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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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A Martha Stewart portuguesa

A propósito do texto de Ricardo Reis a que faço ligação no post anterior, recorde-se uma bonita história, para perceber como é que as coisas se processam por cá: Miguel Sousa Cintra foi condenado a pagar 499 mil euros por vender acções da Vidago & Pedras Salgadas antes de ser anunciada, em Novembro de 1996, a oferta sobre a empresa que dirigia. Terá lucrado mais de três milhões de euros com o uso da informação privilegiada. Perceberam? Como admito que ao leitor possa ter escapado esse pequeno pormenor, insisto: pagou 499 mil euros; lucrou três milhões (sendo que os 499 mil euros serviram para comprar a suspensão da pena de prisão). É a Martha Stewart a que tivemos direito. Quando se fala de reformas estruturais e se quer fazer comparações entre países, ou abordar o quão funcional é o modelo capitalista, convém ter este tipo de informação presente.

5 comentários

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    Mr. Brown 16.08.2014

    Qual delas, a verdadeira ou a portuguesa? Se me pergunta se é fácil apanhar alguém que pratica inside trading, depende das garantias que a justiça der ao acusado. A nossa, dá garantias a mais. A norte-americana, permite apanhar muita gente.
  • Sem imagem de perfil

    JP 16.08.2014

    Referia-me ao texto do Reis. Já não me recordo dos pormenores mas isso na altura da Stewart foi muito complexo e de certa forma esquisito e teatral, pelo meio o grande problema dela deve ter sido a obstrução à justiça e falsas declarações e não propriamente o inside-trading, a pena pareceu completamente desproporcionada e algo populista na altura, para servir de exemplo por ser uma figura pública "rica" e famosa. Julgo que o maior responsável de todos, o que fez a fuga de informação da FDA nunca foi descoberto nem punido. Mas como referi, não me recordo bem, quando tiver tempo vou reler essas histórias.

    Quanto a Portugal, inteiramente de acordo que tudo deve ser investigado, todos os movimentos devem ser passados a pente fino, mas também lhe coloco mais uns pensamentos meus para debater,

    . se fosse accionista/obrigacionista do BES e lhe chegassem aos ouvidos rumores de que se passava algo do género, você também não faria o mesmo ? Seria inside-trading ?

    - rumores na bolsa é uma coisa banal, tanto falsos como verdadeiros, mais os primeiros que os segundos, e muitas vezes ou quase sempre há interesses por detrás, mas difíceis de provar. No BES movimentos estranhos de quantidades enormes de acções já se passavam há semanas, como acontece sempre em circunstâncias destas de muita instabilidade e volatilidade, falamos quase de penny stocks a certa altura.

    - tenho ideia que na tal sexta-feira famosa a acção do BES apesar das brutais quedas fechou acima do valor "teórico" das necessidades de um aumento de capital na ordem de 3 ou 4 milhões dados os prejuízos anunciados na 4ªfeira após o fecho.
    Não percebo muito desse assunto mas recordo-me de ver alguém a fazer esses cálculos ainda na 6ªfeira de manhã num fórum de bolsa, muito antes de todos sonharem o que se passaria a seguir. Ou seja, uns cálculos que estimam a perca de valor duma acção actual dado o aumento de capital (emissão de novas acções) que seria necessário futuramente, presumindo outras variáveis não serem consideradas , como por exemplo expectativa investidores com essa acção eventualmente valorizar resolvido o problema, ou desvalorizar ainda mais se poucos acreditarem que o problema ficasse resolvido.

    - você mesmo há dias reflectia de forma interessante sobre a regulação a propósito do Montepio, e eu até estive para comentar no twitter mas depois passou. Como aqui há uns tempos alguém disse, primeira regra dum problema bancário é não falar publicamente dele. A regulação se faz tudo discretamente e não dá cavaco a ninguém depois quando as coisas correm mal acusam-na de já saber de algo e de não ter avisado ninguém. Se pelo contrário, faz umas auditorias e isso aparece publicamente, isso mesmo depois pode gerar uma efeito lesivo de bola de neve. E critica-se na mesma, pelas razões contrárias.

