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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Outra Ideia de Tontos

Importância que deve ser dada a este relatório? Zero. Afinal, os tipos conseguem chegar ao resultado por demais conhecido de que os «trabalhadores com salário mínimo mais que duplicaram com a crise» ao mesmo tempo que defendem a subida desse salário. Isto num relatório que tem como título «Enfrentar a Crise do Emprego em Portugal». Se o objectivo é provocar desemprego, iriamos pelo bom caminho. Talvez o Baptista da Silva tenha mesmo encontrado colocação nesta organizaçãozinha relativamente obscura da ONU. Mas isto nem é o mais relevante da historieta. O mais importante, para mim, foi a reacção governamental, pela boca do senhor ministro Mota Soares, que veio lamentar que o salário mínimo não subia por responsabilidade da troika. Deixando com isto subentendido que assim que a troika for embora este Governo permitirá uma subida do salário mínimo pois acredita na bondade da medida. Uma vez que os salários têm vindo a descer em Portugal, com gente desta qualidade a nos governar, ainda conseguiremos a proeza de igualar o salário mínimo ao salário mediano. Devemos apostar numa política de salário baixos? Não. Mas, por muito que a ideia seja agradável, os salários não crescem por decreto. Quando governantes desesperados, ditos de direita, começam a aceitar usar decretos para aumentar salários que no puro jogo do mercado têm vindo a descer de forma significativa, estamos perante gente que nunca mais terá o meu voto. Até porque, assim sendo, ninguém poderá dizer destes governantes que não querem respeitar a CRP, nomeadamente na parte que toca a «abrir caminho para uma sociedade socialista».

CDS travestido de PCP

Lembrando que o valor do SMN em Portugal é «o mais baixo dos países ocidentais da Europa o que, em termos reais, está abaixo do salario mínimo verificado em 1974». A acreditar nisto que leio, a malta do CDS que subscreve a moção que Pires de Lima levará ao congresso do partido, onde muito me espanta encontrar Adolfo Mesquita Nunes entre os subscritores, que use os argumentos que bem entender para defender a subida do salário mínimo nacional, agora, ir buscar 1974 como ano para comparação é que não. Saber um pouco da história económica nacional não lhes ficava mal. Infelizmente, o dr. Soares também anda agora muito esquecido, pois o homem que introduziu igualmente os contratos a termo em Portugal, poderia explicar a este CDS travestido de PCP como o salário mínimo nacional fixado em 1974 era absolutamente absurdo e totalmente desfasado da realidade. Tanto que o dr. Soares, com a ajuda do FMI, no biénio 1977/78 tratou de provocar uma baixa no SMN, em termos reais, superior a 20%.

 

Nota: leiam quem sabe.

Zona de conforto

Podia ser mentira de dia 1 de Abril, mas não é. A baixa da TSU é uma medida que, se bem aplicada e em todos os modelos ponderados até agora, serviria sobretudo para favorecer as empresas do sector dos bens transaccionáveis. Os nossos patrõezinhos sempre se mostraram contra a ideia. Mas eis que agora os nossos patrõezinhos pensaram, pensaram, pensaram, e conseguiram apresentar uma proposta de forma a que os mais favorecidos fossem os empresários do sector dos bens não transaccionáveis. Enfim, conseguiram subverter completamente a ideia da baixa da TSU. Não é de admirar, no fim de contas querem o que sempre quiseram e têm tido: protecção e apoio do Estado para manterem em funcionamento os seus negociozinhos. Tirem-lhes as saias do Estado e é o seu fim. Deus os livre de terem de ir concorrer no mercado externo. Enfim, com empresários destes não há Governo que aguente.

Vénia ao Belmiro

Um empresário dos não transaccionáveis com coragem para afirmar uma destas. Tiro-lhe o chapéu. Por outro lado, a responder apareceu logo um qualquer Vieira Lopes para me lembrar o patronato que não sabe fazer outra coisa que não viver debaixo das saias do Estado. Salários mais altos que os actuais? Sim, mas isso depende do surgimento de empresários que produzam bens de valor acrescentado para exportação. Só que isso, infelizmente, não vai acontecer tão cedo. De resto, percebo que a Confederação do Comércio e dos Serviços seja das que mais sofre com a queda da procura interna, mas até por defenderem aumentos salariais, eles que sejam dos primeiros a demonstrar a sua visão empresarial e a desviar todos os seus recursos para o sector exportador. Agora, quererem salvar a sua pele - arranjando clientes com maior poder de compra - atirando o risco para cima de outros - todos os pratrões cujo salário mínimo influencia a massa salarial da empresa, com especial foco para aqueles que não produzem para o mercado interno -, meus caros, esse tempo, até pela situação financeira em que nos encontramos, já lá foi. Resta-lhes muitas decepções.

Mais desenhos

Mais de um em cada dez trabalhadores ganha o salário mínimo nacional: 485€. E é cada vez maior a proporção dos que só ganham isso. Mais de cinco em cada dez trabalhadores ganha menos do que 800€. E o salário mediano tem vindo a diminuir (os 800€ são uma estimativa por alto). Solução para a crise: aproximar ainda mais o salário mínimo do mediano. Efeito ao nível do desemprego: segundo os proponentes, pouco ou nenhum. É maravilhosa esta ideia da subida dos salários de uma dada economia por via de uma decisão administrativa do Estado, não é? Já agora, e para não vos maçar muito com a realidade, façam-me o favor de procurar outros países na zona Euro onde o salário mínimo represente mais de 60% do salário mediano, pode ser? Obrigado. É que posso não perceber nada disto, mas calculo que não seja por acaso que já está acima de 10% a percentagem de trabalhadores que não ganham mais do que o salário mínimo. Mas claro que os que dizem que o salário mínimo constitui uma barreira à entrada no mercado de trabalho, ou seja, um factor de agravamento do desemprego, só podem tratar-se de gente em delírio. Entre quem não delira, todos sabem que aumentar o salário mínimo só pode trazer benefícios.

