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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Dos interesses

Accionista. Assessora. Opinadora (sobre preço-alvo). Extraordinário, não? Já estranho? Nem por isso: ainda este ano, a propósito do BES, tivemos o caso espectacular do Nomura, banco de investimento japonês que apostou forte no BES, que recomendou, no final de Julho, aos investidores a compra de acções do banco português (com um preço-alvo de 1,10€), para passadas poucas horas estas estarem a cair mais de 50% para os 0,17€ (o resto da história é a que já se sabe). Conflito de interesses? É melhor assobiar para o ar.

Empresa estratégica vs sector concorrencial

 

Também precisamos de uma golden share do Estado na NOS? As saudades que alguns vão exibindo dos tempos da PT monopolista e de propriedade estatal é engraçada. Falam de uma empresa privada como se o país ainda se confundisse com ela. Felizmente, nisso, Portugal mudou. E assim foi, em parte, porque na OPA do Belmiro à PT nem tudo foi fracasso: no seguimento desta, a autoridade da concorrência conseguiu forçar a separação entre a rede cobre e o cabo, na altura ambas nas mãos da PT. Esse é o tipo de intervenção estatal, de carácter regulador e promotor da concorrência, que estou habitualmente disposto a defender. O que não aceito é que o Estado e o mundo político, em nome de um suposto interesse nacional, tenha particular carinho por determinada empresa a actuar num sector que se quer concorrencial, provocando uma distorção do mercado. E, também por isso, quando os indicios vão no sentido de que a dona da Cabovisão e da ONI quer comprar a Portugal Telecom, constato uma oportunidade para a autoridade da concorrência tornar a introduzir maior concorrência no sector, indo de encontro às queixas do próprio Grupo Altice.

A Martha Stewart portuguesa

A propósito do texto de Ricardo Reis a que faço ligação no post anterior, recorde-se uma bonita história, para perceber como é que as coisas se processam por cá: Miguel Sousa Cintra foi condenado a pagar 499 mil euros por vender acções da Vidago & Pedras Salgadas antes de ser anunciada, em Novembro de 1996, a oferta sobre a empresa que dirigia. Terá lucrado mais de três milhões de euros com o uso da informação privilegiada. Perceberam? Como admito que ao leitor possa ter escapado esse pequeno pormenor, insisto: pagou 499 mil euros; lucrou três milhões (sendo que os 499 mil euros serviram para comprar a suspensão da pena de prisão). É a Martha Stewart a que tivemos direito. Quando se fala de reformas estruturais e se quer fazer comparações entre países, ou abordar o quão funcional é o modelo capitalista, convém ter este tipo de informação presente.

A culpa é da Europa

E depois da notícia que dá conta de que foi o Banco Central Europeu que obrigou a enterrar o BES nessa sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que “a informação privilegiada pode ter chegado a partir de Bruxelas”. Sobre o teor da notícia referida pelo comentador Marcelo já me pronunciei mais abaixo - e acrescento que constatar que o foi o BCE quem obrigou a enterrar o BES é como afirmar que foi a queda da 47º peça de dominó alinhada em cascata que levou à queda da 50º e última peça -, mas sobre as fugas de informação, note-se que o surgimento de uma acta do Banco de Portugal numa página de um escritório de advogados também deve ter sido responsabilidade externa.

Atracção de capital

Um aumento de capital do BES ruinoso? Check. Actuação do regulador que deixa algo a desejar? Check. Auditores que dizem não pescar nada? Check. Accionistas do BES perdem tudo? Check. Empresas como a PT que fazem negócios que prejudicam os seus accionistas sem racional aparente? Check. Empresas como a PT que parecendo beneficiar de inside information evitam perdas ainda maiores no BES? Check. Accionistas dos outros bancos são levados a aceitar perdas pela resolução do caso BES? Check. Atracção de investidores? Not check. É impossível que o caso BES não venha a ter reflexo na dita economia real.

Pagar a conta

Se todo o sistema bancário fica responsável pela potencial perda entre o que foi injectado em capital e o valor pelo qual será vendido o Novo Banco, estranho seria que todos os bancos que compõem o sistema não vissem essa situação negativa reflectida no seu valor, com especial impacto nos que já apresentavam maior fragilidade. Dito isto, convém lembrar que quando se atira custos para cima da banca, esta repassará, com naturalidade, parte desses custos para os seus clientes (não são só os accionistas que sofrem). É sempre bom ter isso presente.

Novo Banco

 

1. Carlos Costa muito nervoso durante a comunicação, quiçá por saber que lhe é de todo impossível não sair chamuscado com tudo o que ocorreu nos últimos tempos.

2. Num país normal e perante tudo o que Governador do Banco de Portugal disse sobre a gestão anterior do BES, quanto tempo poderia/deveria ficar Ricardo Salgado fora da cadeia?

3. O óptimo seria que a regulação ainda tivesse actuado mais atempadamente e com maior eficácia, mas perante o problema do BES tal como está actualmente, em teoria, a solução encontrada, que segue as novas directivas comunitárias - por exemplo, na penalização forte e feia dos accionistas -, não me parece má de todo, embora continue com dúvidas no que toca ao risco e grau de exposição do contribuinte ao caso se a coisa vier a correr mal (nomeadamente por dúvidas quanto à responsabilidade assumida por todo o sistema bancário no âmbito do fundo de resolução e como se processará o reembolso abordado no penúltimo parágrafo desta notícia). Contudo, uma hecatombe tipo BPN parece que foi, definitivamente, evitada.

