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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Acordo de comércio livre?

Independentemente do que se julgue deste tipo de actuação, há uma coisa que digo: tendo começado por considerar positvo algo que foi vulgarmente designado por um «acordo de comércio livre», hoje tenho as maiores dúvidas sobre a natureza do «Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento» e aquilo que é pretendido. Suspeito que, no final, acabaremos encharcados com mais regulação e regulamentação que beneficiará algumas corporações com enorme poder de lóbi. Neste caso, por exemplo, tenho precisamente a mesma inquietação que a revelada por Paul Krugman: «So why do some parties want this deal so much? Because as with many “trade” deals in recent years, the intellectual property aspects are more important than the trade aspects. Leaked documents suggest that the US is trying to get radically enhanced protection for patents and copyrights; this is largely about Hollywood and pharma rather than conventional exporters».

República dos Bananas

Longe vai o tempo em que Guterres gritava que Portugal não era uma «República das Bananas» a propósito da operação Champalimaud/Santander no final do século passado. Quem se recorda do barulho que se fez então e olha para o que aconteceu depois disso, não pode deixar de notar como eram curtos de vista os políticos de então e não tinham uma visão estratégica coerente e de longo prazo para o país. Pela forma como agiram, ou sabiam, mas por interesses imediatistas não quiseram saber, ou eram completamente ignorantes em relação ao que a globalização e a nossa presença no Euro e na União Europeia nos ia trazer. Muita dessa visão limitada era fruto de serem permeáveis a interesses de proximidade: basta recordar que a maior parte dos banqueiros nacionais opunha-se ao negócio (sempre o velho vício de querer evitar a concorrência de fora). Com a PT aconteceu algo semelhante aquando da OPA da Sonae. Não se podia tocar nessa vaca sagrada nacional onde a promiscuidade entre política e negócios sempre esteve em alta, ainda que fosse um grupo português a pretender ficar com ela (com a Sonae a comandar a PT, os Rui Pedro Soares desta vida dificilmente teriam assento na sala de administração da empresa). Mais tarde, novamente na PT, o caso do negócio da Vivo foi outra vergonha: Sócrates deixou que a Telefónica levasse a Vivo, mas só depois de garantir junto do Governo de Lula que a PT continuaria a ter presença no Brasil através da Oi. Perante o que hoje acontece ao campeão nacional - o que em muito se deve também e obviamente à gestão desastrosa da ex-dupla maravilha, sempre alinhada com a visão estratégica dos governos socráticos (e do BES) para a empresa, Bava/Granadeiro -, não posso deixar de esboçar um sorriso. Mas, perante tudo isto, já era tempo de termos aprendido alguma lição, não? Talvez, mas tenha existido aprendizagem ou não, a verdade é que o poder político, felizmente, tem cada vez menos empresas com que se entreter a promover a sua grande visão centralista estratégica para o país. Ainda assim, para as que tem, contínua em certos sectores a predominar um certo pensamento da treta político-estratégico: o presidente da Câmara Municipal de Lisboa defendeu que a TAP não deve ser privatizada mas integrada numa grande companhia latino-americana. Quando também isso corresse de forma diferente da esperada, nenhum banana viria dar a cara pelas tretas que defendeu. Mas basta ter memória para saber isto: podemos nunca ter sido uma «República das Bananas», mas uma República que tem sido dominada por bananas temos sido certamente.

Muro de Berlim

Na vida, já se sabe, não há almoços grátis. Se quisermos voltar a ter a social-democracia no ocidente teremos que efectuar alterações profundas na ordem mundial: voltar a impor barreiras alfandegárias (impedindo o dumping social) e controlar os mercados de capitias e os offshore. Já o comunismo também só falhou porque tinha o capitalismo do outro lado.

