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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Também tenho vergonha do nosso Governo

Se as declarações de Juncker já tinham provocado danos, as negociações no Eurogrupo são o prego final no caixão do Governo. Maria Luís Albuquerque acaba de dar uma entrevista na TVI onde refugiou-se na unanimidade da declaração final do Eurogrupo para não explicitar a posição portuguesa durante todo o processo. Não é preciso ser um grande génio para perceber que se no fim tiveram de chegar a um consenso, o ponto de partida de cada parte não foi igual. A posição de uma Maria Luís Albuquerque incaracteristicamente nervosa, que espelhará divisões no próprio executivo, é de quem insulta a inteligência dos que a ouvem. Não é difícil perceber qual foi a posição do nosso Governo - e eu não só a percebo, como até a defendo -, mas se próprio Governo agora revela vergonha do que andou a defender, então também a mim só me resta ter vergonha deste Governo. É a desorientação final de quem sabe que está em fim de ciclo, um pouco à semelhança da que o governo socrático revelou no seu período final (com Teixeira dos Santos, recorde-se, a tramar os seus colegas de executivo e a forçar a chamada da troika). Dito isto, se este PSD e CDS juntos tiverem mais de 20% nas próximas legislativas, é demasiado.

Da boa comunicação

Maria Luís Albuquerque é bem capaz de ser a personalidade do Governo que tem vindo a demonstrar maior capacidade de exposição de forma simples, clara e objectiva, denotando calma e conhecimento da matéria, os assuntos que tem vindo a abordar nas entrevistas que dá para a comunicação social, sendo que alguns desses assuntos são verdadeiramente complexos. Já a tinha elogiado a propósito disso mesmo quando ainda era secretária de Estado e a entrevista que deu hoje a José Gomes Ferreira na SIC - um entrevistador macio, confesse-se -, sobre o caso BES/Novo Branco, é outro bom exemplo disso mesmo. Quanto ao sumo da entrevista, a explicação sobre os moldes do empréstimo ao fundo de resolução parece evidenciar que o Governo está convencido de que, de uma forma ou de outra, acabará por ser reembolsado na totalidade do dinheiro emprestado e tal será feito a breve trecho. Assim seja. Se não o for, pelo risco assumido do empréstimo reflectido no juro acordado, estaremos perante gestão danosa do dinheiro dos contribuintes.

Miss swaps europeia?

A miss swaps era uma menos valia para o governo, agora é uma mais valia de tal forma que não pode deixar o cargo. Enfim, parece-me evidente que, mais Maria Luís, menos Maria Luís, só se fosse tolo é que Passos Coelho deixaria passar a oportunidade de nomear para comissário(a) alguém que faça parte do seu círculo político e/ou que tenha concordado com a sua estratégia no âmbito do relacionamento do país com a União Europeia. Mas é natural a irritação de alguns com a possível escolha: falamos dum cargo de poder relevante, com prestígio, que garante, no mínimo, que Passos e os seus mantêm influência política independentemente do resultado das próximas eleições legislativas.

Novamente os swaps

Neste texto de Daniel Oliveira, um especialista em swaps, há duas frases que vão ter a uma mesma ideia muito interessante, sobretudo quando falamos da expulsão da boa pela má moeda: diz o colunista sobre Maria Luís Albuquerque que esta «conduziu o processo de decapitação de colegas de governo que fizeram contratos swap em tudo semelhantes aos que ela própria celebrou na Refer» e diz que ela é uma daquelas pessoas «que tratam de purgas no governo para salvarem a sua própria pele e que não olham a meios para subirem na política». Vamos deixar de parte a convicção do colunista, quiçá formada numa profunda sabedoria que lhe permite falar de tudo como se tudo dominasse, de que os swaps feitos pela Maria Luís e os ex-membros do governo são em «em tudo semelhantes», para nos concentrarmos naquela ideia da purga e da decapitação de colegas. Confesso que, ao ler o texto, senti-me um bocado à nora: são estes ex-colegas de governo a boa moeda? Os tipos que assinaram os swaps altamente especulativos e problemáticos, segundo a avaliação do IGCP, são a boa moeda? É isto, não é? Confesso-me fascinado. Como uma vez por aqui escrevi, aparentemente, o melhor que a Maria Luís tinha a fazer era ter-se lixado para os contratos dos swaps, deixava a coisa andar e se alguém reclamasse que o contribuinte ia pagar as asneiras de outros e que o actual governo não tinha tentado fazer nada para minorar os danos, ela devia limitar-se a responder: existiam contratos assinados e nós tínhamos de os respeitar. Até porque, com isto, garantia a amizade de alguns homens do regime, que assinaram ou são amigos dos que assinaram tais contratos irresponsáveis e ficava livre da acusação de que faz purgas no governo (outra purga muito triste, que não sei se representará para Daniel Oliveira a explusão da boa pela má moeda, foi a que o Crato fez ao Relvas) para salvar a sua própria pele (até porque, como se vê, é a sua pele que ficou também em risco - os gajos que asneiraram não lhe perdoam, está claro).

