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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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A retoma vista pelo consumo

1. Consumo de electricidade aumenta após dois anos de quedas

2. Número de carros vendidos em Portugal sobe mais de 11 por cento

3. Vítor Gaspar bem tentava explicar que nas suas previsões o que mais falhou foi o ritmo da queda do consumo em Portugal, demasiado acelerado em relação ao que era previsto. Espero, pois, que esta melhoria recente do consumo interno seja sinal de uma espécie de ajustamento dos portugueses face àquilo que foi estimado inicialmente por Gaspar - sendo, portanto, fenómeno temporário de correcção em relação a um ano (o de 2012) em que o consumo caiu muito mais do que seria normal -, do que sinal, como outros temem, de que os portugueses preparam-se para voltar à vida do consumo desenfreado.
4. Ao que julgo saber, o Banco de Portugal prevê que o aumento da poupança dos portugueses tenha vindo para ficar, ou seja, represente uma efectiva mudança estrutural na nossa economia. Assim seja, mas tenho bem presente na memória quando, ainda na primeira metade da década passada, muitos técnicos do Banco de Portugal já consideravam que a via que levava a nossa economia era insustentável e, esperando que o consumo deixasse a breve trecho de ser o motor da economia, eram, ano após ano, constantemente surpreendidos ao verificarem que o consumo mantinha-se sempre como uma das principais variáveis explicativa para o pouco crescimento que íamos alcançando.

5. Atente-se no que o FMI tem vindo a dizer sobre a sustentabilidade da nossa retoma. Eles lá sabem o que os preocupa. E eis o que mais temo: o Governo, com eleições em 2015, vai querer surfar a onda até ao fim.

IVA vs IRS

Passos Coelho, poucos meses antes das eleições de 2011, afirmou o seguinte: «Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas». Infelizmente, sem pretender discutir as causas para que assim tenha sido, esta é uma das promessas que ficou por cumprir: não só aumentou os impostos sobre o consumo, como recorreu forte e feio a impostos sobre o rendimento das pessoas. Mas a lógica que o levava a proferir aquela frase fazia tanto sentido então como faz agora. Logo, se há margem para baixar impostos, não deixa de ser curioso e inconsistente com a frase citada que os impostos que andam na berlinda para baixar sejam precisamento impostos sobre o consumo. Eu posso deixar de ir a um restaurante; posso deixar de beber coca-cola; posso deixar de ir a eventos desportivos; mas, enquanto trabalhar, não posso fugir ao IRS. Mais, se me baixarem o IRS, posso, por minha livre e espontânea vontade, aproveitar o dinheiro extra para ir ao restaurante; para beber coca-cola; para ir a eventos desportivos; pois todo e qualquer bem e serviço, ceteris paribus, ficou relativamente mais barato e acessível para a minha pessoa. Como posso aumentar a poupança. Ah, tragédia! Poupar não que precisamos de estimular o consumo interno. Baixem-se os impostos sobre o consumo. Faça-se tábua rasa do pensamento do Pedro pré-eleições. Enfim, sejamos justos, o Pedro é coerente na inconsistência. E a frase citada no post até foi durante uma visita a Bruxelas, altura em que Pedro limitava-se a expor o que Merkel lhe tinha ensinado. Agora é Portas, uma espécie de Sócrates da direita, quem dá lições a Pedro.

Apoiado

Revendedores querem descida do IVA no gás para 6%. Se a restauração merece, estes não merecem menos. E estou disposto, desde já, a promover o lóbi pela baixa para a situação pré-troika do IVA na água engarrafada, na coca-cola e nos bilhetes de futebol. Para esta promoção, vou criar o «Movimento pela Reposição do Défice e do Consumo aos Valores de 2009», ano em que crescemos acima da média europeia e o país era feliz. Para dar credibilidade ao movimento, fomentarei igualmente o lóbi pela irrevogável manutenção do dossier da reforma do Estado na gaveta do dr. Portas.

Querem um desenho?

