Promover o nome Espírito Santo com o dinheiro público
Independentemente de outras considerações: e mudar imediatamente o nome à fundação, não?
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Independentemente de outras considerações: e mudar imediatamente o nome à fundação, não?
«Mesmo quando destinamos parte do dinheiro conseguido com a venda de Oreos e rolos Renova ao financiamento de fundações para propaganda ideológica». Percebo que ao Daniel custe muito a engolir aquilo que a Fundação Francisco Manuel dos Santos faz e para o qual tem contado com o contributo de alguns dos mais brilhantes quadros e académicos portugueses. É inveja. Óptimo, para gajos tipo Daniel, era uma fundação pública de propaganda esquerdista, que é o que mais temos, financiada com o dinheiro dos impostos cobrados ao «analfabeto político» do Pingo Doce. Por mim, lamento imenso que a nossa esquerda esteja dominada por gajos que só percebem de paleio e de como gastar o dinheiro dos outros, mas pouco ou nada fizeram para parte significativa desse «dinheiro dos outros» ser deles próprios. Ter empresas; ganhar muito dinheiro; pagar salários; o que implica sempre muito esforço e dedicação, é coisa de que a maior parte dos tipos da nossa esquerda foge como o diabo da cruz. Não tinha de ser assim. Mas, também, há poucos países desenvolvidos no mundo onde o coração da esquerda esteja partilhado quase fifty-fifty entre os moderados do PS e os radicais do PCP e do BE.
O cargo de presidente executivo da Fundação Francisco Manuel dos Santos vai ser ocupado, a partir de novembro, por Nuno Garoupa, professor de Direito na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Um dos nossos melhores. Muitos gostavam de o ver como ministro, não me excluo desse grupo, mas confesso que ainda fico mais satisfeito por o ver num lugar de destaque, com capacidade de influência na nossa sociedade, com origem na sociedade civil e não sujeito às habituais lógicas político-partidária e dependências do Estado típicas do regime. Mais disto houvesse e o país estaria definitivamente melhor.
Como já escrevi, vão acabar por ser quase todas indispensáveis. As fundações, está claro. Até a extinção da fundação do Carnaval é «injusta e errada». Vendo bem, nesta última são capazes de ter razão, uma vez que a mesma faz jus ao país que somos.
Ainda vamos descobrir que toda e qualquer fundação é fundamental e nenhuma pode/deve fechar. O drº Carreiras dá o mote. Muitos interesses tem de enfrentar um Governo que pretenda colocar o país no rumo certo.