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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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O mundo mudou (novamente)

Sobre a reestruturação da dívida, «havia uma esperança infundada», e blá, blá, blá. O manifesto, recorde-se, foi apresentado há oito meses (havia um grande consenso e o Governo devia tomar posição pública alinhada com os subscritores - teria sido, sem dúvida, uma atitude responsável, como agora se verifica). Esta recta de aproximação ao poder que obriga a um maior realismo e a menos tonteria é tramada.

Calimeros

Sobre este texto de um dos subscritores do manifesto (como repararão pela quantidade de posts dedicados à matéria, divirto-me imenso com os argumentos dos signatários), algumas pequenas observações: 1) os critérios definidos pelo Presidente da República no seu roteiro não estão em nada relacionados com a sustentabilidade da dívida, mas antes com aquilo que seria necessário obter para atingir uma dívida pública de 60% do PIB num dado momento do tempo. Aliás, é adorável quando o autor do texto usa a expressão «termos níveis de dívida sustentáveis em 2035», como se a relevância da questão da sustentabilidade da dívida não se colocasse neste preciso momento e estivéssemos a lutar para uma coisa insustentável hoje ser, ceteris paribus, sustentável amanhã. Enfim, o homem sociólogo-socrático (ad hominem, sempre o ad hominem) ficou baralhado com os conceitos de sustentabilidade da dívida e prosseguimento de uma política que cumpra os critérios do Tratado Orçamental (nota: a verdade é que os promotores quiseram fazer número e 70 notáveis é bonito, ainda que alguns deles não percebam minimamente do assunto em questão como é por demais evidente). 2) A questão da desejabilidade também é adorável: este caminho (nota: vou ignorar a opinião do autor sobre os resultados deste caminho, para o meu argumento não são particularmente relevantes) é desejável? Não, desejável é que os recursos fossem infinitos. Temos consenso? É que podemos sempre consensualizar sobre os sonhos. Enfim, isto de fazer brotar o consenso do sonho é fácil; fazê-lo brotar da realidade, num contexto em que as medidas a tomar são aquelas que ninguém desejaria aplicar, é outra coisa (nota: podemos usar o argumento da desejabilidade para um doente com cancro que deva ser submetido a quimioterapia?). A questão essencial, a que o manifesto manifestamente não se atreve a responder - quanto muito o manifesto sugere que se lute por outro caminho, não garante que ele exista (note-se, aliás, que é mesmo duvidoso que o próprio caminho que o manifesto sugere não esteja a ser seguido: quem está no Governo não só não ignorará a problemática da dívida como, insista-se, já reestruturou parte da mesma) -, é a da praxe: há alternativa? Se, ainda que isto não seja desejável, nada mais há a fazer que seja mais desejável do que isto, o que sobra? Sobra isto. Se o concretizável é indesejável, é com o indesejável que teremos de saber lidar. 3) Para terminar, o discurso do calimero fica bem aos subscritores. Especialmente aos subscritores a quem não pesa na consciência a seguinte questão: este caminho indesejável era evitável? Quando é que o deixou de ser?

 

(este também é bom)

O manifesto vai nu

 

Sabem quando é que se deu aquele pico nas taxas do juro dos países do sul da zona Euro? Foi nos momentos que antecederam e culminaram na reestruturação da dívida grega. Depois disso, além do papel do BCE e da continuação do ajustamento orçamental em todos os países da periferia, a União Europeia, seguindo a estratégia alemã, tem-se esforçado por garantir aos investidores que nenhuma outra reestruturação do género seria feita no espaço da zona Euro. E, convençam-se disso, não vai ser mesmo (se bem que, diga-se, os subscritores do manifesto também não pedem uma propriamente igual: enfim, se exigíssemos os detalhes da reestruturação com que cada signatário sonha, provavelmente acabaríamos com 70 signatários, 70 reestruturações). Adiante: é também pelo facto dos mercados estarem convencidos disso mesmo, um convencimento que tem-se vindo a fazer com o passar do tempo, que os juros têm descido. O juro reflecte o risco dos títulos, pelo que os actuais juros baixos só podem reflectir risco baixo para quem os adquire; como conciliar risco baixo para quem nos financia com elevado risco da nossa dívida pública tornar-se insustentável? Não se concilia. Mas indo por esta linha de raciocínio, percebendo o porquê dos investidores privados não contarem que um dia lhes digamos: «olhem, meus caros, nós não vos vamos pagar o prometido», percebemos também o que está por trás do já famoso manifesto: a preocupação não é tanta com a sustentabilidade da dívida per se, mas antes com a dimensão do esforço para a pagar que nos será exigido. Perceba-se: existe suficiente evidência neste momento de que, não sendo o nosso esforço totalmente suficiente para pagar o que devemos, outros - que não os investidores privados - estarão dispostos a se sacrificarem alguma coisinha - já deram provas disso - para nos ajudar, mas não é menos verdade de que os outros só se têm mostrado dispostos a se sacrificarem na precisa medida daquilo que nos for comprovadamente impossível cumprir e nada mais além disso. Ou seja, aceitam ceder quando lhe atiramos com o realismo do «não conseguimos pagar», mas mostram-se irredutíveis em aceitar entrar na onda da «solidariedade». Se, como Bagão ainda ontem na SICN argumentava, o Governo tem vindo a fazer, com o acordo dos parceiros europeus, reestruturações ao nível da que é pedida no manifesto, a que propósito e qual o intuito do manifesto? Se ainda não perceberam com este meu texto, eu explico, porque o manifesto vai completamente nu: aquela malta quer solidariedade. É isto e nada mais do que isto. Enfim: ó Merkel, reestrutura lá ai um bocado que isto de pensar na reestruturação da pensão do notável Bagão é chato. E é mesmo: tanto para o Bagão, como para mim com os impostos que pago e que em parte servem para garantir o pagamento dessa mesma dívida.

