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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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O chefe democrático que a direita sempre quis ter

O que torna uma figura num grande líder político? A sua capacidade de transformar e moldar um país com base nas suas ideias, não? Pelo menos, talvez se possa começar por ai. Franklin Roosevelt ou Margaret Thathcer, para pegar em dois exemplos, um mais à esquerda, outro mais à direita, são exemplos flagrantes disso mesmo. Mas quando se pega nos seis anos de governação socrática e olha-se para o que Portugal, dois anos volvidos, é hoje, o que sobra das ideias que Sócrates e seus muchachos defendiam? Se o legado de Sócrates resultou em alguma coisa para o país foi a necessidade deste virar forçosamente, não pelos melhores motivos, à direita. E muito do que Portugal é hoje é aquilo que a esquerda nunca imaginaria e aceitaria que fosse possível em 2005. Tendo isto em consideração, numa lógica de culto da personalidade, até se pode perceber que a claque socrática vibre sempre que o homem dá a cara, mas a realidade deveria levar a maior parte da gente de esquerda a detestar Sócrates. O resultado da sua governação deixam-no bem destacado no posto de chefe democrático que a esquerda nunca deveria ter pretendido ter. Perceba-se: só um Sócrates permitiria que a seguir viesse um Passos. Uma Thatcher permitiu que a seguir viesse um Blair. Acho que percebem o ponto.

O centrão venceu

Já nem se pode falar da CRP como uma vaca sagrada. A própria interpretação que se faz do texto da CRP passou a ser uma única possível e também ela sagrada. Vivemos tempos interessantes, de facto. E certo é que entre as imposições a que a nossa presença no Euro nos sujeita e as interpretações dos juízes do TC sobre a CRP, o caminho que podemos trilhar é cada vez mais estreito e limitado. Não deixa de ser verdade que as decisões dos juízes do TC equlibram o jogo entre esquerda e direita que tenderia claramente a ser ganho pela última se fosse sobretudo a troika/UE a ditar as regras. Assim, a presença no Euro restringe de forma brutal o manancial de políticas possíveis à esquerda e os juízes do TC restringem de forma brutal o manancial de políticas possíveis à direita. Na guerra entre a esquerda e a direita, o centrão é o único vencedor possível. Pensando bem, talvez não fosse de esperar outra coisa como resultado do jogo democrático, contudo, perante isso, sobra-nos uma retórica política inflamada que antecipa visões políticas muito distintas, mas a distinção vai-se mesmo quedar pela retórica.

O PS vota a favor

A moção de censura dos Verdes que o Parlamento discute na quinta-feira defende a troca do memorando da troika pela “renegociação” da dívida. O que entala o PS é o jogo duplo de, na oposição, ter de se mostrar mais próximo dos partidos à sua esquerda do que dos partidos de direita no poder quando, na verdade, se existirem eleições e o PS não alcançar a maioria absoluta, este, para conseguir governar, irá voltar-se para os partidos de direita cuja política agora tanto finge desprezar.

Gato preto, gato branco

Na sequência do caso Artur Baptista da Silva, tenho lido alguns apontamentos onde é determinado o posicionamento ideológico dominante na nossa comunicação social. Uns dizem que a maior parte dos jornalistas são de esquerda, outros que são de direita, enfim, muito sinceramente, acho que a maior parte dos nossos jornalistas representam relativamente bem a sociedade portuguesa: na sua grande maioria são socialistas/sociais-democratas e se há algum lado que tem razões de queixa são os comunistas, de muito longe a corrente mais sub-representada na nossa comunicação social face ao peso que tem em cada acto eleitoral. Claro que ter uma sociedade maioritariamente de esquerda é algo que eu, pessoalmente, gostaria de mudar, mas isso são contas de outro rosário. No que se refere ao caso Artur Baptista da Silva e às principais questões que este levanta, não julgo esse debate da predominância ideológia entre os jornalistas especialmente relevante. Ainda que no jornalismo português predominem jornalistas com preferência por pontos de vista socialistas/sociais-democratas, nada disso impediria que se fizesse algum jornalismo com qualidade. Mas não se faz. Infelizmente, a triste realidade é que a maior parte do jornalismo feito em Portugal, seja feito por jornalistas de esquerda ou de direita, é pura e simplesmente mau, péssimo. E se as principais narrativas que predominam são efectivamente de esquerda, quando algumas narrativas de direita vêem a luz do dia têm tanta reflexão e investigação em cima como as da esquerda: pouca ou nenhuma. Questionemos: se o jornalismo feito pelos jornalistas de esquerda é assim tão mau, não estaria na hora do bom jornalismo feito pelos jornalistas de direita ganhar terreno? Mas quando a narrativa das gordurinhas do Estado, que iam acabar com o défice sem dor alguma para os portugueses, é o melhor que o lado direito tem para oferecer, estamos conversados.