Depois, temos este texto de Bruno Faria Lopes. Em alguns aspectos, o texto merecia contra-argumentário mais longo e sério, mas vou-me ficar por duas observações. Primeiro o autor questiona «porquê tanto tempo?» e na sequência da resposta acrescenta com ironia que «não interessa que apenas um mês depois já houvesse um relatório da DGTF a apontar perdas assustadoras». Escusava o recurso à ironia. Não interessa, não. O que não falta são milhares de contratos que se conhecem no Estado que vão custar-nos os olhos da cara e nem por isso o Estado consegue renegociá-los. A renegociação implica sempre um processo longo. Porque, repito: havia contratos assinados. Se esses contratos existem e dão garantias a uma das partes que o assinou e que sabe que o contrato lhe é sobejamente vantajoso, porque aceitaria essa parte renegociá-lo? Não bastava saber que os contratos eram prejudiciais para as empresas públicas, isso por si só não permitia minorar dano algum, o dano fora feito aquando da assinatura dos contratos, uma prática continuada ao longo de vários anos, sendo que mais nenhum foi assinado após o actual executivo chegar ao poder. Mas, com uma investigação séria e profunda dos mesmos contratos, como foi feito posteriormente e de raiz, foi possível ameaçar os bancos internacionais com processos em tribunal e com isso levar a que estes cedessem alguma coisa nos seus direitos contratuais. Capiche? Em segundo lugar, acrescenta mais à frente o Bruno Faria Lopes, novamente com ironia, que o que se pretendeu fazer passar foi a ideia de que «o Governo actual é bom e os outros são os "maus"». Vamos por partes: o actual governo pode ser tão mau como os anteriores, mas neste caso especifico ter andado tão bem como o melhor governo do mundo andaria e os outros terem andado tão mal como, efectivamente, andaram. A isto acrescento que Bruno Faria Lopes, e outros jornalistas, caem recorrentemente no erro de achar que para mostrarem equidistância e independência, devem sempre bater nos dois lados por igual (isto viu-se muito, igualmente, no caso BPN, onde a privatização, resolvida pela Maria Luís, foi tratada, por muito boa gente, como um caso em tudo semelhante à nacionalização e gestão posterior do banco: isto é sempre muito útil para passar a ideia de que são todos iguais). Para terminar, não sei se este governo, na sua essência, é pior ou melhor do que anteriores, mas há uma coisa que sei: a presença da troika e aquilo a que o governo está obrigado perante ela, tem feito deste governo um governo muito melhor do que os que o antecederam. Mas esta é uma narrativa que não importa passar e poucos na comunicação social estão dispostos a corroborar. Enfim, que se «lixe a troika».

«Podridão dos hábitos políticos»

Há histórias que me deixam enjoado. Isto e isto é a maior cretinice da política portuguesa. O Governo anterior não pode ter informado Maria Luís Albuquerque de nada de relevante que não fosse do conhecimento público já na altura sobre os swaps porque pura e simplesmente esteve-se sempre a cagar para estes e na altura não havia uma investigação concluída a uma prática que tinha anos. Repito: anos. Leia-se, por exemplo, os últimos parágrafos desta notícia. Teixeira dos Santos e Costa Pina só começaram a tratar do tema muito tarde e porque foram apertados, pela força das circunstâncias, nesse sentido. Quando o Governo caiu, embora um relatório sobre as swaps estivesse já na fase de conclusão, não estava pronto. Como disse Maria Luís Albuquerque, na pasta de transição, «não havia qualquer documentação, nem nada de novo a transmitir, porque a informação tinha sido solicitada e apenas isso». Não pode haver mentira aqui, porque isto é factual. Assim sendo, para diminuir a ministra e fazê-la passar por mentirosa, alegam que esta havia demonstrado preocupações com os swaps anteriormente (crime lesa a pátria: bom, bom, foi a despreocupação socialista) e que isso até foi abordado na transição de pastas. Ora, foi abordado o que era público, o essencial estava escondido e só preparava-se para vir à superfície em muitos aspectos graças à troika - entenda-se: o grau da natureza especulativa deste tipo de contratos, porque swaps, por si só, não constituem um problema -, uma vez que no memorando exigia-se que este tipo de prática nas empresas públicas fosse controlada... pelo Governo (estaria a pensar no quê? Se calhar na falta de controlo do Governo que cessava funções). Mas, apesar da troika, muito boa gente, de todos os partidos, diga-se, contava que o assunto fosse metido na gaveta. Não foi. Maria Luís meteu-se com um dos pilares fundamentais do nosso regime. Agora, leva por tabela. E a comunicação social do regime sempre pronta a ir atrás do osso. Tem dias que verdadeiramente detesto este país.

Solid as a rock

 

Enquanto ainda não sabemos qual é a «fórmula», deixem-me ir desde já adiantando que se passar pela capacidade de misturar no mesmo governo a Maria Luís com o Paulo é de uma solidez a toda à prova. Tão sólida quanto aquela que deixasse a Maria Luís fora do governo após ter acabado de tomar posse por decisão vincadamente pessoal do nosso primeiro-ministro Passos Coelho ou quanto aquela que permitiria ao líder e negociador principal da parte do CDS, o nosso querido Paulinho, ficar fora do governo. Como se vê, vários são os caminhos que permitem soluções sólidas. A solidez de um pedregulho a boiar no meio do oceano.

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