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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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E têm a consciência tranquila?

O termo comparativo usado é profundamente infeliz, mas isto, convém repetir, é absolutamente certeiro: «Constâncio considerou que uma pequena economia aberta, integrada no espaço do euro, "não teria restrições financeiras" e se poderia endividar sempre sem prémio de risco». E, independentemente dos termos mais ou menos felizes, termos tido gente a nos governar que acreditava nisso mesmo foi-nos absolutamente fatal. E ainda continuamos a levar com as ondas de choque desse erro de raciocínio. E os (mais ou menos) tolos que acreditaram nisso e tinham a responsabilidade do poder, tendo a realidade vindo a provar, indubitavelmente, que estavam errados, nunca assumiram o erro. Muitas vezes me questiono como é que essa gente, se verdadeiramente e alguma vez se preocupou com o bem estar dos cidadãos e não só com a sua vidinha, tem a consciência tranquila. Todos os que nunca revelaram problemas de consciência, e são quase todos - repito: não me lembro de nem um dos que acreditou que isto do endividamento externo não nos ia trazer problemas de financiamento assumir esse erro -, tomo-os como gente de mau carácter. Só posso ter desprezo por essa gente.

Os credores

Alguém acha, com um mínimo de sentido de realidade, que os credores externos aceitarão fazer sacríficios para nos facilitar a saida da crise de maior ordem de grandeza do que aquela que os credores internos, nomeadamente os pensionistas, estão dispostos a fazer? Muito pelo contrário. Alguns, a propósito disto, dirão: ao menos que os direitos dos credores externos sejam equilibrados face aos direitos dos credores internos. Sim, a história é bonita, não fosse ter um pequeno problema: é que aos credores externos não só estamos prestes a chegar ao ponto em que teremos de lhes pedir de joelhos e de mão estendida que nos perdoem parte da dívida - o segundo resgate será, basicamente, isto -, como ainda teremos de lhes pedir que continuem a acreditar no nosso país e nos continuem a financiar. Felizmente, aqueles que a toda a hora berram contra o rompimento do pacto de confiança entre o Estado e os pensionistas não terão dificuldades em compreender as dificuldades acrescidas que tal situação com os credores externos, do qual o nosso futuro está absolutamente dependente, acarretará. Também não será difícil imaginar aquilo que resultará deste facto. Se alguns acham que com as medidas que nos impõem actualmente os credores externos dão a ideia de que nos querem punir, bem podem ir esperando pela pancada se tiverem de descobrir o que é punição a sério.

Diagnóstico: Sim. Solução: Não.

Em primeiro lugar, há que ter presente o diagnóstico, saber como chegámos a uma situação para a qual, em devido tempo, alertei os Portugueses. A principal razão da crise portuguesa reside na acumulação insustentável de desequilíbrios das contas externas – entre 2005 e 2010, o défice anual foi, em geral, superior a 9 por cento do PIB – e no consequente aumento do endividamento do País para com o estrangeiro e do respetivo encargo de juros. O saldo devedor da nossa Posição de Investimento Internacional, que corresponde grosso modo ao grau de endividamento líquido da economia para com o exterior, subiu de 67,4 por cento do PIB, no fim de 2005, para 107,2 por cento, em 2010 [...] Convém recordar que os défices das contas públicas de 2009 e 2010 – respetivamente 10,2 por cento e 9,8 por cento do PIB – violavam as regras de disciplina orçamental a que Portugal se encontra sujeito como membro da União Europeia. A trajetória insustentável da dívida pública (que, na primeira década do século XXI, subiu de 50 para 93,5 por cento do PIB), a que acrescia a dívida do setor empresarial do Estado, suscitava dúvidas crescentes aos mercados quanto à capacidade futura do País para cumprir as suas responsabilidades de pagamento de juros e de reembolso.

Isto é o Presidente a lembrar aos mais distraidos que não foi este Governo que nos meteu no buraco em que estamos. Isto é o Presidente a lembrar aos mais distraidos que tudo isto aconteceu perante a sua extraordinária «magistratura de influência». Qui s'excuse, s'accuse.

 

Balança de Transacções correntes em percentagem do PIB, 1990-2010

(O mito da crise internacional 2)

Os cainesianos tugas e a ignorância

Por muitos gráficos que apresentem, continuam a ignorar olimpicamente o nível de endividamento externo e a enormidade de divida pública camuflada. Triste é o país em que certas pessoas por questões político-partidárias continuam a ignorar o essencial, nos últimos quinze anos (quinze porquê? Basta olhar para o gráfico aqui presente) passamos a viver de dinheiro emprestado por entidades externas e agora não conseguimos deixar de recorrer a tais entidades.

Na sexta-feira, certos analistas vieram com um número que representaria o que o Estado pagaria a mais caso não existisse acordo para o orçamento do Estado. Fizeram-no com base na expectativa de que a taxa de juro cobrada na sexta-feira estava alta por inexistência de acordo. Agora, mesmo com acordo, a taxa não só manteve-se alta, como aumentou ligeiramente, e deu nisto: Emissão de dívida do Estado paga mais de 13 por cento de juros que no mês passado.

Então, toca a diabolizar os mercados internacionais. Infelizmente, são os mesmos que diabolizam os mercados internacionais que não querem, nem por um minuto, procurar soluções para deixarmos de viver com recurso ao endividamento externo. Antes pelo contrário, por um lado diabolizam os mercados internacionais, por outro lado assinam manifestos a favor das grandes obras públicas que nunca verão a luz do dia se não recorrermos ainda mais ao dinheiro dos diabólicos mercados.

O drug addict não se cura sem uma ida à clínica de desintoxicação e raramente recorre a ela se não for forçado. Na clínica de desintoxicação, não há sucesso garantido, nem promessa de um processo sem dor, mas, enfim, há uma réstia de esperança. Meta-se o Estado português numa clínica de desintoxicação, recorra-se ao fundo de ajuda europeu.

E o endividamento externo que não pára de aumentar

Défice externo português será o maior da Europa em relação ao PIB

 

Na Itália a divida pública é de 118% do PIB. Na Bélgica é de 99,7%. Porque não estão estes países em situação mais aflitiva do que que a nossa? Porque por lá a dívida do Estado é sobretudo para com os agentes económicos privados nacionais. Por cá, os agentes económicos privados estão tão ou mais endividados do que o Estado e mantêm taxas de poupança ridículas. Ou seja, nós não conseguimos deixar de viver à custa de empréstimos do exterior. Como a torneira está a fechar, adivinham-se tempos muito difíceis.

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