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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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É preciso pôr o homem a amamentar

Aqui há uns dias, a propósito desta notícia, tive uma troca de observações sobre a ideia de forçar os pais a partilharem a licença com as mães fiftiy-fifty, por contraponto à opção que já é possibilitada actualmente pela lei da licença - gozada obrigatoriamente pelas mães, pelo menos até ás seis semanas depois do parto -, ser partilhada em termos semelhantes caso o casal assim o entenda. Como argumentei na altura, esse tipo de proposta passa sempre por tentar trazer o homem para o mundo da condição feminina e, no seguimento dos argumentos que foram sendo produzidos, imaginei que no admirável mundo novo, iremos acabar com o pai a amamentar o bebé. Se há quem não perceba o porquê da mulher ter de gozar de legislação diferenciada em relação ao homem nesta matéria, que mais se pode argumentar? A ânsia pela igualdade é tanta que, se possível, deve ignorar-se a biologia. Lembrei-me desta conversa novamente a propósito desta notícia: Mulheres forçadas a espremer mamas para provar que amamentam. O método escolhido, que segundo vem escrito na notícia «consiste na expressão mamilar, o uso de bomba extractora de leite ou a amamentação da criança sob observação de uma enfermeira, em ambiente recatado e respeitando a privacidade da lactante», não me parece adequado, mas o altíssimo nível de fraudes detectadas é igualmente inaceitável. E a propósito da notícia em causa, que recorda-nos que há mulheres que mais de dois anos após o nascimento do filho continuam a ver o seu horário de trabalho reduzido para amanentarem, lembrei-me da conversa sobre as diferenças salariais entre homens e mulheres e de como é óbvio que parte destas diferenças têm origem na maternidade. As coisas são o que são.

Gostos de gaja

Twilight e Fifty Shades of Grey, este último aqui apresentado como um mero produto de marketing, partilham o mesmo ponto de partida: o material de origem, os livros, foram escritos por uma gaja, o filme foi realizado por outra gaja e o material é dirigido a gajas, dando-lhes o tipo de historias que parte significativa das gajas querem ler/ver, mas cujo gosto e desejo espelhado pela predilecção por este tipo de história estão pressionadas a não revelar publicamente. As "verdadeiras" gajas, as feministas, não apreciam particularmente este tipo de história pelo papel para o qual remetem as gajas no seu relacionamento com os gajos, e os gajos, que continuam a ter o domínio do espaço público, também não apreciam estas história porque, enfim, são histórias de gajas. Logo, no espaço público, há que tratar com desprezo este tipo de produtos. Desprezo que não se manifesta igualmente por uma outra série de produtos de valor semelhante, nomeadamente os filmes de super-heróis. Como se esses, numa fórmula repetida até à exaustão e que tomou conta dos blockbusters de verão, analisando por igual perspectiva, fossem menos "produtos de marketing" do que Twilight ou Fifty Shades of Grey. Paradoxalmente, na perspectiva das "verdadeiras" gajas, contudo, os filmes de super-heróis, cuja supremacia na indústria cinematográfica tem origem numa cultura maioritariamente masculina, só lhes irrita pela ausência de super-heroínas. Para as "verdadeiras" gajas, a ascensão da mulher no espaço mediático não deve ser feita pela acentuação, demarcação e imposição das diferenças entre os dois sexos, num plano onde as diferenças fossem aceites como naturais, respeitadas de igual forma e tivessem igual capacidade de exposição, pois isso seria contrário à tese de que as diferenças entre sexos só existem por condicionamento sócio-cultural - elas diriam mesmo que esse tipo de paradigma contribuiria ainda mais para o condicionamento -, mas pela apropriação por parte da mulher daquilo que é e tem sido uma cultura essencialmente masculina. Gaja que é gaja quer ser gajo. Ai daquela que fantasie com o Edward Cullen ou o Christian Grey. Temos de pôr as gajas a ver e gostar de futebol (sim, bem sei que há também quem queira pôr os gajos a andar de salto-alto). A igualdade acima de tudo. Abaixo a diferença.

Da sensibilidade feminina

Ana Matos Pires manda um senhor à merda por este esperar que a nova ministra da Administração Interna, pelo facto de ser mulher, tenha uma sensibilidade diferente de quem lhe antecedeu no cargo. Pelo que leio no Observador, vai ter que demonstrar igual irritação com Anabela Rodrigues: a ministra acrescentava ainda que não tinha a ver com a formação entre mulheres e homens, mas sim com uma visão e sensibilidades diferentes. «A forma de olhar para a vida e de interpretar a realidade social é diferente. O homem e a mulher são diferentes na sua forma de abordar a vida e a aplicação do direito é uma forma de abordar a vida».

