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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Influência sem representatividade

Uma estrutura organizacional anacrónica: «em 2010 a negociação coletiva determinou as tabelas salariais pelas quais se regiam cerca de 88,5% dos contratos dos trabalhadores por conta de outrem do setor privado, e que serviram de referência para a negociação dos Acordos de Empresa que subsequentemente se realizaram. Assim, embora as confederações sindicais tenham influenciado diretamente 92,3 por cento dos vínculos contratuais do setor privado, apenas representavam 10,9 por cento, da mesma massa de trabalhadores. Visto doutra perspetiva, os salários base de cerca de 50 por cento dos trabalhadores são influenciados por acordos salariais em que a representatividade sindical é inferior a 5 por cento.» E quem fala dos sindicatos pode falar das associações patronais, ou, resumindo, de como a nossa concertação social é um factor de atraso do país.

As cedências do patronato

O título desta notícia é falso. A jornalista deve ter achado graça quando o escrevia, mas demonstrou-se incapaz de perceber o que está em causa. O governo vai subsidiar em 1% os salários dos trabalhadores, como a própria notícia explica, exactamente para compensar o acréscimo de 1% dos custos salariais que as empresas irão ser sujeitas com a criação de dois fundos que foram acordados em concertação social. Logo, o efeito é neutro. Como pode esperar o governo, perante duas novas medidas que se anulam, que isto gere postos de trabalho? Não espera. O que o governo terá dito é que conta que 110 mil postos de trabalho a criar no futuro venham a ser afectados por esta medida (não sei se sabem, mas mesmo em fase de aumento do desemprego há novos postos de trabalho que se criam, não são é suficientes para, e com isto simplifico, compensar os que são destruídos), o que é uma coisa muito diferente. Mas disto passo para o que considero verdadeiramente relevante: na concertação social, os sindicatos acharam por bem ceder em algumas medidas de que não gostavam e em troca o patronato teria cedido ao aceitar que estes dois novos fundos, que visam, por exemplo, garantir que todo o trabalhador recebe as indemnizações por despedimento a que tem direito, fossem criados. Com este "incentivo" do governo, o que fica evidente é que quem suportará ambos os fundos é o Estado, ou seja, o bom do burro de carga do contribuinte (sim, o governo conta que a medida seja financiada por dinheiro da Europa, ou seja, pelo contribuinte europeu, mas o dinheiro do contribuinte europeu seria muito melhor usado noutros gastos já existentes que desonerariam o contribuinte português). O patronato não cedeu nada. O patronado atirou o problema para cima do Estado. O patronato é fantástico. E o Estado não tem défice e por isso pode subsidiar estas brincadeiras, feitas em nome das cedências do patronato. O patronato é lindo. O patronato adora a concertação social.

Velho rumo

Os patrões reconhecem a importância da aposta nas exportações, mas sublinham que o mercado interno não deve ser descurado. As confederações patronais com assento nas negociações de concertação social, que estão longe de representar todos os patrões do país e muito menos aqueles que mais importa preservar, estão-se é a lixar para a aposta nas exportações que esse caminho dá muito trabalho, implica assumir riscos e isso é uma coisa que eles detestam. Um novo rumo? Eles não querem um novo rumo, na melhor das hipóteses estarão a tentar dizer ao governo para procurar mudar de rumo de forma mais lenta que a esta velocidade eles não aguentam. Não anseiam por algo novo, têm saudades é do passado. E, no fundo, esse é um dos problemas do país: o novo rumo demora a impor-se, se é que alguma vez irá impor-se, também porque a maior parte dos nossos empresários são manifestamente incapazes de lutar por ele. E uma nova leva de empresários, oriunda da geração mais bem preparada de sempre, como se auto-intitulam, teima em não surgir. Mas compreendo a nova geração, os melhor preparados antes preferem ir fazer carreira no exterior do que tentar montar negócio neste país de lobistas, mamistas, burocratas e outros empecilhos vários.

Sinais

Esta é fácil: lá para fora é essencial vender a ideia de que estamos a ir além da troika. Marketing puro. Na realidade, parece-me que João Proença andará mais próximo da verdade. António Saraiva explica, em boa parte, porquê. Agora, não percebo do que Saraiva queria ser compensado, uma vez que também ele se opôs à desvalorização fiscal, tal como prevista no memorando. Mais: do que me foi dado a perceber, até pelos rostos dos parceiros sociais, pareceu-me que as confederações patronais estavam muito contentes com o acordo alcançado, ou terei lido mal os sinais?

Galinhas

O líder parlamentar da bancada do PS, Carlos Zorrinho, lamentou não poder felicitar o Governo pelo acordo de concertação social. E porquê? Porque «denota uma enorme falta de ambição». Provavelmente o PS estava à espera que a flexibilização do mercado laboral fosse ainda mais acentuada do que o acordo o permite. Isto não é uma oposição com “grande exigência e rigor” para com o Executivo. Não! Em primeiro lugar, se o PS quer falar de rigor e exigência, devia recordar-se do que assinou com a troika e do que lá estava previsto; em segundo lugar, isto é mera oposição có-có-ró-có-có. Meus caros socialistas, fazer oposição assim é fácil, da próxima deviam tentar usar aquela massa cinzenta que ocupa parte das nossas cabeças e que permite nos distinguirmos de um qualquer animal que só cacareja.

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