Mundo Novo

 

Com base neste gráfico apenas, que conclusões podemos imediatamente tirar? 1) A última crise foi mais local do que global: a economia mundial não deu mostras de queda significativa do seu crescimento (ainda que antes da crise tenha-se assistido a um pico no crescimento mundial, o que não será alheio ao ajustamento que se seguiu: parte desse crescimento era artificial e devia-se a políticas irrealistas e insustentáveis). Mas note-se que a economia mundial de 1986 até hoje nunca deixou de crescer a mais de 2% ao ano. 2) As economias avançadas desde a década de noventa, com acentuação a partir dos anos 2000, crescem a um ritmo inferior ao da economia mundial, ou seja, tem existido convergência entre estas economias e outras mais pobres, a que não será alheio o factor globalização. E 3) as economias da zona Euro, desde o começo, mesmo desde quando o dinheiro jorrava e não era um problema, têm vindo a ter uma performance inferior à norte-americana.

Umbilical

A reforma do IRC devia servir para quê? Se o objectivo é ajudar empresas nacionais, sejam elas grandes, médias ou pequenas, então mais vale não a fazer. A nível interno há impostos mais interessantes para baixar. Só que a reforma, tendo acabado a ser discutida sobretudo nesses termos, levada para tal domínio pela pura lógica interesseira da nossa querida política partidária e da comunicação social, devia ter como foco a captação de investimento externo. E sendo esse o objetivo, a maior parte dos outros impostos conta muito pouco. Contudo e infelizmente, o investidor externo não vota cá e tentar cativá-lo é caminho longo que não produz resultados imediatos, nem garante votos nas próximas eleições. Mas há mais: com a forma como esta reforma prepara-se para ser feita, até podem baixar o IRC no imediato que a questão da estabilidade fiscal contínua seriamente comprometida, se é que não acaba mesmo reforçada a percepção lá fora de que o nosso país é instável nesse domínio, pelo que é possível até que o que acabe por sobrar disto tudo seja uma degradação do posicionamento português na luta pela captação de investimento externo. Enfim, temos demasiada gente a olhar para o seu umbigo e muito pouca gente preocupada em perceber o mundo global em que vivemos.

Um problema para os Estados Unidos

São os excedentes da Alemanha um problema para a Zona Euro? Pelos vistos, a avaliar por notícias recentes, estão-se a transformar num problema para os Estados Unidos. Até meteram o seu braço direito no FMI, David Lipton, ex-conselheiro de Barack Obama e pessoa cuja nomeação esteve na origem da saida de António Borges do fundo, a mandar bocas. Como compreendo os norte-americanos.

Nunca é demais lembrá-lo

O mundo pode continuar a ter muitos defeitos, mas não há na história da humanidade nenhum outro período tão bom como o actual. Em praticamente tudo: ausência de guerras significativas; redução da pobreza e melhoria generalizada das condições de vida; aumento da liberdade; redução das distâncias; e maior compreensão do outro. Não me peçam para argumentar muito mais do que isto que é verão e estou sem tempo. Mas, mesmo ficando pelo caso português de crise aguda generalizada, o que tende a enevoar as perspectivas de cada um sobre o que será o futuro, estou convicto que daqui a trinta anos, ao olharmos para trás, não mais veremos do que uma crise transitória seguida por novo período de progresso. E o mundo, assim espero, será um lugar ainda melhor do que o que hoje conhecemos. E o de hoje, insisto, já é o melhor mundo que a humanidade alguma vez conheceu e concebeu. Este é um post banal, bem sei, mas é da natureza humana recordar com nostalgia o passado e vir com a lengalenga de que no seu tempo é que era. Não, neste tempo é que é. Nunca é demais lembrar isso.

Concorrência

É uma nação de mil ilhas, baías e praias a rivalizar com o melhor da Grécia, de Espanha e de Portugal. Não vou contestar o alargamento da UE a leste, mas que parte dos nossos problemas acentuaram-se com este processo ainda em curso, não tenho a mínima dúvida. E como continuamos sem saber lidar com este mundo cada vez mais globalizado, sem clubes restritos que nos garantam guarida, mais nos iremos enterrar, porque o mundo não vai esperar por nós.

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