God bless you mami

femen2222.jpg(Para contrariar os piropos machistas, mamas ao léu feministas em França: um exemplo de feminismo, infelizmente, ainda não seguido pela Beyoncé)

 

Eis que há um vídeo que faz furor: na Slate deliram. Um único vídeo, qual estudo sociológico, demonstra o dia a dia de todas as mulheres: estas são oprimidas de uma forma brutal no espaço público, vítimas que sempre são (quando a Solange Knowles agride o Jay Z em público o caso é logo desvalorizado, coisa que não seria em situação inversa: por motivos que se compreendem, a partir do momento em que há recurso à violência, o homem consegue causar sempre maiores estragos do que a mulher, mas este debate também nos levava precisamente às diferenças inevitáveis, até a nível de forma de estar na sociedade, entre membros de cada um dos sexos: ao homem é exigido que faça uma repressão da violência que, pelos vistos, não se impõe de igual forma à mulher), elas vivem em constante medo assim que metem o pé na rua (no caso em apreço, na cidade de Nova Iorque, quiçá quase a caminho de se tornar uma cidade indiana onde um violador espreita a cada esquina). E assim, como que de repente, o piropo vira discussão por tudo quanto é lado e parece que é a pior coisa a seguir ao ébola (lembram-se da minha conversa sobre a criminalização do mesmo). Como o operário da construção civil é especialmente versado na arte do piropo, já temo pelo que lhe possa acontecer no futuro: enquanto, a bem do igualitarismo, não se instalarem quotas para mulheres nesta área específica do mercado de trabalho, de forma a dar-lhe alguma sensibilidade feminina (é preciso criar um grupo de pressão para trabalhar este caso e rapidamente), o ambiente do trolha é particularmente incentivador a que as coisas não melhorem: grupos exclusivos de homens, suados (ainda que não a modos da hora cora cola light), num trabalho essencialmente físico e destinado sobretudo a quem não teve a oportunidade de ter a melhor das educações, mais facilmente faz sobressair o lado animalesco do ser humano (a tentativa de domínio/controlo do espaço público por via dos comportamentos que adoptamos é algo tão, mas tão, humano, cada um usa é as armas que tem e algumas pessoas são particularmente limitadas). E estes homens, que como todos os homens vivem obcecados a pensar em gajas e em sexo (mesmo ignorando a caricatura, a nível sexual e também por questões biológicas, as reacções de homens e mulheres não são de todo semelhantes, o que remete novamente para as inevitáveis diferenças de comportamento), vê uma mulher mais ou menos bonita à sua frente e não se contém, lá dispara o seu piropo. Está mal, é preciso colocar a polícia e o sistema judicial em cima desta gente maligna para a sociedade. A liberdade de expressão deve ser, no caso em apreço, limitada. Até onde? Qual o limite? Não se percebe muito bem. Talvez até onde uma mulher quiser: deixem-nas assumir o controlo (sobre o rumo que estas coisas levam, noutro tópico associado, leia-se isto: Yes means yes, says Mr Brown). Só que, entretanto, note-se que na mesma Slate repararam que os rapazes que aparecem a mandar piropos no vídeo são essencialmente negros e latinos. O trabalho sociológico brilhante de um único video deixa de o ser e o ideal mesmo é mandar o pessoal assistir a um outro vídeo em forma de paródia do Daily Show, onde, ai sim, homens de todas as raças estão representados. Enfim, não fossem os homens brancos, maiores opressores na história universal, pensarem que estavam livres, ainda que sem vídeo, a mesma Slate explica as outras formas com que o malvado do «white men» faz impor o seu assédio e o seu programa de dominação mundial. Por mim, isto era tão mais simples se elas entendessem as palavras sábias de Cheyenne para Jill, interpretada pela maravilhosa Claudia Cardinale, no filme Aconteceu no Oeste [eu queria encontrar especificamente essa cena, mas só encontrei isto]: «You know what? If I was you, I'd go down there and give those boys a drink. Can't imagine how happy it makes a man to see a woman like you. Just to look at her. And if one of them should pat your behind, just make believe it's nothing. They earned it.». Meninas, mais tolerância para com os trolhas, se faz favor.

Skinny bitches

bullies.png

 

A propósito do "caso" Jessica Athayde, não estranho que sejam as mulheres as que mais críticam a sua imagem a desfilar na Moda Lisboa. No local de trabalho, e mesmo fora dele, as gajas são as piores inimigas delas próprias. Invejosas, intriguistas, e outras coisas tais. A imagem acima é tirada de um estudo do Workplace Bullying Institute e ajuda a demonstrar isso mesmo: nesse estudo, chegava-se à conclusão que ainda que elas fossem menos "bullies" do que os homens, quando o eram faziam das próprias mulheres, muito mais do que os homens, o seu alvo preferencial. Algo relacionado com isto, recordo-me de um director regional de uma entidade bancária que tinha como regra (não oficial) não colocar nenhum balcão só com mulheres. Dizia ele que todas as experiências que tinha tido nesse sentido tinham corrido mal: faltava-lhes a elas a capacidade masculina de conseguir gerir um ambiente que tinha de ser ao mesmo tempo competitivo e agradável. Dito isto, é agora tendência - nota-se, por exemplo, nas referências da pop contemporânea às skinny bitches - a defesa, muito bem-vinda, de que cada um(a) deve sentir-se bem com o corpo que tem. Mas, vamos lá ver, se uma gaja tipo Jessica Athayde for a referência nessa matéria para as restantes mulheres, acham mesmo que será o modelo perfeito para acabar com «a escravidão da imagem»? Não me gozem, pá.