    Isto para dizer que num processo como esse que aconteceu nesses dias com o BES é praticamente impossível manter segredo. Muita gente, desde legisladores a juristas a responsáveis nacionais e internacionais (BCE, etc) devem ter estado envolvidos, achar que de toda essa multidão é possível manter segredo total é um bocado infantil, a certa altura há sempre uma fuga.
    E volto à questão anterior, se lhe chega aos ouvidos um rumor desses, o que você faria ?

    Mas volto a repetir, inteiramente de acordo que tudo deva ser investigado, embora isso como deve compreender, para ser bem feito, implica um trabalho numa escala pouco usual e grandes recursos, desde apreensão de servidores email a histórico chamadas telefónicas, de muita gente de diferentes entidades e países ou instituições, algumas ao mais alto nível, começando de baixo para cima, de vendas suspeitas de certas entidades, e ir desfiando o fio à meada por ali acima.
    Boa sorte com isso hehehe.

    PS: Sou o @38graus no twitter, comento aqui pois 140 caracteres são impossíveis para discutir isto como deve ser, mas se preferir responda por lá.
  • Imagem de perfil

    Mr. Brown 16.08.2014

    [Continuando]

    Quanto ao BES, a forma como se trocaram acções a partir de certa altura - e a queda acentuada que estas tiveram -, evidencia com elevado grau de probabilidade que a certo ponto o que estava a acontecer no mercado já não se tratava apenas de rumores. Sobre isto: «tenho ideia que na tal sexta-feira famosa a acção do BES apesar das brutais quedas fechou acima do valor "teórico" das necessidades de um aumento de capital na ordem de 3 ou 4 milhões dados os prejuízos anunciados na 4ªfeira após o fecho», parece-me que o valor é tão teórico, mas tão teórico, que sendo possível de se o calcular logo na 4ª feira à noite, não se percebe como é que o mercado demorou tanto tempo a ajustar e teve um ajustamento tão brusco numa sexta-feira à tarde. Quanto à pergunta que colocas (vou passar para o tu, que isto o você parece-me mal :) ) «se fosse accionista/obrigacionista do BES e lhe chegassem aos ouvidos rumores de que se passava algo do género, você também não faria o mesmo ? Seria inside-trading ?» Não, não seria. O inside trading não se caracteriza pela negociação de títulos com base em probabilidades, rumores, boatos, mas antes com base em informação que já se tem a certeza de ser verdadeira, precisamente porque apesar desta ainda não ser pública, o negociador ou quem deu a dica, teve acesso a essa informação antecipadamente e violou as regras a que está sujeito, divulgando-a ou fazendo uso dela para proveito próprio. O caso Montepio é bem atirado para esta discussão: nesse houve grosseira fuga de informação - aguardo para saber se as outras duas instituições auditadas vão ter o mesmo azar -, e perante tanta gente a saber da auditoria, talvez fosse de prever que esta acabaria por ser do conhecimento público, e o mesmo pode ser dito do que aconteceu com a solução Novo Banco, portanto, «achar que de toda essa multidão é possível manter segredo total é um bocado infantil, a certa altura há sempre uma fuga», é bem capaz de ser verdade. Mas se houve fuga e, no caso BES, estou convencido de que a houve, não será difícil tentar apurar quem(quais) o(s) autor(es) da mesma. E, até pela natureza diferente dos casos, parece-me mais fácil conseguir chegar aos autores da fuga do Novo Banco - até pelo rasto dos vendedores -, do que à fuga de informação do Montepio. É mesmo importante que cheguem a alguém de forma a funcionar como dissuasão em casos futuros (nem que fosse, para voltar à justiça americana, por linhas tortas).
  • Imagem de perfil

    Mr. Brown 16.08.2014

    Adenda: depreende-se disto tudo que a fricção que se gerou entre o Banco de Portugal e a CMVM não é fruto do acaso. Se «manter segredo total» do que estava a ser preparado para o BES era «um bocado infantil», os reguladores deviam ou não ter actuado em conjunto de forma a não ter acontecido o que, com elevada probabilidade, aconteceu? Talvez a negociação de títulos do BES devesse ter sido suspenso mais cedo do que foi. Não o sendo, gerou-se ali um período temporal que permitiu a muito boa gente atenuar perdas.
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