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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Mr. Brown

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Gostos de gaja

Twilight e Fifty Shades of Grey, este último aqui apresentado como um mero produto de marketing, partilham o mesmo ponto de partida: o material de origem, os livros, foram escritos por uma gaja, o filme foi realizado por outra gaja e o material é dirigido a gajas, dando-lhes o tipo de historias que parte significativa das gajas querem ler/ver, mas cujo gosto e desejo espelhado pela predilecção por este tipo de história estão pressionadas a não revelar publicamente. As "verdadeiras" gajas, as feministas, não apreciam particularmente este tipo de história pelo papel para o qual remetem as gajas no seu relacionamento com os gajos, e os gajos, que continuam a ter o domínio do espaço público, também não apreciam estas história porque, enfim, são histórias de gajas. Logo, no espaço público, há que tratar com desprezo este tipo de produtos. Desprezo que não se manifesta igualmente por uma outra série de produtos de valor semelhante, nomeadamente os filmes de super-heróis. Como se esses, numa fórmula repetida até à exaustão e que tomou conta dos blockbusters de verão, analisando por igual perspectiva, fossem menos "produtos de marketing" do que Twilight ou Fifty Shades of Grey. Paradoxalmente, na perspectiva das "verdadeiras" gajas, contudo, os filmes de super-heróis, cuja supremacia na indústria cinematográfica tem origem numa cultura maioritariamente masculina, só lhes irrita pela ausência de super-heroínas. Para as "verdadeiras" gajas, a ascensão da mulher no espaço mediático não deve ser feita pela acentuação, demarcação e imposição das diferenças entre os dois sexos, num plano onde as diferenças fossem aceites como naturais, respeitadas de igual forma e tivessem igual capacidade de exposição, pois isso seria contrário à tese de que as diferenças entre sexos só existem por condicionamento sócio-cultural - elas diriam mesmo que esse tipo de paradigma contribuiria ainda mais para o condicionamento -, mas pela apropriação por parte da mulher daquilo que é e tem sido uma cultura essencialmente masculina. Gaja que é gaja quer ser gajo. Ai daquela que fantasie com o Edward Cullen ou o Christian Grey. Temos de pôr as gajas a ver e gostar de futebol (sim, bem sei que há também quem queira pôr os gajos a andar de salto-alto). A igualdade acima de tudo. Abaixo a diferença.

2 comentários

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    Mr. Brown 12.02.2015

    Obrigado Rita pelo elogio e claro que o meu post é algo limitado: no sentido de ser algo redutor e generalizar (mas é um post de blogue e não é uma tese de mestrado eheheh). Por exemplo, entro logo a provocar quando lhe dou o título «gostos de gaja». Até por ai, percebe-se que se há grupo que se sentirá mais tentado a falar mal dos filme é o dos homens que até podem gostar do filme. Um homem que goste de um filme destes, ainda se sentirá mais reprimido a falar bem do filme em público do que uma mulher (homem que é homem não quer que lhe digam que tem gostos de gaja). E noto, com curiosidade, a necessidade de tanto elemento do sexo masculino vir falar mal do filme sem o ter visto sequer (o veredito já está dado: não o viram, mas o filme é mau e deve ser evitado a todo o custo). Mas, concordando contigo que algum condicionamento sócio-cultural está presente nas diferenças entre homens e mulheres (nem tudo é natureza), discordo quando afirmas que era interessante «criar produtos culturais que consigam superar a divisão». O meu post é precisamente um elogio à existência dessas diferenças e um incentivo a que sejam exploradas e respeitadas.
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