4. Quaisquer dúvidas que tenha sobre o tema não conseguiram ser elucidadas pelo especialista Pedro Adão e Silva que a SIC Notícias colocou a comentar o caso. Os socráticos no twitter gozam muito, algumas vezes não sem razão, diga-se, com os comentários de José Gomes Ferreira; mas ainda não percebi o motivo pelo qual não acham igual ou até mais graça aos comentários de Pedro Adão e Silva. Por falar nisto, permitam-me acrescentar que, infelizmente, durante o dia de hoje não tive oportunidade de ouvir Constança Cunha e Sá sobre o tema, mas tenho a certeza que também terá opinião muito informada sobre o mesmo.

5. Uma dúvida que só o tempo esclarecerá é como reagirão os actuais depositantes e clientes do BES, agora Novo Banco, ao que foi anunciado? Uma reacção positiva é fundamental para a preservação do valor da nova instituição. E, também por isso, aguardo que o processo de colocação do mesmo em mercado para venda e entrada de novos accionistas não demore muito.

6. Para terminar, até posso compreender alguns accionistas, mas entre estes e os contribuintes a minha preferência vai sempre para a defesa dos últimos. Nesse sentido, não tenho pachorra para o choro dos primeiros com o que lhes acontece. É verdade que quem subscreveu o último aumento de capital pode ter algumas razões de queixa, mas, vamos lá, também não foi como se não tivesse existido aviso de que os riscos seriam acrescidos.

BES vs BPN

Só para fazer notar que no BPN o «bad bank» foi criado quando este já tinha como único accionista o Estado. O BPN foi nacionalizado a fugir e depois todo o buraco sobrou para o contribuinte. No caso BES, se a solução encontrada for a que preconiza a comunicação social - embora também me pareça relativamente evidente que os eventos da última semana aceleraram a forma como todo o processo está a ser conduzido, o que não é bom sinal -, tal não irá acontecer. Na verdade, desde o BPN até hoje, alguma coisa mudou quer em Portugal, quer na Europa. A existência disto faz parte dessa mudança. Continua a existir risco do contribuinte perder dinheiro com a solução de que se fala? Sim, por via do mais que certo recurso ao fundo de recapitalização da troika, mas se a solução encontrada fosse do tipo BPN era certa a perda de dinheiro com o resgate. Assim, existindo apesar de tudo uma nacionalização não oficial, por muito que queiram evitar assumi-la, mantém-se a possibilidade do «BES bom» nacionalizado ser suficientemente «bom» e aliciante para um qualquer privado garantir que não será a dívida pública (leia-se: o contribuinte) quem suportará a operação no final. Segundo o opinador bem informado Marques Mendes - veremos se o governador Costa dirá coisa muito diferente hoje (e, ao contrário do que leio por ai, parece-me muito bem que seja Carlos Costa a dar a cara nesta matéria, pelo menos nesta fase) -, em seis meses, um período relativamente curto como se exige e onde também se marcará a diferença para o arrastar do caso BPN, começaremos a ter resposta a esta questão, quando o «BES bom» voltar a ser oferecido em bolsa.

O manifesto vai nu

 

Sabem quando é que se deu aquele pico nas taxas do juro dos países do sul da zona Euro? Foi nos momentos que antecederam e culminaram na reestruturação da dívida grega. Depois disso, além do papel do BCE e da continuação do ajustamento orçamental em todos os países da periferia, a União Europeia, seguindo a estratégia alemã, tem-se esforçado por garantir aos investidores que nenhuma outra reestruturação do género seria feita no espaço da zona Euro. E, convençam-se disso, não vai ser mesmo (se bem que, diga-se, os subscritores do manifesto também não pedem uma propriamente igual: enfim, se exigíssemos os detalhes da reestruturação com que cada signatário sonha, provavelmente acabaríamos com 70 signatários, 70 reestruturações). Adiante: é também pelo facto dos mercados estarem convencidos disso mesmo, um convencimento que tem-se vindo a fazer com o passar do tempo, que os juros têm descido. O juro reflecte o risco dos títulos, pelo que os actuais juros baixos só podem reflectir risco baixo para quem os adquire; como conciliar risco baixo para quem nos financia com elevado risco da nossa dívida pública tornar-se insustentável? Não se concilia. Mas indo por esta linha de raciocínio, percebendo o porquê dos investidores privados não contarem que um dia lhes digamos: «olhem, meus caros, nós não vos vamos pagar o prometido», percebemos também o que está por trás do já famoso manifesto: a preocupação não é tanta com a sustentabilidade da dívida per se, mas antes com a dimensão do esforço para a pagar que nos será exigido. Perceba-se: existe suficiente evidência neste momento de que, não sendo o nosso esforço totalmente suficiente para pagar o que devemos, outros - que não os investidores privados - estarão dispostos a se sacrificarem alguma coisinha - já deram provas disso - para nos ajudar, mas não é menos verdade de que os outros só se têm mostrado dispostos a se sacrificarem na precisa medida daquilo que nos for comprovadamente impossível cumprir e nada mais além disso. Ou seja, aceitam ceder quando lhe atiramos com o realismo do «não conseguimos pagar», mas mostram-se irredutíveis em aceitar entrar na onda da «solidariedade». Se, como Bagão ainda ontem na SICN argumentava, o Governo tem vindo a fazer, com o acordo dos parceiros europeus, reestruturações ao nível da que é pedida no manifesto, a que propósito e qual o intuito do manifesto? Se ainda não perceberam com este meu texto, eu explico, porque o manifesto vai completamente nu: aquela malta quer solidariedade. É isto e nada mais do que isto. Enfim: ó Merkel, reestrutura lá ai um bocado que isto de pensar na reestruturação da pensão do notável Bagão é chato. E é mesmo: tanto para o Bagão, como para mim com os impostos que pago e que em parte servem para garantir o pagamento dessa mesma dívida.

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