We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
Sobre a reestruturação da dívida, «havia uma esperança infundada», e blá, blá, blá. O manifesto, recorde-se, foi apresentado há oito meses (havia um grande consenso e o Governo devia tomar posição pública alinhada com os subscritores - teria sido, sem dúvida, uma atitude responsável, como agora se verifica). Esta recta de aproximação ao poder que obriga a um maior realismo e a menos tonteria é tramada.
Ferro Rodrigues, que a avaliar pelo primeiro debate parlamentar tem tanto carisma e habilidade quanto Seguro, também neste elogio a Marinho e Pinto foi particularmente honesto. Até ao inclui-lo na esquerda, de onde muitos outros tentam exclui-lo. Alguns companheiros e simpatizantes do partido que agora falam de um "monstro" do populismo sem se lembrarem do tempo em que o alimentaram faziam bem em ter a mesma memória histórica. Até porque podem muito bem vir a ter de precisar dele para governar.
É o regresso ao passado, mas não ao passado socrático (tempo esse que foi passado maioritariamente pelo novo líder da bancada parlamentar, convenientemente, exilado). António Costa, aliás, não pode deixar de saber que se se cola demasiado aos socráticos está entalado.
Ainda governa com o orçamento de outros e entre os socialistas já há quem fale na demissão do executivo daqui a dois anos, isto ao mesmo tempo que se dá como limitadíssima a responsabilidade do tipo que nos governou nos últimos seis anos. O argumentário socialista desculpa Sócrates com factores exógenos, mas já não parece pensar o mesmo em relação ao actual primeiro-ministro. Passos Coelho limitou-se a apresentar um orçamento e se algo correr mal não tem desculpas, nem merece perdão. Misteriosamente, nos últimos quatro meses, desapareceram os factores exógenos que prejudicavam Sócrates. Pena que a dívida e os défices não tenham desaparecido e sejamos forçados a lidar com eles. Fulminante, sem prestar demasiada atenção a estes detalhes, coisa que não lhe assiste, o socialista enche o peito e dispara: não nos tires da crise e daqui a dois anos estás demitido. Onde estava este nível de exigência nos últimos seis anos? Não se sabe. Não podemos enviar novamente o senhor socialista para o exílio de onde nunca deveria ter regressado? Para comediantes, já nos bastavam os que cá tínhamos.