Quero ir ali convencer um investidor externo a apostar em Portugal invés de apostar num qualquer país da Europa de leste ou, até, numa também intervencionada Irlanda. O que lhe digo? Digam-me, porque confesso não saber muito bem o que lhe hei de dizer. Certamente por ignorância minha e também pelo pouco tempo dedicado a pensar no assunto, escapa-me o factor diferenciador da economia portuguesa que nos permita marcar a diferença para melhor face a outras economias com as quais competimos. Entretanto, como andamos à deriva, neste país que desce aos infernos, como alguns - muito poucos - avisaram que iria descer, mas continuando em alta essa fábrica extraordinária de produção de opinadores que andam com a cabeça nas nuvens, expliquem-me como se fosse muito parvo: as exportações já não são a prioridade e temos de voltar novamente à aposta no consumo interno, é isso? Enfim, não há meio de nos endireitarmos: a consolidação orçamental que teria de ser feita maioritariamente pelo lado da despesa, é feita, pelo contrário, maioritariamente pelo lado da receita - ou seja, é uma consolidação absolutamente frágil -; por outro lado, o crescimento económico que teria de vir necessariamente pelo lado da procura externa, ou seja, das exportações, de produzirmos mais e melhor para vendermos os nossos bens a consumidores não residentes no território nacional, há quem queira promovê-lo, o tal crescimento, por via do aumento do consumo dos portugueses que, para isso, não só teriam de reduzir a sua poupança como muitos teriam mesmo de se endividar ainda mais do que já estão. Se chamo à consolidação orçamental portuguesa assente na receita uma coisa frágil, a um crescimento económico promovido por esta via chamo-lhe suicídio puro e duro. Claro, bem sei, que alguns dirão que se todos os países da Europa estão a deprimir a sua procura interna é muito difícil a um país como Portugal, já de si pouco competitivo, recorrer à procura externa para promover o seu crescimento económico. Mas, então, peço-vos, pensem um bocadinho que seja: se a maior parte dos países europeus muito mais ricos do que nós, com taxas de poupança dos seus cidadãos muito mais elevadas do que a nossa, muito, mas mesmo muito menos endividados, não estão a apostar na sua procura interna, dificultando-nos o caminho da saída da crise por via da procura externa, como evidentemente dificultam, a vossa solução é mesmo partirmos nós, feitos malucos, para uma aposta no crescimento económico por via da procura interna? Restauração, construção, supermercados e coisas assim? E, já agora, financiada por quem? Por aqueles que não financiam igual estratégia nos seus próprios países? Percebem a loucura do que é a discussão pública em Portugal sobre estes assuntos? O irrealismo? Querem um desenho? Já sei, repito-me e esta conversa cansa-vos. Antes a minha conversa que cansa do que as vossas ideias que deram e continuam a dar cabo do país. Mas permitam-me cansar-vos mais um bocadinho, embora prometa que termino já, com uma singela pergunta: ainda não perceberam a relação entre salários, produtividade, desemprego e crescimento, pois não? Ah, nem querem perceber? Claro, estão no vosso direito. Depois, não se queixem.

Acabou o carnaval

A propósito do Carnaval ser bom para a economia, voltamos ao mesmo: o estímulo do consumo interno. Quando é que se percebe de vez que Portugal não tem um problema de baixo consumo, tem um problema de baixa poupança. Parte do consumo que temos feito tem sido financiado por poupança externa e é isso que tem de acabar - é dai que vem a expressão «viver acima das nossas possibilidades». Como costumo perguntar: ninguém acha estranho que dois dos três homens mais ricos do país tenham supermercados? Enfim, certo é que não se pode ter ao mesmo tempo uma estratégia de estímulo ao consumo e à poupança. Desculpem-me os amigos carnavalescos, mas não é com carnavais que vamos lá. Isso já devia ser evidente por esta altura, mas surpreendentemente ainda não o é.

Sem poupança, não há investimento

Mas, salientou, também os "factores culturais são decisivos", remetendo depois para Max Weber, recordando que o sociólogo destacava, no início do século XX "a importância da ética protestante, que favorecia um comportamento austero e frugal, isto é, propício à poupança, no desenvolvimento do capitalismo". Consumo das famílias portuguesas é superior a 60%, e está dez pontos percentuais acima da média europeia. Foi bom viver à custa das poupanças dos outros, não foi? Se ao menos tivéssemos aproveitado para fazer bons investimentos.

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