 

01.jpg

02.jpg

Feminismo

 

Aqui há uns tempos, foi-me recomendado que visse o Antonia's Line. Se bem me recordo - e sou dos que se esquece rapidamente das obras a que não acha particular graça -, o filme, dirigido pela feminista Marleen Gorris, atribui papéis periféricos aos homens, na categoria (permitam-me simplificar e caricaturar um pouco) de canalha, violador, submisso, cobarde, suicida, tonto, playboy; enquanto reserva para as mulheres, a começar na personagem principal Antónia e passando pela sua filha e a sua neta, o estatuto de independência, liberdade, inteligência, justiça, fulgor. A título de exemplo, numa das histórias do filme, a filha de Antónia "produz" a neta desta última, de forma premeditada, num encontro com um qualquer playboy de quem se desfaz prontamente, sem o avisar do resultado do seu "trabalho", para assumir a recém-nascida como mãe solteira, acabando por se envolver posteriormente numa relação lésbica. A neta de Antónia, por seu lado, acabará por revelar-se um prodígio de inteligência (incompreendida por um professor limitado do sexo masculino) que, após a passagem de vários pseudo-intelectuais pelos lençóis da sua cama, acaba por aceitar juntar os trapos com um conhecido de infância com um QI bastante inferior ao seu, por mera questão de comodidade, e quando dessa relação resulta uma filha (o filme também se podia chamar o estranho caso das gajas que só dão à luz gajas), rapidamente demonstra desinteresse total na mesma, dando preferência às profundas questões intelectuais que fazem parte do seu trabalho. Não vou dizer que tudo no filme é mau, nem ignorar que o mesmo procura, parcialmente, reflectir no feminino aquilo que é a representação que é feita com naturalidade do lado masculino, demonstrando com isso as diferentes expectativas que recaem sobre «eles» e «elas» - o choque que me causou é propositado, portanto [e note-se que o filme é de 1995, vinte anos passados as expectativas já se alteraram alguma coisinha] -, mas também não vos vou mentir ao ponto de dizer que não considero algumas dessas diferentes expectativas como naturais, tão naturais como o facto de à mulher ter sido dada pela natureza a função de engravidar (e amamentar o recém-nascido) e ao homem maior força física (destas e outras diferenças, algumas diferenças socioprofissionais têm de resultar; a igualdade absoluta em todos os campos é uma impossibilidade). E vem isto a propósito da forma como o feminismo está de novo na berra: seja pela actuação recente da Beyonce no VMA (foto no topo) assumindo a palavra como uma que a define, seja pelo discurso de Emma Watson na ONU no mesmo sentido. Mas uma mera palavra, como se sabe, pode esconder em si diferentes significados e, embora as feministas não gostem que tal seja dito, algumas delas deram mau nome à causa ao não conseguirem esconder a misandria subjacente ao seu pensamento. Além disso, diz-me a experiência (e a lógica: lembre-se que é o enquadramento do que é bem aceite socialimente que elas pretendem mudar), que típico das feministas pretenderem ser polícias dos costumes e advogadas de acusação pelo novo politicamente correcto que procuram criar - lembram-se da treta da criminalização dos piropos? -, o que é somente das coisas que mais detesto. Suspeito, aliás, que uma esquerda que vai perdendo as suas bandeirinhas possa ter nessa ressurgência em força do feminismo outra a que se agarrar. Entretanto, noto, estabelecendo associação clara entre as duas coisas, que Hillary Clinton (citada no discurso de Watson) está à beira de se recandidatar à presidência dos Estados Unidos. Hillary que, para alguns sectores - onde se incluem muitas feministas -, tem de ser eleita Presidente dos Estados Unidos só porque sim, ou, melhor dizendo, porque é mulher. E será de estranhar que Hillary seja tão do agrado de muitas feministas, enquanto Merkel, igualmente mulher, não provoque igual delírio? Talvez o defeito de Merkel seja não precisar a toda a hora de fazer vingar o seu estatuto de mulher enquanto argumento político: ela é boa política porque é boa política. Na prática, ela representa a concretização daquilo a que as feministas deviam aspirar, não? Também por isso, abaixo Clinton, viva Merkel.

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