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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Promessas

Uma coisa em que julgo que Luciano Amaral está carregadinho de razão neste texto: Passos prometer pouco e Costa prometer tudo e mais alguma coisa, dá ao primeiro aspecto mais «primeiro-ministrável» para os tempos em que vivemos. Recorde-se, aliás, que quando Costa concorreu contra Seguro estava na posição contrária: o outro prometia tudo e Costa não prometia nada. A inversão dessa posição, a necessidade de prometer mundos e fundos por parte de Costa para conquistar votos, é sinal de fraqueza, não de força. E nós sabemos de onde vem essa fraqueza: da história contada pelas sondagens que nunca tiraram Costa do mesmo lugar onde Seguro se encontrava.

Ter ou não ter cão

Há poucos dias, explicavam-me que Passos não dar uma entrevista à RTP era não só um facto inédito, como uma pouca vergonha. Agora, que a entrevista está marcada, há quem me explique que é a RTP a contribuir para a propaganda da coligação. Há poucos dias, explicavam-me que Rangel fez umas declarações sobre a justiça e Sócrates que foram autêntico tiro no pé da coligação. Agora, que a RTP vai fazer um programa (P&C) onde esse tema será abordado, explicam-me que é mais propaganda a favor da coligação. Por favor, decidam-se. Ou então vão lá tratar da esquizofrenia.

Novamente o papel comercial do GES

"Ninguém pode ser impedido de ver fazer justiça em tribunal por falta de recursos financeiros", pois, mas para isso existe o Estado, a coisa não se resolve com subscrições públicas, enquanto cidadão, de um PM com responsabilidade política na matéria. Passos devia ter ficado calado, mas agora também ele sente maior necessidade de exposição e começa a imitar os erros de Costa num passado recente, falando mais do que devia. Contudo, quanto à desonestidade intelectual, ela é quase toda dos manifestantes do papel comercial do GES, que, à boa maneira portuguesa, andam a bater à porta errada armados em chico-espertos (ainda para mais com reacções violetantes para quem tem zero de responsabilidade no que lhes aconteceu). De resto, sobre esta matéria do papel comercial, importante, verdadeiramente importante, era que o PS se voltasse a demarcar disto.

A pedir a substituição

Depois do debate de Passos com Costa, cheguei à conclusão de que sou capaz de defender melhor o legado deste governo perante o argumentário socialista do que o próprio líder do governo. Até por isso, no fim, a impressão com que fiquei de Passos foi a de um homem sem rasgo, cansado, sem convicção e paixão a defender o seu legado na História. Certamente não seria essa a sua intenção, mas Passos aparentou estar esgotado. A pedir a substituição. As coisas são o que são.

O político que fala demais por ter pouco para dizer

Enquanto Passos fala pouco e resguarda-se, Costa sente-se na obrigação de falar em excesso e expor-se. E o pior para o PS é que, depois de uns golpes de teatro para colocar o partido a marcar a agenda, no fim, de substantivo, não ficou nenhuma ideia com forte impacto que permita demarcação significativa em relação à acção do actual executivo. É com naturalidade, portanto, que nos últimos dias o líder socialista acabou por desdobrar-se em declarações sobre tudo e mais alguma coisa, dos duodécimos às taxas moderadoras para o aborto, passando pelos feriados e o preço do leite, sobre tudo Costa tem opinião e sobre tudo Costa quer opinar, o que, em bom rigor, deve ser entendido como um acto de desespero. Perante tamanha torrente opinativa, não admira que a coisa tenha acabado por gerar asneira.

Porquê que Passos vai perder as eleições?

Pelo mesmo motivo que os gregos decidiram dar uma esmagadora maioria ao «Não» no referendo grego. Não é uma questão racional, onde acho que esta maioria tem argumentos mais do que suficientes para dar uma cabazada no PS, mas porque do ponto de vista emocional este governo é o rosto da austeridade e as pessoas não gostam da austeridade, por motivo óbvio: sofreram sobremaneira com ela (não interessa tentar explicar que era difícil o sofrimento ser menor, que a maior parte dos que sentiram na pele a austeridade não querem nem saber dessa discussão). A este argumento emocional, a maioria atira com um outro, também muito usado no referendo grego, o «medo» com as eventuais consequências de um governo PS. Mas não me parece difícil assumir que não têm igual peso.

#PorAcasoFoiIdeiaMinha

A ideia de que Portugal, como acabou sugerindo o primeiro-ministro, terá tido alguma contribuição decisiva para o fecho da reunião de ontem não faz qualquer sentido. O nosso governo pode ter sido o primeiro a levantar uma ideia que depois outros decidiram pegar, mas não mais do que isso. Portanto, compreendo que tal sugestão seja motivo para brincadeira. Um país pequeno só passa a ter alguma relevância em matérias de grande importância quando assume uma posição inflexível na forma do «tudo ou nada», como a assumida pela Grécia (neste caso concreto, era mesmo a matéria em questão) e, ainda que em menor grau, pela Finlândia. Mas, achando o tom gozão normal nestas coisas, não deixo de notar como também nisso se permitem fazer outras leituras: a) há malta que não quer/gosta de reconhecer que o governo português nunca colocou Portugal entre os países que adoptaram uma linha mais dura para com os gregos, ao contrário do que a nossa imprensa e os próprios gregos, por motivos estratégicos, tentaram vender (nota: é muito curioso que parte da nossa imprensa entre na onda do gozo com a frase do PM, mas aparentemente não esteja interessada em revelar se o conteúdo do que foi dito tem mesmo um fundo de verdade); b) se esta frase é motivo de paródia, como não parodiar o papel do PS e de Costa que tentam passar a mensagem, contra todas as evidências, de que António Costa já é um tipo influente na Europa e que quando for eleito então reinará mesmo aquela cena toda?

«Os socialistas não são todos iguais»

O PS, invés de optar pelo radicalismo que está a seguir, fazia bem em olhar para outros líderes políticos da sua área e o que têm dito. Para não ir aos socialistas do norte europeu, fiquemos por um do sul a quem Costa foi comparado: Matteo Renzi. Eu já ouvi de Renzi coisas como ser impensável os italianos contribuirem para um sistema de pensões grego que seria mais generoso do que o italiano, alvo de ajustes recentes, ou que uma coisa era os gregos pedirem flexibilidade, outra era acharem-se os mais espertos do grupo que não precisavam de respeitar as regras. Verdade seja dita que em Portugal, apesar de também termos muito dinheiro em jogo, nem o primeiro-ministro se atreve a dizer algo semelhante ao que Renzi tem vindo a constatar.

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