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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Do experimentalismo

Compreender a TSU: o experimentalismo pioneiro deu-se com a criação da UE, mas o passo decisivo foi dado sobretudo com o Euro. A TSU era apenas uma experiênca dentro de uma experiência. Uma tentativa de gerar um antídoto para o vírus que nos afecta. Há quem tenha antídotos ainda mais radicais: fazer em tempo recorde de uma Europa com várias nações uma nação chamada Europa. Sobre experimentalismo radical acho que estamos conversados. Enfim, se o problema é de experiências, seria preferível cortar o mal pela raíz e retroceder até aos primórdios da experiência inicial. Mas o experimentalismo evoluiu de tal forma, que a reversão até ao ponto anterior ao da experiência inicial será em si mesmo uma experiência e pêras, de resultados imprevisiveis. Moral da história: quem em experiências se mete, ao experimentalismo está condenado.

Estados Unidos da Europa

Pois. Verdade seja dita que o governo socialista espanhol tem sido (muito) agressivo a distanciar-se dos países em maiores dificuldades financeiras e isso tem dado frutos. De tal forma que quando a grande maioria dos comentadores pensava que a seguir a Portugal as atenções centrariam-se na Espanha, equivocaram-se completamente. E os espanhóis não perdem oportunidade para deixar a batata quente com os italianos. Contudo, ao contrário do que parece sugerir o post do Miguel Noronha, tenho para mim que os socialistas espanhóis têm as eurobonds permanentemente na cabeça. Eles não querem é ter de negociar com os alemães na posição de país mal comportado e desesperado. É que a contrapartida para a criação das eurobonds - uma maior integração política - pode ser feita de muitas formas. E tal como as coisas estão corremos grande risco de caminhar a passos largos para uns Estados Unidos da Europa, sem qualquer consulta popular que legitime tal opção e num modelo feito à imagem e semelhança dos interesses alemães.

O federalismo e o medo dos políticos

Basta Merkel dizer uma coisa simples: que o espaço do euro é comum; que só acabarão com ele se destruírem Alemanha, França, Holanda, Espanha, Itália e os restantes 11 países da moeda comum. Que atacar a Irlanda ou Portugal tem a mesma eficácia do que atacar o Alabama ou o Dakota na esperança de que saiam do dólar...

Claro que isto nos conduz ao federalismo (coisa que sempre defendi). É óbvio que esta é uma decisão política arriscada. Mas uma das razões porque os mercados determinam a política é porque eles arriscam, ao passo que os políticos - os nossos políticos europeus - têm medo.

 

Henrique Monteiro no Expresso.

 

Henrique Monteiro sempre defendeu o federalismo, questiono apenas quantos portugueses partilharão essa opinião? E pergunto se não é função dos políticos respeitarem, estando em causa a soberania nacional, a opinião maioritária. Henrique Monteiro chama-lhe medo, eu chamo-lhe noção da realidade: a noção de que perante uma consulta ao povo, gente mal tratada pelos defensores do actual projecto europeu, o federalismo levará um chumbo valente. Aderimos ao Euro e assinamos o Tratado de Lisboa sem referendo, só faltava agora deixar a decisão pela opção federal única e exclusivamente nas mãos dos nossos políticos, como se essa não fosse matéria da mais sensível que existe e como se não tivéssemos aprendido nada em como quer no Euro, quer no Tratado de Lisboa, o jogo arriscado dos políticos resultou no que se sabe: quiseram fazer daquilo que devia ter sido sobretudo um projecto económico, um projecto político, sem se preocuparem minimamente com a vontade dos povos abrangidos, não perceberam que mais cedo ou mais tarde tinha de dar nesta merda onde estamos metidos.

E depois, como se não bastasse, Henrique Monteiro estabelece uma comparação absurda, a do risco assumido nos mercados vs risco assumido pelos políticos. No risco dos mercados, todos os que arriscam sabem no que estão metidos e só arriscam aquilo que é exclusivamente deles. Já no caso dos políticos, quanto muito, estes arriscam o seu futuro político, coisa de dimensão reduzida quando comparada com o destino de um país com mais de 900 anos de história que também está em jogo.

Para terminar, um pequeno apontamento relativamente ao inicio do texto de Henrique Monteiro, diz-nos assim: "subordinar a economia a decisões políticas é um erro. É, aliás, comum a todas as doutrinas totalitárias de direita ou esquerda. Mas há momentos em que a política se deve impor". Parece-me que a opção que Henrique Monteiro sugere, a do federalismo, resultará necessariamente de uma subordinação da política à economia. Até já imagino a campanha comunicacional a favor do federalismo: é a forma de resolvermos os nossos problemas económicos sem muita dor, diriam os defensores da opção federal, ao mesmo tempo que fingiriam ignorar que boa parte da dor resultante dessa solução é a diminuição da relevância, para as nossas vidas, da política nacional. Sendo assim, falar de "momentos em que a política se deve impor" parece-me totalmente deslocado, mas posso estar equivocado.

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