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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Uma pipa de massa em risco

Para quem não percebe o que está em jogo. Basicamente, os gregos chegaram a este ponto a precisar de um terceiro resgate igual ao segundo que não quiseram concluir (mais dinheiro, algum que nunca será recuperado, atirado para cima de um problema que já devia e podia estar resolvido). Está lá no documento, escarrapacho para quem o quiser perceber (estou farto de tontos, muitos deles jornalistas, que fingem não saber ler): «At the last review in May 2014, Greece’s public debt was assessed to be getting back on a path toward sustainability, though it remained highly vulnerable to shocks. By late summer 2014, with interest rates having declined further, it appeared that no further debt relief would have been needed under the November 2012 framework, if the program were to have been implemented as agreed. But significant changes in policies since then — not least, lower primary surpluses and a weak reform effort that will weigh on growth and privatization — are leading to substantial new financing needs». O Syriza faz implodir, paralisando-a, a economia grega, torna a dinâmica da dívida verdadeiramente insustentável e depois aparece feito tonto a dizer: vêem, até o FMI diz que a dívida é insustentável. Pudera. E com o Syriza no poder, o que nos garante que completariam um terceiro resgate em condições? Nada. Pelo contrário, temos quase a certeza que seria necessário enterrar ainda mais dinheiro na "salvação" da Grécia. Por mim, basta. E basta tanto de tontos como os gajos do Syriza como de tontos que acham que se deve estender a mão a gente deste calibre, que brinca com (e não respeita) o dinheiro dos outros.

Pornografia na RTP

Um senhor de nome Brilhante, afirmou ontem na RTP, para justificar o porquê do PS não se comprometer com a reposição total dos salários dos FP e de pensões que foram cortadas, com a frase pornográfica de que o PS «não sabe o buraco orçamental que irá encontrar». A desculpa é a antiga, mas se já antes colava pouco, nos tempos actuais não cola de todo (vinda de quem vem, transofrma-se em pornografia): se há coisa que estes anos da troika nos trouxeram foi transparência orçamental. E é evidente que nestes últimos anos não andamos a atirar dívida e défice para debaixo do tapete, antes pelo contrário, andamos a dessenterrar dívida e défice. Dívida e défice que estava debaixo do tapete, em boa parte, porque lá tinha sido colocada por governos socialistas. Governos socialistas que deixaram o país em 2011 com o défice a rondar os 10% e a dívida a galopar a ritmo alucinante. E que discurso adopta esta malta socialista? Faz mea culpa e assume os erros do passado? Nem por isso, não só este Brilhante cara-de-pau vem sugerir que desconhece-se a situação orçamental do país, como outro dirigente socialista até teve a lata, refiro-me especificamente ao cabeça de lista às europeias pelo partido, pessoa que até tomava por séria (nota: Rangel tem estado no mesmo nível, diga-se, o que transforma a campanha das europeias numa cena penosa de assistir), de vir com a treta de que responsabilidade orçamental só existe com o PS no Governo. Enfim, «as pessoas primeiro», é o slogan deste PS de Seguro. Eu descodifico a frase, porque é por demais evidente que da frase final estão ausentes algumas palavras que foram varridas para debaixo do tapete: «as pessoas do PS primeiro pelo que tudo faremos para voltar a sentar o nosso cu no poleiro e é só isso que nos interessa». Para concluir este post, diga-se que a moderadora do Prós & Contras, a certa altura, dirigiu-se mesmo ao senhor Brilhante como futuro ministro. Brilhante não conseguiu esconder a vaidade. Conhecendo a figura, limitei-me a sentir um calafrio.

O fantasma grego

Beneficiaremos de todas as condições da ajuda à Grécia quando e se formos a Grécia. Entretanto, temos de continuar a tentar ser a Irlanda: «A Irlanda não é a Grécia, a situação grega é totalmente diferente daquela da Irlanda, e o pacote concebido para a Grécia é único para a Grécia, e tem condições muito onerosas associadas». O mal é que a nossa economia, o nosso Tribunal Constitucional, a maior parte da nossa classe política, enfim, a nossa sociedade, teimam em empurrar-nos para a situação grega, muito mais do que para a irlandesa. E Passos Coelho e Vítor Gaspar, que estão sob enorme pressão, foram, nas declarações já realizadas sobre a extensão da ajuda grega a Portugal, manifestamente precipitados e pouco cautelosos na ideia que deixaram passar. É bom lembrar que quando a Grécia conseguiu o primeiro perdão da dívida, nenhum outro país pediu um igual para si. Escuso de explicar porquê.