 

Nota: em 1974, gente que não delirava acolheu apaixonadamente a ideia de uma economia de salários altos promovida por via administrativa e fixou um determinado salário mínimo ao seu gosto. Para azar dessa gente, um tal de Mário "Delirante" Soares chegou ao poder e num só ano, 1977, baixou esse mesmo salário mínimo em mais de 15%. Como? Inflação. Precisamente aquilo com que os que agora estão no poder pouco podem contar. Embora, repare-se: por pouca que seja a inflação, a cada ano que passa sem actualização do salário mínimo é um ano em que este, para todos os efeitos, baixa. Não baixa ao ritmo a que Soares conseguiu baixar (sim, porque em 1978 ainda conseguiu baixá-lo mais 6%), mas baixa.

Ainda o salário mínimo

A última vez que o salário mínimo subiu descontada a inflação foi em 2010, na sequência de uma das muitas medidas do engenheiro Sócrates para «estimular a procura interna» com os resultados que se conhecem: não respeitou as recomendações do FMI, acabou tendo de o chamar para nos vir resgatar. Mas admitamos que a medida foi implementada com os pressupostos correctos e que o Governo socrático conseguiu definir com precisão o salário mínimo que se adaptava às nossas condições de então (nota: originalmente, quando escrevi este texto, nem me lembrava que o governo do querido engenheiro ainda conseguiu a proeza de aumentar o salário mínimo em 2011 de 475 para 485€). Agora, pergunto eu: o que aconteceu de lá para cá? Os salários baixaram e a nosso PIB regrediu. Nestas condições, alguma alma caridosa que me explique como é que o salário mínimo que se adaptava à economia com salários e produto de 2010 para ser adaptado a uma economia com salários mais baixos e produto inferior terá de subir? Agradecido. Mas quando até Henrique Monteiro, uma pessoa normalmente moderada, relativamente bem informada e que demonstra habitualmente bom senso, escreve esta tristeza de texto, o que posso esperar deste país? Pouco ou nada. Esta é genial: «é muito discutível que o desemprego tenha a ver com a carga salarial, uma vez que a diminuição da atividade económica, essa sim, é muito mais penalizadora». Nem chega a ser discutível, é óbvio que Henrique Monteiro ainda não percebeu patavina do colete de forças em que estamos metidos: basta ler a imprensa internacional; ouvir com atenção a troika; ou até o Krugman: a evolução da actividade económica não é desligada da evolução salarial que ocorreu em Portugal no contexto da zona Euro, muito pelo contrário, essa ligação é peça chave para perceber os desequilíbrios na zona Euro e a necessidade de ajustamento da nossa economia. Não perceber isso é não perceber o essencial. Mas olhem: suba-se o nosso salário mínimo para o valor praticado no Luxemburgo. Isso é que era. Não há pachorra.

Aumentar a competitividade

Com a grande maioria dos salários dos portugueses a baixarem, o nosso ToZé, em resultado da parceria com o dr. Costa, lembrou-se de apresentar como proposta para o país o aumento do salário mínimo, isto ao mesmo tempo que crítica o primeiro-ministro por não ter medidas para combater o desemprego. Tudo isto é tão estúpido, inconsistente e incoerente que chega a meter dó. Lembram-se do aumento dos salários aos funcionários públicos em 2009? É isso: o populismo demagógico e inconsciente que caracterizou o PS socrático está de volta em todo o seu esplendor. Que remédio, os coitados não sabem mais do que isto. Claro que esta proposta do nosso querido ToZé ganha força por arrasto da proposta de Obama nos Estados Unidos, mas sem discutir se a proposta deste último é boa, torno a recordar esta merda básica que não entra na cabeça dos nossos socialistas e da maioria dos opinadores da praça que vieram logo salientar a medida de Obama como aquilo que se devia fazer por cá: os Estados Unidos têm moeda própria. É preciso continuar? Querem um desenho? A sério, não há pachorra.

Salário mínimo e desemprego

«O aumento do salário mínimo tem um efeito negativo no emprego de trabalhadores com salários baixos.» Note-se que o simples facto de 10% dos trabalhadores estarem a receber o salário mínimo é sinal de que o mesmo, para muitos sectores, já estará acima do que seria o equilíbrio natural face às condições de mercado. Ontem, houve algum alarido com a notícia de que «mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais». Nas notícias que li sobre o tema não vinha referido, mas na página da OCDE está lá como recomendação: «ensure that minimum wages are not set at levels that discourage employers from hiring inexperienced and low-skilled young people.» Com os níveis de desemprego jovem (e não só) que temos, um aumento do salário mínimo seria brincar com fogo.

Compromissos e credibilidade

1. Segundo Helena André, esta proposta hoje apresentada aos parceiros, que resultou dos pontos de vista da UGT, Confederação de Comércio e Serviços e Confederação Industrial Portuguesa, garante que os 500 euros serão uma realidade em 2011 e que o Governo legislará nesse sentido.

2. «Em 2011 o salário mínimo nacional atingirá os 500 euros, tal como Governo e parceiros sociais se comprometeram em 2006», afirmou Valter Lemos, no Parlamento.

3. A subida do salário mínimo para 500 euros, que o Governo prometeu para Novembro, vai afinal "depender da situação económica".

4. Faz sentido que o salário mínimo suba no actual contexto? Não. Mas porque tiveram de se comprometer com tal objectivo? De que forma pode a política ser credibilizada quando há menos de dois meses era garantido algo que, muito provavelmente, não se virá a concretizar?

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