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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Cenários macroeconómicos

Esperemos pelo cenário macroeconómico do Costa: Instituição liderada por Teodora Cardoso estima que, sem serem mantidas atuais medidas como a sobretaxa de IRS e os cortes salariais, contas voltam a derrapar. Para este ano, apresenta uma estimativa de 2,8%. Note-se, por exemplo, que no modelo a partir do qual o CFP trabalha, as taxas de crescimento do PIB esperadas são «de 1,6% este ano, 2,3% em 2016, 2,4% em 2017 e 2,2% em 2018 e 2019». Para um Governo que falhou, deixar esta perspectiva de crescimento para o futuro não está nada mal. De resto, a hipótese de sairmos de uma situação de défice excessivo já este ano é motivo para o governo esfregar as mãos de contente. Já as opções a tomar para não voltarmos a ele em 2016, o que seria uma cena mirabolante, é uma dor de cabeça para Costa. É que há apoiantes do líder socialista que ainda acreditam que o homem vai repôr imediatamente tudo o que foi tirado.

Quem defende o contribuinte português?

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Todos os governos têm a obrigação de zelar pelos interesses dos seus eleitores. E não há dinheiro grátis. O resto é demagogia. Se a Grécia não pagar a parte que foi garantida por Portugal – segundo o economista da Bloomberg, Maxime Sbaihi, Portugal é mesmo o país que mais tem a perder com um incumprimento grego – serão os contribuintes portugueses que, de uma forma ou de outra, terão de suportar essa factura. Somos os que temos mais a perder com um haircut à dívida grega? Quem nos defende? Valha-nos o paralítico - sem atestado de médico grego - alemão: Schäuble: Reestruturação da dívida grega está fora de questão. Claro que o raciocínio de alguns sectores é que o haircut à Grécia é bom porque a seguir também têm de nos perdoar a nós. E aos espanhóis... e aos italianos... e aos franceses? Onde é que acaba o dominó do haircut e começa a realidade? Claro que há formas de reestruturação mais soft, mas dessas os gregos não se podem queixar de não ter beneficiado. É um caminho lento e de negociação permanente? Pois é, era tão mais fácil se se pudesse resolver o problema do endividamento excessivo com um passo de mágica. Tipo «conto de criança».

Coisa também cada vez mais óbvia

A presença na zona euro é-nos hoje muito menos hostil do que era quando o actual Governo iniciou funções. Esse menor grau de hostilização acabou também por beneficiar muito o actual Governo - por exemplo, na baixa da taxa de juro da dívida pública e nas reestruturações dessa mesma dívida feitas com o acordo dos restantes parceiros europeus -, mas ainda deverá beneficiar mais o próximo. Com isto não me refiro ao fim da austeridade - dependendo do que se entende por austeridade é possível dizer que este Governo já acabou com ela -, ou ao fim da necessidade de manter um controlo apertado das contas públicas - absolutamente necessário nos próximos anos -, coisa que o próximo Governo só não manterá se for tonto e irresponsável, mas a capacidade que hoje está-nos facilitada de fazer isso mesmo mantendo algum crescimento económico, porque o espartilho do Euro está menos apertado. Há, contudo, quem continue a iludir o eleitorado com o discurso dos novos ventos da Europa, fingindo não entender a forma como se processa a gestão de diferentes equilibrios e interesses dentro da zona Euro. As mudanças "favoráveis" na gestão da zona Euro que o PS aplaude só são possíveis fruto das mudanças "desfavoráveis" levadas a cabo pelos governos nacionais, incluindo o nosso, que o PS crítica. Essa crítica é, aliás, bastante preocupante: se o menor espartilho que o Euro nos impõe não for aproveitado para nos adaptarmos mais rapidamente ao que o Euro exige - as tais medidas duras que os governos nacionais, especialmente os do sul, ainda têm de levar a cabo -, então será pior a emenda que o soneto. E depois há o outro prato da balança: para felicidade de muita gente, a zona Euro finalmente aderiu ao quantitative easing, mas essa política monetária, nos seus efeitos, tem uma base ilusória e terá, com elevada probabilidade, este impacto: «It will benefit the owners of assets and actually wages will remain under pressure through competition and unemployment». A desigualdade vai tornar-se um tópico ainda mais quente nos próximos anos. Não há almoços grátis, nem soluções perfeitas.

Coisa cada vez mais óbvia

O legado que o próximo Governo herdará será extraordinariamente melhor do que aquele que este Governo herdou. Basta olhar para o défice, com indicadores frescos divulgados hoje, e a perspectiva de evolução futura do crescimento da economia e do desemprego feitas por todas as instituições internacionais para o país. Alguns dirão: sim, mas as pessoas hoje estão pior do que aquilo que estavam em 2011. Sem discutir a quê que isso se deve, não é esse o meu ponto: o legado recebido por um Governo é tanto melhor quanto mais propiciar condições para que esse novo executivo tenha capacidade de melhorar a vida das pessoas. E o próximo Governo terá condições para isso como o actual não as teve. E sendo irónico e triste que os autores do legado desgraçado de 2011 venham a ser os beneficiários do legado de 2015, não é menos triste e verdadeiro que os rostos da actual política governativa já cansam e está na hora de os trocar. Mas não deixarei de registar o reconhecimento ao actual Governo pelo trabalho feito ao longo dos últimos anos, com percalços e muitos erros à mistura, mas mil vezes melhor do que o trabalho desenvolvido pelo Governo que o antecedeu.

Propaganda e transparência

Começou com o Paulinho, num espírito a lembrar os "melhores" tempos de Sócrates, e hoje a carga continuou com Mota Soares e Paulo Núncio. Os centristas na vanguarda da propaganda governamental, a favor de um orçamento em que só os membros do governo fingem acreditar no valor do défice que lá consta. Entretanto, no tempo da «transparência como nunca existiu em 40 anos» (o que até foi verdade enquanto a troika por cá andou), o Conselho das Finanças Públicas manda avisar que cerca de 40% da austeridade do OE não está especificada.

Encostado às cordas

O PS de Costa comprometeu-se (o primeiro passo para as hollandices, palavra de Santos Silva). Isto depois de Costa na Quadratura, já depois do debate de quinta-feira no Parlamento, ter tentado deixar margem para interpretação diferente (mas a ser já acusado de oposição frouxa, deve ter sentido a necessidade de tomar posição: e a cada tomada de posição verá reduzida a margem de manobra para quando começar a governar). Agora só falta que, já tendo dito onde vai gastar mais dinheiro no OE2016, venha dizer onde o vai buscar.

Histórico de metas

O Governo espera um défice de 2,7% do PIB para 2015. A confirmar-se, será a primeira vez desde 1997 que fica abaixo de 3%. Mas não é por falta de optimismo: em 12 dos últimos 19 anos, o orçamento tinha uma meta inferior a 3%. Mas este ano há uma novidade: o Governo congratula-se e faz propaganda desenfreada só por ter a tal meta abaixo dos 3%. Originalidade tremenda para ano eleitoral. Já esta outra meta, parece ter ficado esquecida no tempo: «Nós temos de entrar numa trajetória nos próximos anos que nos conduza até 2015 a um peso da despesa pública que não seja superior a 43 por cento, e mesmo assim ainda teremos défice para cobrir. As nossas metas até 2015 são metas importantes, mas não são metas finais. Nós ainda teremos de superar essas metas nos anos subsequentes».

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