Em busca das despesas não fundamentais

Antes de 2008 não existia, agora é fundamental. Bem vistas as coisas, é quase tudo fundamental. E muitas outras despesas fundamentais só ainda não o são porque ainda não foram postas em prática. «Acrescentando que a crise económica levou também a uma maior procura». Maior procura, maior despesa. Maior despesa, maior necessidade de receitas para manter o défice. Mais impostos, maior crise económica. Daqui não saimos, daqui ninguém nos tira. Insustentável. Mas admito: o cheque-dentista, como o complemento solidário para idosos, como os subsídios ao cinema, e tudo e tudo e tudo, é fundamental. Muito bem: mas digam-me, por amor de Deus, o quê que não é fundamental? Porque algumas coisas que para alguns, em algum lugar, são fundamentais, garanto-vos, o Estado não conseguirá continuar a dar. Isto dito, sobre a «refundação do memorando» (?!?), para quem acredita, como eu, que o Estado não terá dinheiro para continuar a gastar o que tem gasto, tanto não vai ter esse dinheiro esteja lá este Governo ou outro de cor diferente. Mas como nada de relevante nesta área será feito sem o acordo do PS, dado que sem este qualquer tentativa de redefinição das funções do Estado esbarrará sempre no Tribunal Constitucional, podem começar a pensar em passar o poder para os socialistas o mais rápido possível. É um país refém de um partido e de uma ideologia? É, mas até o PS ser obrigado a equilibrar as contas e redimensionar o Estado - enfim, a pôr este país num caminho sustentável -, como acho que se estivesse agora no poder o seria, a direita não conseguirá governar em paz.

PSD contra PSD

Há uma diferença significativa entre uma parte do PSD não perder sentido crítico em relação à governação de Passos Coelho, o que faltou ao PS durante os governos de Sócrates, e uma parte do PSD ser de tal forma oposição a este Governo que o PS só pode ambicionar chegar-lhe um dia aos calcanhares. Há duas facções claramente distintas no PSD que não sabem conviver uma com a outra. É só pensar na forma como caiu Santana Lopes, com meio partido a pedir a Sampaio que deitasse o Governo abaixo; como Ferreira Leite foi prejudicada por gente de dentro nas eleições de 2009, nessa altura houve uns figurões que cheguei a tomar por socráticos e que hoje seguem Passos Coelho por tudo quanto é lado; ou como o partido está novamente à beira de auto destruir-se. É fácil compreender o CDS, coitado, arrisca-se a ver a coligação vir abaixo mais uma vez e, como da outra vez, nem poderá gabar-se de ter sido ele a cortar com Passos. Dito isto, e voltando ao PSD, parece-me que um partido em permanente guerra civil é instável e não pode dar garantias ao eleitorado. Ou resolvem os problemas internos de vez, ou este PSD, que pretende abranger no seu núcleo a social-democracia de esquerda com a direita liberal, não merece o meu voto. Nunca mais. É preferível virar-me para o CDS.

Catalogar

Chamar extrema-esquerda a uns e extrema-direita a outros pode passar uma ideia de paralelismo entre ambos os lados, mas o extremismo dos membros desta coisa abominável a que chamam Aurora Dourada está muito longe de ter reflexo em qualquer dos partidos da esquerda que garantiram representação parlamentar nas últimas eleições gregas. Que esta gente tenha obtido 6,97% dos votos e garantido 21 dos 300 deputados é mais do que motivo para reflexão profunda e enorme preocupação.

Statu quo

Com a birrinha dos marretas Soares e Alegre percebe-se melhor porquê que, com todos os defeitos que possa ter, foi tão importante eleger Cavaco Silva como Presidente da República em 2006 e reelegê-lo em 2011. Todos os passinhos contam para tornar o regime nascido do 25 de Abril mais direito, mais equilibrado, e menos inclinado para a esquerda. A esse propósito, diga-se igualmente que cada intervenção do FMI tem contribuido decisivamente para essa mudança. Afinal, não é preciso grande capacidade de raciocinio para perceber que uma sociedade onde o FMI tem sido chamado a intervir com regularidade é uma sociedade onde é preciso mudar o statu quo.

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