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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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A troika e a soberania II

O que alguns gostavam que a troika fosse: um saco de dinheiro a que poderíamos recorrer sempre que fosse essa a nossa vontade. Aquilo que a troika nunca será: financiadores que não se vão intrometer na forma como gerimos o país. E quanto mais forem chamados a nos financiar, mais quererão intrometer-se na gestão do país. A troika foi muitas vezes usada como bode expiatório para justificar aquilo que o Governo pretendia fazer, mas quando entramos na fase em que esta - perceba-se: a Alemanha, a Finlândia, etc - tem de ser chamada a contribuir a contragosto com mais dinheiro para o país, só por ilusão é que alguém acha que assumirão uma atitude passiva.

A troika e a soberania

Desde que tivemos de chamar a troika, abdicamos de boa parte da soberania que nos restava. Desejava-se que essa cedência fosse temporária e era para isso que o Governo eleito devia ter trabalhado desde o primeiro dia. Infelizmente, cada vez mais afigura-se que esse estado de coisas vai durar muito mais tempo do que o inicialmente previsto - pode até tornar-se permanente, como aqui foi sugerido. Dado isto, não percebo como é que as mesmas pessoas que pedem mais tempo à troika, são as que depois mostram-se muito indignadas quando descobrem o que esta está cá a fazer e aquilo que representa. Sempre o mesmo problema: sol na eira e chuva no nabal. Isso não existe, mas parece-me que é por governantes que mantenham essa ilusão que alguns suspiram. Por mim, prefiro aqueles que, ainda que também cheios de ilusão, são mais directos e limitam-se a dizer: «que se lixe a troika».

Soberania limitada

«A nossa margem de manobra para decisões unilaterais é inexistente». Podemos sempre, por decisão unilateral, sair do Euro, mas essa é a excepção à regra. Todos os debates sobre a situação portuguesa que não abordem esta realidade, a da soberania limitada - e não faltam debates desses nos meios de comunicação social -, na melhor das hipóteses fogem a ir ao fundo da questão, na pior limitam-se a manter o povo na ilusão. A ilusão da alternativa que não depende de nós. Por absurdo, eu também tenho uma solução para tornar Moçambique um país rico: basta uma extraordinária transferência de recursos do povo alemão para o moçambicano. Que coisa mais simples, não é?

Do experimentalismo

Compreender a TSU: o experimentalismo pioneiro deu-se com a criação da UE, mas o passo decisivo foi dado sobretudo com o Euro. A TSU era apenas uma experiênca dentro de uma experiência. Uma tentativa de gerar um antídoto para o vírus que nos afecta. Há quem tenha antídotos ainda mais radicais: fazer em tempo recorde de uma Europa com várias nações uma nação chamada Europa. Sobre experimentalismo radical acho que estamos conversados. Enfim, se o problema é de experiências, seria preferível cortar o mal pela raíz e retroceder até aos primórdios da experiência inicial. Mas o experimentalismo evoluiu de tal forma, que a reversão até ao ponto anterior ao da experiência inicial será em si mesmo uma experiência e pêras, de resultados imprevisiveis. Moral da história: quem em experiências se mete, ao experimentalismo está condenado.

«Dever de educar os parlamentos»

Excelente frase de um tecnocrata não eleito que ocupa o poder em Itália para simbolizar o processo de construção desta Europa. Um processo feito de cima para baixo, sem respeito pela vontade popular. É isto que eles pensam do povo e dos seus representantes: gente que tem de ser educada. Educada por eles, naturalmente, os iluminados. Quando mais oiço esta gente, mais reforço a minha convicção: oposição a toda e qualquer perda de soberania para Bruxelas. E se essa posição significar que têm de ser dados alguns passos atrás no percurso de construção europeia até agora seguido, pois que sejam. Pode-se começar pelo fim deste Euro.

Desintegração europeia

Em França, Hollande parece estar na rota da presidência francesa, mas nesta primeira volta a votação em Marine Le Pen não passa despercebida. Na Holanda, a coligação governamental de direita que conta com a presença de Geert Wilders está em risco de colapsar por divergências na elaboração do Orçamento de Estado e adivinham-se eleições antecipadas. Recorde-se que foram Holanda e França que mataram a Constituição europeia quando os seus povos a rejeitaram categoricamente em referendo. Não lhes prestaram a devida atenção então, espero que prestem a devida atenção agora.

Humilhados e ofendidos

Não gostamos que as coisas se passem assim, então da próxima tenhamos o cuidado de nunca ter de recorrer a qualquer líder europeu para obter ajuda financeira. Não foram eles que nos procuraram, fomos nós que tivemos de os ir procurar a eles. A União Europeia não foi, não é e não deve ser um projecto de caridade dos mais ricos para com os mais pobres. Tal como as coisas estão, era normalíssimo que se estabelecesse uma relação semelhante à que se verifica entre um sujeito com dificuldades financeiras que precisa de obter um qualquer favor do director do banco para se manter à tona de água. Por isso é que devemos lutar para nos livrar desta situação de dependência tão cedo quanto possível e não andar a adiar reformas que urgem fazer. Insistamos: o que acordamos é para cumprir, «custe o que custar». Reparem que nas imagens de Vítor Gaspar, contrariamente ao que se passa com o ministro espanhol, não foi ele quem foi pedir ou anunciar o que quer que seja ao ministro das finanças alemão. Já estamos na fase em que é o alemão que vem com cedências para connosco. Já estivemos numa situação bem pior: apesar disso, há quem continue a insistir que devemos voltar à posição da «mão estendida». «Queremos mais tempo, queremos mais dinheiro»... isso sim parece-me uma atitude realmente humilhante. Esqueçam, não é por ai.

Antes os angolanos que o senhor Schulz

Agora criticam-nos na Europa por andarmos a tentar atrair investimento angolano? Não fosse a opinião de um socialista. Socialista e alemão: um aviso para aqueles que andam a proclamar que a queda de Merkel nos será benéfica. Mas é o declínio certamente: só o nosso declínio pode explicar que sejamos criticados por um lado por vivermos na dependência de dinheiro dos parceiros europeus (coisa sobre a qual acho aceitável que líderes europeus se pronunciem) e por outro por irmos procurar dinheiro junto de outros parceiros (inaceitável que da Europa nos venham dar lições a esse respeito). E recorde-se que no caso especifico falamos de um povo que tem ligações históricas connosco: em Angola falam português e não alemão. O senhor Schulz parece que nos quer pobres e domesticados. Perante isto, parece-me cada vez mais evidente que entre os objectivos do actual Governo deve estar o de nos libertar de algumas amarras europeias - o que mais do que justifica que andemos atrás de capitais angolanos, chineses, whatever. E não, não estou necessariamente a falar da saída do Euro, mas estou certamente a falar da necessidade de não abdicarmos permanentemente da nossa soberania em troca de uma maior integração europeia. O federalismo com que alguns sonham não é solução. Pelo menos nos tempos mais próximos.

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