pitada de polémica não faz mal a ninguém e sempre coloca as coisas em perspectiva: o livro coordenado por Ramos apresenta uma visão sobre a História de Portugal, não tem necessariamente de ser a visão definitiva, nem a única possível, da História e deve ser lido com isso em mente. Mas, como disse, lidos os seis primeiros livrinhos, estou a gostar do que leio e é indiscutível que o Expresso em boa hora se lembrou de divulgar a obra, o que talvez permita que um dia se diga de Rui Ramos o que ainda há não muito tempo foi dito de outro historiador: «contribuiu, como poucos, para que os portugueses conhecessem melhor a História do seu país». Já de Loff, que entretanto à boleia da crítica à obra de Ramos também está a ter o seu quinhão de publicidade, ainda não se pode dizer o mesmo. Mas vai a tempo. É esperar por ele.

Pomperipossa in Monismania

É verdade o que aqui é dito, tão verdade que foi por volta dessa altura que Astrid Lindgren escreveu a famosa sátira «Pomperipossa in Monismania», que ajudou a derrotar Olof Palme nas eleições de 1976. Apesar de tudo, nós ainda conseguimos fazer melhor - tenho a certeza que para grande satisfação de Otelo -, nesse mesmo ano a taxa marginal máxima que podia ser aplicada em Portugal no IRS atingia os 91%, como é possível verificar aqui.

A bem da verdade

Esta ideia de que o PS levou o país à ruína três vezes em 40 anos é mentira. Repito: mentira. É verdade que o FMI esteve em Portugal em 1978 e 1983 quando o PS estava no poder, mas basta lembrar que a intervenção de 1983 foi firmada com um acordo em Outubro e o Governo do «bloco central», liderado por Mário Soares, tinha acabado de tomar posse em Junho desse ano, depois de 3 anos e meio de governos AD, para perceber que dificilmente a responsabilidade por essa vinda do FMI pode ser atribuída ao PS. Que o sound bite "PS levou o País à ruína três vezes em 40 anos" venha de um historiador e sociólogo lusitano devia surpreender-me? Talvez não.

Memória

Governos "AD levaram Portugal à bancarrota", diz Defensor Moura, limitando-se a fazer eco da opinião de Alfredo Barroso. Alguns pontos sobre o assunto:

1) Já não basta existir quem se entretenha a culpar os governos do professor Cavaco Silva (1985-95) pelo estado a que chegou o país em 2010, não tarda estaremos a discutir o período 1980-83 e com base nisso a fazer considerações sobre o futuro, acenando com fantasmas. Contudo, percebo que aos socialistas o único período que não interessa discutir é o de 1995-2010, muito embora esse seja o mais relevante para a situação em que nos encontramos.

2) É impossível dissociar a intervenção do FMI em 1983 com a intervenção do FMI em 1977. O primeiro governo AD só chega ao poder em 1980. Antes disso já o FMI tinha cá estado. O FMI, em 1983, não veio propriamente resolver um problema novo cuja responsabilidade recaia somente (ou sobretudo) nos governos da AD. É preciso recuar alguns anos antes para compreender o problema: o FMI intervém em 1977, possibilita uma correcção pouco sólida da balança de pagamentos; pouco depois levamos com o segundo choque petrolífero, que volta a desequilibrar a balança de pagamentos. Salvo opinião mais ajuizada, foram opções políticas tomadas antes de 1977 que levaram o país à bancarrota, por duas vezes.

3) Que batalha travou Sá Carneiro? Não terá sido, também, uma batalha para corrigir esses erros que levaram o país por duas vezes, num espaço muito curto de tempo, à necessidade de pedir a intervenção do FMI?

4) Pinto Balsemão não terá sido um bom primeiro-ministro. Parece-me que a própria história fez justiça a essa avaliação, pois não será por ter sido primeiro-ministro que Balsemão deixará a sua marca. Mas dai a concluir que levou o país à bancarrota vai uma grande distância.

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