A troika e a soberania III

Há quem confuda soberania com a possibilidade de gastar o que se quer, onde se quer, como se os recursos fossem ilimitados. Não são. O tão badalado regresso aos mercados, que nos livraria da necessidade de recorrer ao financiamento da troika, ao contrário do que alguns sugerem, não tem como finalidade possibilitar que nos continuemos a endividar alegremente. Os mercados nunca aceitarão financiar-nos nesses termos. Esse regresso serviria sobretudo para rolarmos a dívida, ou seja, substituir títulos de dívida vencida por títulos de dívida a vencer no futuro, sem que se alterem substancialmente os juros a pagar. De forma muito simples: assumo nova dívida de x a pagar no futuro para pagar dívida de x que venceu hoje. Nesse sentido, tinha razão o outro quando dizia que a dívida é para gerir. Mas percebendo isto, percebe-se que o tão badalado regresso aos mercados não nos trará renovada capacidade para gastar o que não temos e manterá-nos, dado o actual nível da dívida, sobre um garrote tão apertado quanto o da troika. É por isso, com naturalidade, que esse fim nunca foi propriamente muito acarinhado pelos socialistas.

Há vida para além do défice

 

Não se pode cumprir o objectivo do défice “a todo o custo”.

 

Nota: o que começa a ser assumido com alguma clareza é que não iremos pagar a nossa dívida. Essa é que é a verdadeira tragédia grega dos países resgatados: se o défice não pode descer bruscamente porque não há condições para o fazer, dado o nível de dívida que têm, o pagamento desta última torna-se impossível. Precisamos de um "perdão" da dívida. Se bem que esse "perdão" tem de ser aceite pelos nossos parceiros europeus, isto se queremos continuar no Euro.

Factura, ideologia e trapalhadas

1. «Os portuguese vão pagar no próximo ano 2,5 mil milhões de euros, para pagar os erros da má governação do Governo este ano». O défice com este Governo diminuiu, menos do que o esperado e acordado, mas diminuiu. Perante isso, e uma vez que o que vamos pagar para o próximo ano serve para continuar a diminuir esse défice, na expectativa de que um dia até comecemos a diminuir a dívida, talvez alguma alma caridosa queira explicar-me como é que a factura que vai ser paga pelos portugueses resulta de erros deste Governo. As pessoas estão a pagar os muitos erros que foram cometidos, é certo, mas a responsabilidade que cabe a este Governo nessa factura é uma ninharia. Tudo o resto é treta e estou farto de palhaços. Fartinho.

2. O meu problema com este Governo não se prende com a factura, sobre essa sei muito bem a quem pedir responsabilidades. O meu problema é com a distribuição das parcelas da factura pelos diferentes elementos da sociedade. E essa, ainda que não na totalidade, é da responsabilidade do Governo e não conta com o meu apoio. Acrescente-se ainda que, enquanto «opção ideológica», o caminho seguido é muito socialista. Só que na cabecinha do dr. Seguro vai tanta confusão que deve achar que o Governo que provoca um aumento de impostos como não havia memória neste país seja liberal. Já não há pachorra para a treta da conversa sobre a ideologia deste Governo. Na linha da não alternativa à austeridade, o caminho agora seguido é o caminho que irremediavelmente o PS iria seguir.

3. Como Seguro, também não percebo estes recuos e avanços do Governo no orçamento. Tenho uma ideia sobre o que poderá estar na origem dos mesmos - uma que encaro como possível é a de fazer sair para a opinião pública propositadamente uma proposta pior do que a que será a proposta final, para depois o povo encarar melhor a solução final, acho que é isto que nos círculos políticos se entende por boa comunicação -, mas todas as explicações que encontro não me deixam convencido sobre a condução que está a ser feita da elaboração do orçamento. Agora, imagine-se o que não seria se o Governo tivesse apresentado o seu Orçamento no final de Setembro, como alguns tolinhos sem noção queriam. Estamos entregues aos bichos.

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