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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Manipulação e amadorismo

1. O senhor da gravata azul não é apenas alguém que tem uma relação difícil com a verdade, é também o rei da propaganda e da manipulação da opinião pública. Só nos últimos quatro meses foram tantas as narrativas antagónicas em que baseou a sua estratégia que até cansa apontar as incongruências várias. Mas reparem no seguinte: há não muito tempo, Sócrates apresentava Passos Coelho como um líder rendido ao FMI, ontem, ainda que o programa eleitoral já apontasse para isso, foi ele, José Sócrates, quem se apresentou rendido ao FMI e ninguém achou isto um tanto ou quanto esquizofrénico? Digno de personagem do Júlio de Matos? Enfim, ainda aparecerá alguém a considerar que foi o FMI que se rendeu a José Sócrates. Por fim, a propósito do que sucedeu no dia de ontem, seria interessante que fossem divulgadas as fontes de muitas das notícias que davam conta de medidas drásticas do FMI, porque foram essas mesmas notícias que permitiram a Sócrates fazer aquele truque, no intervalo do jogo da bola, de não anunciar o que a «troika» havia acordado, mas antes tranquilizar os portugueses garantindo-lhes que não vinha ai nenhuma avalanche de austeridade. Uma sociedade bem informada era suficiente para que aquele senhor já tivesse sido corrido do poder, mas no triste panorama que é o do nosso jornalismo encontra-se parte da explicação para que ele por lá permaneça.

 

2. O PSD contínua um desastre na forma como comunica ao país a sua mensagem? Absolutamente. Eduardo Catroga devia aprender com o seu parceiro de cabelos brancos nesta fotografia e da próxima, invés de tentar rivalizar na conquista do título da pior declaração de um qualquer hemisfério, devia solicitar ao PSD que encontrasse alguém com o dom da oratória e tacto político - o que exclui automaticamente Miguel Relvas - para prestar declarações ao país enquanto ele a mais não deve ser obrigado do que a aparecer como personagem mumificada em plano de fundo.

Notas soltas

1. Sócrates convocou uma conferência mais para explicar o que o acordo com a «troika» não terá do que aquilo que terá.

2. Segundo Sócrates, em 2011, não teremos mais medidas do que as que estavam previstas no PEC4. Mas o défice será de 5,9% e não os 4,6% que o Governo jurava a pés juntos ir cumprir.

3. Se, a avaliar pelas declarações de Sócrates, as medidas impostas pela «troika» não serão mais drásticas do que aquelas que já constavam no PEC4, o que impedia Sócrates de solicitar o recurso ao FEEF e com isso garantir o financiamento de 78 mil milhões de euros?

4. Repito: nada do que a «troika» nos exija pode ser comparado ao PEC4, porque tem o financiamento associado, algo que faltava ao PEC4 por si só. Falta apenas saber algo importante: a que juro?

5. Afinal, a crise política irresponsável que a oposição provocou que mal trouxe ao nosso país? Pelo que Sócrates disse, pouco ou nada, antes pelo contrário. Para além do financiamento a um país que já não conseguia recorrer ao mercado a uma taxa de juro aceitável, trouxe alguma verdade, nomeadamente nos números do défice.

6. O que Sócrates não explicou: que reformas estruturais a «troika» exigirá aos portugueses. Acredito que alguma coisa o acordo trará nesse campo. É aguardar, porque Sócrates pouco ou nada disse.

4 de Março, a banca e os lunáticos

1. Fernando Ulrich revelou hoje, em entrevista à TVI, que dia 4 de Março foi chamado a São Bento para uma reunião com o primeiro-ministro e Teixeira dos Santos, durante a qual percebeu que "tínhamos chegado ao fim da linha". Antes da farsa do PEC4, perceberam?

2. E agora, naturalmente, a culpa é da banca. A única culpa da banca é ter acompanhado por demasiado tempo o Governo na sua loucura. O país entrou numa espiral destrutiva e o lunático maior, para se libertar da espiral em que se encontrava, desencantou uma farsa chamada PEC4, que era mais austeridade, anunciada de forma completamente surreal, e que em troca não nos garantia qualquer expectativa de financiamento futuro.

3. Não satisfeitos com aquilo que legam ao país, os parceiros do lunático - que ainda são muitos - querem comparar o último PEC, que não garantia o financiamento da nossa economia, com um novo PEC negociado com o FEEF e que, por isso mesmo, tem como contrapartida o acesso a financiamento do fundo. Júlio de Matos com eles, porque a doença parece contagiosa e convém manter a sanidade mental de parte dos portugueses.

