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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Espuma dos dias

Esta história das declarações de Draghi sobre o programa são tão simples de perceber que o tempo que se perde em torno delas é digna de um país de gente sem noção. E a nossa comunicação social, nesse aspecto, é do piorio. Em Outubro, quando a Irlanda ainda não tinha decidido ficar à margem de um programa cautelar, já Pires de Lima anunciava as intenções do Governo. Que vai existir programa é aquilo que toda a gente mais ou menos sabe e era o esperado (desejado, seria até mais correcto) há muito tempo, muito antes ainda de parte da nossa comunicação social ter sequer percebido que existiam mecanismos para garantir a possibilidade de tal programa. Diga-se que acho que podíamos/devíamos ter ambicionado regressar plenamente aos mercados como a Irlanda, mas os bloqueios a que se adoptasse a política necessária a tal feito foram muitos e estou convencido que no próprio governo não falta gente que prefere este caminho mais demorado, mas menos agressivo. O que não se sabe é naquilo em que consistirá totalmente esse programa: não se pode saber porque não está negociado. Mas sabemos que a escolha de optar ou não pelo programa cautelar, por exemplo se não gostarmos do resultado das negociações, será sempre nossa. Tanto quanto foi a escolha de chamar a troika. Embora dependendo dos juros da dívida pública exigidos pelo mercado no momento em que tivermos de escolher, deverá ser tipo a escolha entre um doce ou um tiro no pé.

Consenso

Aqui disse que era difícil de perceber o porquê da maior parte da opinião expressa ir no sentido de achar que um programa cautelar obrigaria o PS a comprometer-se, mas, na verdade, talvez não seja tão difícil percebê-lo: estaremos, afinal, perante o tipico comentarismo que confunde um desejo com a realidade. «Seria uma insensatez»? Não seria nada, há é um conjunto de pessoas que quer muito o consenso entre os partidos do bloco central e, portanto, via no programa cautelar uma excelente oportunidade para o forçar. Entretanto, estão a ficar desiludidos, pois já perceberam que não vão ter essa sorte.

Derrota

A sério que sempre me foi difícil perceber como é que a maioria da opinião expressa ia em sentido contrário a isto: cautelar não exigirá compromisso" com PS. Mas há outra coisa importante que Marques Guedes referiu e que agora irá dificultar-nos a vida: «se tivesse a Irlanda optado por esse programa cautelar as negociações desse programa seriam uma referência interessante para o nosso país». Já tinha abordado estas questões ao de leve aqui e aqui. Agora, acrescento que a análise ao jogo mudou ligeiramente: terminarmos o programa da troika a necessitar de um programa cautelar passou a ser uma derrota para o Governo e, sobretudo, para o país. A verdade é que só pode ser motivo para lamento viver num país que não só pediu a intervenção externa mais tarde do que a Irlanda - o Governo de então devia achar que estávamos melhor do que o tigre celta -, como nem sequer soube tirar dessa intervenção igual proveito ao que a Irlanda tirou. A ministra não descarta seguir o caminho irlandês? Pois, é que por muito que diga o contrário, menos do que isso é derrota. Para piorar um pouco, muitos daqueles que estarão na linha da frente dos indignados por mais esta derrota, são os que nunca se cansaram de lutar por uma aproximação nossa à situação grega. Maior parte da comunicação social à cabeça.

O programa cautelar

A propósito disto. O primeiro passo é ver o que acontece com a Irlanda. Depois é ver o que o «programa cautelar» representará para Portugal. O facto da Irlanda ser pioneira dá-nos poder negocial ao que se soma o facto da troika não nos dever chumbar em nenhuma das suas avaliações. Contudo, o programa cautelar não devia ser um factor de instabilidade política, devia ser um seguro que, através dos mecanismos europeus entretanto criados para o efeito, permitiria a um país regressar de forma mais tranquila aos mercados no final de um programa de ajuda bem sucedido. A Irlanda está muito bem encaminhada para que assim seja; Portugal, infelizmente, não. Se o programa cautelar, nas condições associadas, representar algo que em pouco se diferencie do que foi o memorando, inclusive na exigência de que o PS se comprometa com medidas duras pré-estabelecidas, então bem podem chamar-lhe programa cautelar que a coisa não passará de um segundo resgate. Contudo, tenho dúvidas que a UE gostasse que o programa cautelar a Portugal provocasse eleições antecipadas e isso é outro factor que pode jogar a nosso favor. Mas, atenção, porque nisto parece residir um factor de confusão em Portugal: condicionalidade existia e existirá sempre, com ou sem memorando, com ou sem troika. Podemos deixar de ter uma troika a meter o bedelho e a exigir-nos que tomemos medida x ou medida y, mas continuaremos a estar sobre forte pressão para reduzir o défice e a dívida, atingindo as metas com que estamos comprometidos. Por exemplo, não deixaremos de estar obrigados, como estávamos antes da troika, a ter de apresentar à UE os famosos Programas de Estabilidade e Crescimento. Em suma, acaba a troika, mas podem voltar os PECs do Sócrates. Mas comprometer o PS com objectivos de redução do défice e da dívida nunca, em circunstância alguma, poderia ser motivo para eleições antecipadas. Afinal, não seria mais do que pedir ao PS que voltasse a reafirmar um compromisso que há muito assumiu e que tem reiteradamente vindo a assumir. Da última vez que o fez, foi com a aprovação da «regra de ouro».

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