Algo a perder
Portugal não teve nada que se parecesse com um Syriza, mas, além do BE que contava tirar proveito do descontentamento com os partidos do centrão e cavalgar a onda da vitória da coligação radical na Grécia, o Livre e o PDR espreitavam uma oportunidade para baralhar o sistema. A avaliar pelas últimas sondagens, esses partidos também estão agora com vida muito mais difícil. E não será tudo efeito Syriza, ou contaminação da situação da Grécia na política interna dos países periféricos, é preciso enquadrar o contexto: quer em Portugal, quer em Espanha, o crescimento económico faz-se sentir. Quando a economia dá sinais de melhora, ninguém pretenderá arriscar uma aventura. Há algo a perder.