Notas soltas

1. Governo suspende portagens nas SCUT. Isto no dia em que o primeiro-ministro anuncia o pedido de ajuda à União Europeia porque estamos sem dinheiro. Maior palhaçada era difícil.

2. Luís Campos e Cunha considera pedido de Sócrates tardio. Um pedido no final do ano passado teria permitido obter melhores condições para o país. Quem assim não o percebeu tem de ser responsabilizado.

3. “Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI”. Irá dar espaço para que outro socialista se apresente a votos? De qualquer forma, aqui fica mais um argumento, vindo do próprio, para não votar neste PS nas próximas eleições.

4. Cavaco diz que vinda do FMI seria falhanço do Governo. Está identificado o culpado, passemos para a debate sobre o que queremos para o nosso futuro.

5. Um dia espero perceber como é que Sócrates, quando tudo já indicava que o pedido de ajuda externa era inevitável e inadiável, insistiu em diabolizar o FMI e o pedido de ajuda externa.

Por uma vez, façam o que deve ser feito

Se o pedido de ajuda externa é necessário, quanto mais cedo for accionado, melhor. Insistir em tentar financiar a economia portuguesa nas condições actuais só se justifica se critérios político-partidários de índole eleitoralista substituírem critérios económicos como a força dominante na tomada de decisão. O Governo, assim que percebeu que o avanço para o pedido de ajuda externa era a decisão mais racional, começou a desconversar: do não precisamos de ajuda externa, passou para o não temos legitimidade para pedir ajuda externa. Deixemo-nos de tretas, sim. O que tem de ser, tem muita força. Não se tente adiar o inadiável.

Mas infelizmente, como escreve Marques Mendes, esta gente não tem nem dimensão ética nem sentido de Estado para dirigir o país.

Ajuda externa

1. "Prometer o impossível - ou esconder o inadiável - seria tentar enganar os Portugueses e explorar o seu descontentamento"

2. Entretanto, o mentiroso-mor contínua a fingir que o PEC4 evitava o recurso ao FEEF. Não evitava e é tempo de acabar com a palhaçada. O PEC4 não servia para nada exactamente por isso: era mais austeridade sem que em troca nos fosse garantida capacidade de financiamento nos próximos anos. Dai o recurso ao FEEF ser inevitável: garante-nos o dinheiro que já não há e que ninguém nos quer emprestar, pelo menos a taxas aceitáveis. Se é suficiente para resolvermos os nossos problemas? Estou praticamente convencido que não. Mas isso é algo com que teremos de lidar posteriormente.

3. E repito, porque importa perguntar, qual é o programa eleitoral do PS às próximas eleições? É o PEC4? É que se o é, tem tanto significado quanto um programa em branco. E devo descortinar o programa do PS na governação dos últimos dois anos? Mas este PS deu mostras de qualquer espírito reformista desde que foi eleito em Setembro de 2009? Nenhum. As ideias que tinham para aplicar, aplicaram-nas logo em 2005/2006. Desde ai a única coisa que interessa a Sócrates é preservar o poder. É esse o programa do PS: preservar o poder a qualquer preço. Fora com eles e depressa. Sangue novo precisa-se.

Credibilidade

1. Logo agora que a credibilidade da Fitch estava em alta pelos lados do Largo do Rato: A agência Fitch deixa mais um aviso, peremptório, a Portugal: se o Estado não for socorrido pela União Europeia e pelo FMI, o rating da dívida soberana nacional pode baixar ainda mais em breve.

2. Entretanto, esta notícia em destaque no WSJ - que também deve ser culpa do PSD - contribui decisivamente para o aumento da crediblidade do país.

Cenário

Está percebido que a campanha do PS terá por base um cenário ilusório: "Este é o momento de os portugueses escolherem se querem um Governo com o FMI ou sem o FMI". Já aqui escrevi que uma campanha desse estilo seria inadmissível, mas devia saber que com Sócrates tudo é possível e expectável. E o que acontecerá se o PS ganhar as eleições? José Sócrates é eleito primeiro-ministro; no espaço de um mês o país seria obrigado a recorrer ao FEEF, com FMI acoplado; e José Sócrates, com a cara-de-pau que é a dele, explicaria ao país que nesse mês o mundo tornou a mudar.

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