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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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O manifesto vai nu

 

Sabem quando é que se deu aquele pico nas taxas do juro dos países do sul da zona Euro? Foi nos momentos que antecederam e culminaram na reestruturação da dívida grega. Depois disso, além do papel do BCE e da continuação do ajustamento orçamental em todos os países da periferia, a União Europeia, seguindo a estratégia alemã, tem-se esforçado por garantir aos investidores que nenhuma outra reestruturação do género seria feita no espaço da zona Euro. E, convençam-se disso, não vai ser mesmo (se bem que, diga-se, os subscritores do manifesto também não pedem uma propriamente igual: enfim, se exigíssemos os detalhes da reestruturação com que cada signatário sonha, provavelmente acabaríamos com 70 signatários, 70 reestruturações). Adiante: é também pelo facto dos mercados estarem convencidos disso mesmo, um convencimento que tem-se vindo a fazer com o passar do tempo, que os juros têm descido. O juro reflecte o risco dos títulos, pelo que os actuais juros baixos só podem reflectir risco baixo para quem os adquire; como conciliar risco baixo para quem nos financia com elevado risco da nossa dívida pública tornar-se insustentável? Não se concilia. Mas indo por esta linha de raciocínio, percebendo o porquê dos investidores privados não contarem que um dia lhes digamos: «olhem, meus caros, nós não vos vamos pagar o prometido», percebemos também o que está por trás do já famoso manifesto: a preocupação não é tanta com a sustentabilidade da dívida per se, mas antes com a dimensão do esforço para a pagar que nos será exigido. Perceba-se: existe suficiente evidência neste momento de que, não sendo o nosso esforço totalmente suficiente para pagar o que devemos, outros - que não os investidores privados - estarão dispostos a se sacrificarem alguma coisinha - já deram provas disso - para nos ajudar, mas não é menos verdade de que os outros só se têm mostrado dispostos a se sacrificarem na precisa medida daquilo que nos for comprovadamente impossível cumprir e nada mais além disso. Ou seja, aceitam ceder quando lhe atiramos com o realismo do «não conseguimos pagar», mas mostram-se irredutíveis em aceitar entrar na onda da «solidariedade». Se, como Bagão ainda ontem na SICN argumentava, o Governo tem vindo a fazer, com o acordo dos parceiros europeus, reestruturações ao nível da que é pedida no manifesto, a que propósito e qual o intuito do manifesto? Se ainda não perceberam com este meu texto, eu explico, porque o manifesto vai completamente nu: aquela malta quer solidariedade. É isto e nada mais do que isto. Enfim: ó Merkel, reestrutura lá ai um bocado que isto de pensar na reestruturação da pensão do notável Bagão é chato. E é mesmo: tanto para o Bagão, como para mim com os impostos que pago e que em parte servem para garantir o pagamento dessa mesma dívida.

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