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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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«Confiança entre parceiros»

Quem acha que se pode mudar a política europeia deliberadamente contra a vontade da Alemanha, não pesca nada do modo de funcionamento da zona Euro e não aprendeu nada com a crise. A Alemanha é o motor da economia europeia, sem que a política económica desta esteja relativamente alinhada com a política económica da zona Euro enquanto um todo, as coisas só podem correr mal (seria o caminho de regresso aos fortes desequilíbrios internos na zona Euro que desembocaram nesta crise). Dai que a quem se opõe à política económica seguida globalmente na zona Euro e queira algo radicalmente diferente, não lhe basta advogar outra política no seu país, tem antes e primeiro de tudo de convencer os alemães de que outra política é precisa (e que essa nova política deve ser primeiramente e sobretudo aplicada na própria Alemanha ou, pelo menos, financiada por esta). Nesse sentido, é verdade que os alemães têm um peso superior a muitos outros nas negociações em curso, mas enquanto a zona Euro não for uma federação, não podia ser de outra maneira. No seguimento disto, fica também claro que uma política de confrontação com a Alemanha está condenada ao fracasso. Dai que dê um certo gozo ver João Rodrigues, por exemplo, desanimado neste post só porque o ministro das finanças grego falou da necessária «confiança entre parceiros». É o que dá a falta de realismo. Quando o ministro superstar Varoufakis apareceu também meteu-se a dizer que tudo correria pelo melhor porque ele iria recorrer à simples lógica na negociação com os restantes parceiros. Até parecia fácil. Varoufakis, o homem que teme tornar-se um político, relembrou outro que nunca se apresentou como político, Cavaco Silva, e a tese de que «pessoas inteligentes, com a mesma informação, chegam às mesmas conclusões». Não é bem assim. E num permanente processo negocial, como é o da construção europeia, que envolve várias partes e onde o incumprimento das regras por uns pode ser-lhes temporariamente benéfico, mas só porque é feito à custa do cumprimento das regras pelos outros, a confiança entre as partes é do mais importante que há (bem como é importante a existência de mecanismos que imponham o cumprimento das regras, que serão tão mais apertados e exigentes quanta maior desconfiança existir nas relações entre os diferentes membros). Neste contexto, é normal que os que seguiram as regras, perante incumpridores declarados, não só devam como queiram penalizá-los de forma exemplar. Claro que os gregos podem alegar que parte dos incumprimentos que lhes atiram à cara são estúpidos porque foi-lhes pedido, em certos momentos, que fizessem o impossível, mas isso não explica tudo. Muito por culpa própria, os sucessivos governos gregos foram dando razões para os restantes parceiros deles desconfiarem (aqui há também um jogo de percepção, de relações públicas, onde os gregos falharam redondamente: também porque os seus políticos sempre pareceram mais preocupados em fazer discurso para dentro do que para fora). Começaram esse caminho ainda muito antes do Syriza existir, quando, por exemplo, aldrabaram as suas contas pública para respeitar a democracia interna e dar ao seu eleitorado o que este queria. E o Syriza, naquilo que foi dizendo enquanto oposição e assim que se apanhou no poder, nada fez para ajudar à reconquista dessa confiança. Antes pelo contrário. Já o nosso Governo, o irlandês, o espanhol ou o italiano, fizeram-no. E é dai que, imagino, vem o desânimo de João Rodrigues com a expressão «confiança entre parceiros» utilizada por Varoufakis. Se isso é fundamental, e pelos vistos Varoufakis só descobriu agora que o é - não sei se a malta do Syriza também já o terá percebido -, então alguma coisa o nosso Governo terá feito bem. Porque a falta de confiança dos outros para connosco há muito que se deixou de verificar. Mas, enfim, que nós somos um caso aparte do grego, aparentemente, é consensual: pela forma como alguma malta à esquerda avalia os "ganhos" do Syriza, também em Portugal há muito que acabou a troika e a austeridade. Festejemos, pois então.

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