Manifesto (3)

«Notáveis da esquerda e da direita», escrevia o Público. Notáveis a que propósito? A maior parte deles porque tiveram responsabilidades governativas ou estiveram envolvidos na política e na definição daquilo em que resultou este país. É a gente ideal para ouvir no que toca a tirar o país da crise. Mas não há aqui um sinal de possível espaço para alguma consensualização entre pessoas de todos os quadrantes políticos? Sim: também vou lançar um manifesto com o título sugestivo de «preparar a sociedade para o aumento de pensões», onde explicarei, sem perder grande tempo com os detalhes práticos de como concretizar a coisa, em como seríamos todos mais felizes se as pensões aumentassem (depois sugiro que o Governo não quer aumentar pensões; que era fácil forçar os alemães a pagarem-nos as pensões; que tinha uma política alternativa e o país das maravilhas existe). Dito isto, gostava de reafirmar, porque há sempre excepções à regra, que dos signatários daquele manifesto mantenho enorme admiração e respeito por Silva Lopes: entre os pensionistas, foi o único que já assumiu que uma reestruturação permanente da dívida pública implícita com as pensões (onde incluiu a sua) é uma necessidade (tem moral, portanto, para exigir que outras reestruturações, abrangendo outros credores, sejam feitas). Muito a sério: gostava de vos dar boas notícias - e esperança! ah! como os políticos adoram dar esperança -, mas por enquanto limito-me a dizer o que penso: enquanto andarmos nesta lengalenga de quem vai adiando o que tem de ser feito no lado orçamental, ora recorrendo a receitas extraordinárias, ora fazendo cortes temporários, ora esperando um milagre, prolongando curiosamente com isso este clima austeritário de que depois quem mais batalha pela não imposição de cortes permanentes se queixa e diz ser impraticável (recordando aqueles gajos que recorrem a todos os meios na justiça para levar à prescrição do seu processo e depois lamentam, com lágrimas de crocodilo, que o processo tenha prescrito), não vamos a lado nenhum.

Manifesto (2)

Há uma grande dose de ilusão que acompanha o debate sobre o manifesto: 1) sugere-se que o Governo não quer uma reestruturação da dívida; 2) que se pode reestruturar a dívida contra a vontade dos credores, impondo a nossa vontade e ditando nós as regras; e 3) em resultado dos dois pontos anteriores, que aqui está uma alternativa ao que o Governo tem feito (Ferro Rodrigues, pelo menos, diz que o manifesto prova qualquer coisa: tontice e politiquice). Contudo, a verdade é que não só o Governo adorava obter uma reestruturação da dívida (seria ouro sobre azul para um executivo desesperado por manter os sinais económicos positivos, mas ténues, que se fazem sentir), como Vítor Gaspar fez uma com relativa significância (negociar maturidades e juros é possível: dá é trabalho, é coisa para se fazer na sombra, e não se vai lá com manifestos); bem como estas reestruturações, para serem bem sucedidas - entenda-se: terem impacto económico positivo; entenda-se: serem responsáveis -, é preciso serem negociadas e aceites pelos credores (que, neste tipo de processo, e ai podem esbracejar o que quiserem que a realidade não muda, têm sempre maior poder negocial que o devedor); de onde se conclui que, no que às reestruturações diz respeito, o Governo não tem propriamente ignorado algumas coisas que são ditas no manifesto, mas tem precisamente tentado ter em atenção que o caminho a seguir tem de ser o responsável. E isso é mais ou menos notório na forma como nem o PS, que sabe que mais tarde ou mais cedo terá de ser poder, saltou para a carroça dos signatários do manifesto (se bem que o PS é aquele que advoga a mutualização da dívida acima dos 60% do PIB, proposta a que ninguém com poder na Europa para levar adiante presta sequer a mínima atenção). Já o BE, pela voz da adorável e bem-disposta Catarina, atirou-se de cabeça para a carroça, parecendo até que era ele o partido que ia ao seu comando (em certa medida, acho que uma assinatura neste manifesto para pessoas como Ferreira Leite ou Bagão Félix, é a aproximação possível a uma presença na Aula Magna ao lado de Mários Soares, onde não foram por vergonha, mas vontade não lhes terá faltado).

Manifesto (1)

Há várias coisas que podem ser ditas sobre o manifesto. Comecemos por alguns pormenores: 1) os nomes mostram o pendor político e não económico do documento (são muito poucos os nomes de peso ligados à ciência económica que assinam o documento: o que diz muito do que há para saber sobre o mesmo); 2) o timing é adorável, em cima da saída da troika (se bem que compreensível); 3) o impulsionador da coisa é o pai das SCUTs (dá enorme credibilidade à coisa); 4) há gente que assina este documento em 2014, que em 2009, demonstrando a sua extraordinária visão de longo prazo, assinaram outro manifesto onde era sugerido que se fizesse obra pública e em força (registe-se contudo a presença de José Silva Lopes, que sempre tem a seu favor ter estado do lado dos que, com outro manifesto, alertavam para os excessos que se cometiam e as suas possíveis consequências); 5) o clube dos pensionistas faz-se representar ao mais alto nível; 6) a presença em peso do patronato presente na concertação social.

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