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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Mr. Brown

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Um Nobel para o esquecimento

É a lengalenga de sempre, mas torno a insistir nela: não deixa de ser irónico que tenham atribuído o Nobel da Literatura a Modiano apontando-o como um Proust dos nossos tempos quando este último não o ganhou. Talvez a comparação sirva para recordar que Proust, apesar de ter ficado na história da literatura mundial, contínua muito pouco lido e Modiano que, estou certo, nem para a história ficará, pouco lido já era e assim continuará. Já o ano passado tinha ganho a canadiana Munro e evocaram Chekhov, outro que também não consta da lista dos nobelizados. Talvez seja uma forma de fazer um acerto de contas com o passado através de interposta pessoa. E, a continuar assim, daqui a cem anos é provável que andem a atribuir nóbeis aos Murakamis ou Roths do tempo deles, enquanto a academia por estes dias opta por ignorá-los em vida. Enfim, o ano passado ainda aproveitei a onda da entrega do prémio a uma canadiana para me atirar à compatriota não nobelizada Margaret Atwood - de quem li cinco livros ao longo do último ano e fiquei admirador confesso -, mas este ano o prémio nem para isso serve. Franceses, pelo menos para já, dispenso. Obrigado.

Ar puro (CX)

Como já vai sendo relativamente previsível, o prémio Nobel da Literatura foi parar a uma desconhecida da maior parte do público. A canadiana Alice Munro. Se me permitem polemizar, apostava que o facto de ser mulher terá contribuído para a escolha: os últimos anos deixam claro que começou a existir a preocupação de tornar mais equilibrada uma lista maioritariamente masculina. Com Munro, em 110 laureados passamos a ter 13 nomes femininos. Destes 13, só uma minúscula parte do público conseguirá nomear cinco das vencedoras e alguns, equivocadamente mas cheios de razão, não deverão deixar de incluir Virginia Woolf no elenco das vencedoras que afinal não o foram (e muitos outros nomes poderiam ser acrescentados). A banhada do chinês o ano passado, que se seguiu a outras banhadas com nobelizados medíocres e muitos furos abaixo de alguns dos escritores de que gosto de ler, foi remédio suficiente para este ano estar mais do que avisado de que aumentar a biblioteca com livros de escritores que ganharam o Nobel não é das coisas mais aconselhadas. Dito isto, comparam Munro a Chekhov: como nada li deste último e há algum tempo que o quero ler, podia ser um incentivo a avançar nessa frente, mas cumprindo uma promessa que fiz a mim próprio, a do próximo livro a comprar ter um nome feminino na capa, resolvi uma indecisão com o Lobo Antunes de saias canadiano, de seu nome Margaret Atwood. A História de uma Serva*, livro vencedor do Arthur C. Clarke Award, parece-me uma boa escolha.

 

* na definição da própria autora, livro de ficção especulativa e não cientifica. Esta questão do género, como podem imaginar, é de relevância absolutamente determinante para aferir à priori a qualidade da obra.

Ar puro (CVII)

Murakami volta a ser o favorito nas casas de aposta para vencer o prémio Nobel da Literatura que será atribuído em breve. Indicio claro de que não o ganhará. Sabem aquelas listinhas do «top» qualquer coisa em que, ainda mal começamos a correr os listados, nos pomos logo a adivinhar quem estará em primeiro lugar e frequentemente acertamos por ser óbvio? Pois bem, a Academia Sueca tem sempre a tentação de ignorar propositadamente o óbvio. Por um lado pode ser bom, é muito difícil adivinhar quem ganha. Por outro lado é péssimo, porque a lista de vencedores dificilmente acabará representando aqueles que ficarão preservados para a eternidade. E muito maior do que qualquer Nobel é o prémio da imortalidade, ainda que enquanto vivo um escritor só possa, com certeza absoluta, fazer proveito de um deles. Em segundo lugar, aparece a norte-americana Joyce Carol Oates. Não lhe li um único livro, sendo que, se é para torcer por um vencedor norte-americano, preferia que ganhasse o McCarthy ou o Roth, esses sim escritores da minha eleição. Mas na literatura, como se sabe e é da tradição, segundo os iluminados da Academia Sueca, são os europeus que dão cartas. Um pouco como os ingleses, fechados na sua ilha, achavam dominar o futebol que tinham inventado até que um dia foram postos a concorrer directamente com outros povos e levaram um banho de realidade. Mas voltando a Oates, Harold Bloom - nota: que gostava da literatura de Oates -, num texto datado de 2003 em que destilava fel em relação a um prémio atribuido a Stephen King, não a colocou num conjunto reduzidíssimo de romancistas norte-americanos vivos e em actividade que mereciam ser louvados. Desse grupo constavam apenas Pynchon, McCarthy, DeLillo e Roth. Por sinal, de acordo com a cotação da Ladbrokes, todos eles também no top 20 dos escritores com maiores probabilidades de ganhar o Nobel. Qual a particularidade de Oates? É mulher. Na história do Nobel da literatura, em 109 autores laureados, só 12 são mulheres. Misoginia, talvez acrescentasse o Carlos. Mas a verdade é que eu não conseguiria, nem poderia, ir tão longe. Olho para a minha reduzida biblioteca pessoal, acrescento mentalmente todos os outros livros que li e não os tenho comigo, e chego à conclusão que o meu rácio de escritores lidos (limitado aos que poderiam ter ganho o Nobel, para a comparação fazer sentido) em relação ao número desses escritores que eram do sexo feminino é ainda pior do que o de laureados com o Nobel. Venha uma quota imposta a nível pessoal: o próximo livro que comprar, vai ter um nome feminino contemporâneo na capa. Como ainda estou indeciso, só vos digo que não será nem Rowlings, nem Erika Leonard, mais conhecida por E. L. entre os amigos, em quem o ano passado era possível apostar um euro na esperança de receber quinhentos caso fosse ela a vencedora do prémio Nobel. Por falar nisso, se é verdade que as mulheres no campeonato dos prémios ainda têm muito que pedalar, no da facturação a história é, evidentemente, outra.

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