A «estrutura»
Ainda que possa dar-se o caso da vida acabar por correr-lhe bem esta temporada, o que não desejo, estou inclinado a suspeitar que Jorge Jesus está próximo de descobrir o quanto a «estrutura» conta. Num caso que, muito provavelmente, devia ter tido tratamento semelhante a este. Bruno de Carvalho, por outro lado, tal a forma atabalhoada como tem gerido o dossier Carrillo, ainda arrisca, pela bitola instituída pela próprio, a perder o cartão de sócio. Entretanto, humilhado em casa num jogo da Liga Europa, depois de ter sido afastado do torneio dos milhões, Jesus nem se lembrou de recorrer à famosa tirada «um jogo com nível de champions», mas voltou à lengalenga do «campeonato é o nosso objectivo», a qual usa pelo segundo ano consecutivo, o que demonstra não só disco gasto, mas também mentalidade medíocre (tanto mais incompreensível quando estamos perante um treinador que nas últimas três épocas foi por duas vezes à final da Liga Europa: perdeu ambição ou reconhece que essas presença não foram apenas, nem sobretudo, mérito dele?). Enfim, queiram os adeptos do Sporting que isto não comece a correr mal também no campeonato nacional, pois quando e se o presidente da instituição decidir que é tempo de afastar Jesus, não tendo o clube capacidade para pagar-lhe a indemnização face ao salário elevado que usufrui, à luz do modus operandis evidenciado por Bruno de Carvalho em situações diversas, vai ser o bom e o bonito.
