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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Quem excluiu PCP e BE da governação?

Há quem diga que 60% do eleitorado votou contra Passos e Portas. Mas um caso ainda mais forte pode ser feito em torno do argumento de que 70% do eleitorado votou em forças europeístas, partidos que têm a tradição de honrar os nossos compromissos internacionais. Quem faz a interpretação dos resultados eleitorais com base no último caso dirá que o eleitorado excluiu PCP e BE da governação. Essa é, aliás, a posição mais coerente não só com o que tem sido a nossa prática política, mas também com os programas eleitorais dos partidos em causa. Recorde-se, inclusive, que ainda em 2011 quem foi votar fê-lo com a noção de que votar PS, PSD e CDS era aceitar o programa da troika e votar BE e PCP era rejeitá-lo. Portanto, como se depreende da argumentação do Presidente da República, não foi ele que exluiu PCP e BE da governação, foi o eleitorado português. Não julgo que seja difícil compreender esta posição, ainda que alguns, inebriados pela luta político-partidária, façam de conta que a argumentação de Cavaco não é sólida.

Do nervoso miudinho ao gozo do caraças

Mesmo num tipo experiente como António Filipe tem sido claro nas intervenções que tem feito na televisão o nervoso miudinho por o seu partido estar a entrar em terreno desconhecido, mas este João Oliveira é que coitadinho. É impossível negar que muitos na CDU estão nervosos. E, fosse possível ignorar o mal que um governo de um PS com 32% suportado por uma extrema-esquerda com 19% faria ao país - é bom ter bem presente que a relação de forças é essa (o PS está fragilizado e a extrema-esquerda está fortalecida) -, isto do «governo da esquerda» era bem capaz de ser um gozo do caraças, sobretudo por causa da CDU. A partir do momento em que assumam responsabilidade, directa ou indirecta, com a governação do país, lá se vai a muralha da coerência inexpugnável.

De modo que é isto

Hoje, imaginei Mário Centeno a debater os números do orçamento e a política económica do país, em contexto de tratado orçamental, com Jerónimo de Sousa. Ainda não parei de rir. A ideia de termos um governo em Portugal com um suporte mais radical do que o que suporta o actual Syriza parece-me que não pode passar disso mesmo, de uma brincadeira. Como, estou certo, se comprovará em breve.

Fracos, inúteis e nulos

É óbvio, só um tolo não repara, que a Europa «está a trilhar caminhos perigosos» e «a brincar com o fogo». Da mesma forma que é óbvio que «caminhos perigosos» e «brincar com o fogo» é o que se pode dizer dos políticos medíocres e sem visão que nos atiraram de braços abertos para um processo de integração europeu acelerado e precipitado. O processo não podia parar, os eurocépticos eram gente a quem não se devia prestar muita atenção e ainda hoje esses mesmos políticos, onde se inclui o dr. Cavaco e o dr. Seguro, não só não percebem que o processo foi demasiado acelerado e precipitado, como têm a esperança de que para resolver o actual imbróglio o processo possa ser ainda mais acelerado. Não aprenderam nada com a loucura da última década, onde a UE deu passos maiores que a perna. Basta recordar como os alargamentos sucederam-se na UE e na zona Euro - recorde-se que o Chipre adoptou o Euro em 2008 e, cumulo do ridículo, chegou-se mesmo a discutir a entrada da Turquia na UE. As intenções eram boas, mas, infelizmente, diz-nos a história que os projectos utópicos acabam sempre por correr mal. Termino citando Tolstoi em Guerra e Paz (um livro que, intercalado com outras leituras, acompanha-me há cinco meses): «Enquanto o mar da história está sereno, é lógico que o governante - piloto que na sua ligeira embarcação manobra o leme do navio de grande calado que é o Estado julgue ser ele quem o faz mover. Mas assim que se levanta uma tempestade, logo que o mar se encapela e o navio é levado pela corrente, então a ilusão acaba. O navio prossegue na sua rota, independente e majestoso, e o leme do piloto já para nada serve. Esse homem, momentos antes todo-poderoso, centro de todas as energias, não passa então de um ser fraco, inútil e nulo.» Fracos, inúteis e nulos é tudo o que se pode dizer de todo e qualquer governante português nos tempos que correm.

Da descrença

62% dos portugueses acham que o desempenho do actual governo é «mau» ou «muito mau», ao mesmo tempo que 73% não reconhecem capacidade a qualquer outro partido para fazer melhor do que o actual. Dados tirados daqui. O que significa que, na melhor das hipóteses e a crer na sondagem, cerca de 35% dos portugueses acham que com os partidos que temos não podemos ambicionar a mais do que uma governação «má» ou «muito má».

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