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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Da percepção das coisas

Juncker deve à Alemanha o cargo que tem (foram os alemães que deitaram por terra a pretensão inglesa de não o eleger como substituto de Durão). Dijsselbloem conseguiu o lugar de presidente do Eurogrupo, onde antes tinha estado Juncker, por também estar alinhado com o governo alemão. E Schäuble é o político e ministro das finanças mais experiente de todos os que estão no Eurogrupo. Os alemães, em boa parte, foram abdicando de um controlo muito exigente sobre o BCE, até porque deixaram o banco central entregue a um italiano e a um português, mas em matéria de política orçamental continuaram extraordinariamente empenhados em manter a coisa controlada e os seus interesses defendidos. Perante isto, diga-se que muito do que foi dito e feito nos últimos dias, se enquadrado no histórico de toda esta gente, dá-nos uma ideia clara de como os gregos foram manobrados para o entalanço final no primeiro round (não é, portanto, de admirar que já tenha começado a contestação interna dentro do Syriza, ou que a oposição, nomeadamente o partido socialista lá do sítio, tenho aproveitado para uma entrada a pés juntos). Por outro lado, o Governo português e Maria Luís Albuquerque, neste jogo (o da percepção das coisas), foram meros peões. Sem qualquer capacidade de influencar a narrativa dominante na imprensa internacional - nem sequer a do seu próprio país -, nem particularmente influentes no resultado final das negociações, a partir de certo ponto perceberam que a leitura que ia ser feita da situação podia ser tão prejudicial na batalha interna, com eleições a se aproximarem, que foram as suas pernas que tremeram. Para o Governo sair bem visto junto da opinião pública, não bastava que o Syriza fosse vergado, como foi, era preciso igualmente que o Governo não tivesse passado por ser «mais alemão dos que os alemães», como Varoufakis, num contra-golpe vingativo à história da «brincadeira de crianças», decidiu observar (e que a imprensa alemã - noto: a imprensa alemã - ajudou a reforçar). Juncker e Schäuble, importa perceber, não se importam de levar a cabo o seu jogo sem qualquer problema de maior nos danos que causarão políticamente ao nosso Governo porque também sabem que daqui a poucos meses será com outro governo português que terão de lidar (não há amigos a defender, mas antes interesses).

Juncker, um bom primeiro-ministro

Alguns descobriram hoje que o Luxemburgo, país com o PIB per capita mais elevado da UE, optou há muito, note-se que de forma aparentemente legal - ainda que alguns queiram combater e ilegalizar isto (até com o IRC baixo da Irlanda quiseram acabar, recorde-se)  -, por ser um paraíso fiscal. Diga-se que não consta que quem resida no Luxemburgo tenha sido prejudicado por estes acordos, antes pelo contrário. Os restantes países ficaram a perder? Pois, a concorrência em matéria fiscal é tramada. Não gosto de Juncker, mas neste sentido, ao ter promovido um aumento do bem-estar daqueles para os quais governava, foi um bom primeiro-ministro.

Dom Sebastião (2)

Afinal, António Costa, tal como Seguro, sempre tem uma "alternativa", solução milagrosa que é sugerida na notícia a que me refiro no post anterior e que se resume à ideia de pôr a UE a nos pagar as contas: «Juncker defendeu que, para além do envelope já definido, tem que pôr em cima da mesa mais 300 mil milhões de euros nos próximos três anos para relançar a economia», diz o nosso querido edil lisboeta. Mas o nosso tenebroso Governo, o mesmo que apoiou Juncker como Costa reconhece, «em vez de aproveitar esta mudança de orientação política, a primeira ideia que tem é mandar para Bruxelas como comissária a personificação da austeridade da 'troika' que é a nossa ministra da Finanças». Portanto, deixem ver se percebo: Juncker, candidato que também contou com o apoio da chanceler Merkel, rosto do Eurogrupo que lidou e definiu toda a estratégia europeia de combate á crise, membro inegável da direita que «falhou no diagnóstico e na resposta», para citar Costa, terá virado o novo messias da esquerda e ninguém me avisou? Maria Luís é má e Juncker é bom, como se não fossem a mesma moeda? É a esta treta argumentativa que se reduz o pensamento socialista por estes dias?

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