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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Da maturidade do regime

Não só aguentaram até ao fim como vão concorrer coligados às eleições deste ano. E isto num contexto de governação particularmente difícil. Se o anúncio, ontem, parece-nos agora natural, recorde-se que nem sempre foi assim e durante os primeiros meses deste Governo não faltou quem vaticinasse que o mesmo ia quebrar e cair muito antes do final da legislatura. Eu próprio desejei essa queda, ainda que por motivos completamente diferentes da maioria. E a história estava do lado de quem fazia tal vaticínio, como era recordado no Público em Junho de 2011: Governos de coligação nunca chegaram ao fim de uma legislatura em 35 anos de regime democrático. Mas a História não dita o futuro, como se comprova. Nem sempre estamos condenados a repeti-la.

Personæ non gratæ

Não deixa de ser irónico que dois dos ministros com mandatos mais longos da governação socrática, Luis Amado e Teixeira dos Santos, sejam ambos tidos como personæ non gratæ para os socialistas e acabem na presidência de dois dos bancos do sistema (Banif e Montepio, respectivamente). Cá está um argumento para validar a desconfiança do ex-querido líder com o sistema bancário. Mais a sério, a que se deve a inclusão de Amado e Teixeira dos Santos na lista negra dos socialistas? Deve-se a terem sido de entre os governantes socráticos os que melhor perceberam aquilo a que o contexto interno e externo nos obrigava e terem explicitado o que pensavam na praça pública, contrariando a narrativa socrática. Um deles muito tardiamente, mas, ainda assim, fê-lo. Para quem todos os dias faz de conta que a realidade muda-se com uma varinha mágica, a explicitação com realismo daquilo que são as bases em que nos devemos apoiar é motivo mais do que razoável para expulsão do grupo. É pena. Como a entrevista na SICN demonstrou, o PS tinha alguma coisa a ganhar se desse mais atenção a Amado do que aos «jovens turcos» que tem por lá: «Temos de aprender a governar em coligação».

The spider

A quantidade de empresas, ONGs e afins em que aparece o nome de Luís Marques Mendes, sendo este o último caso, para o próprio depois garantir que nunca teve nada a ver com coisa alguma, não deixa de ser supreendente. Este amaranhado de sociedades constituídas não se sabe bem com que fim, onde pontificam nomes de políticos, que será coisa recorrente, não deixa de levantar enorme dúvidas sobre esta gente e as teias que constrõem ou onde se deixaram enredar. Um minúsculo vislumbre do que é, tem sido e continuará a ser o nosso belo regime.

Do regime

Depois do BES há cinco anos, agora é a vez dos três grandes do futebol português perderem o apoio da Portugal Telecom. BES e PT, o primeiro na parte de trás das camisolas e o segundo na da frente, chegaram mesmo - julgo não me equivocar - a ter o domínio em simultâneo da publicidade nas camisolas dos três grandes. É certo que o mercado futebolístico português tem características especiais, mas, na verdade, esta simples história diz muito sobre o país. O país tem sido isto e não passava disto. E isto é só mais uma história para ir completando este puzzle: O fim do Império Espírito Santo: Gestores da PT iam a despacho ao BES para receber instruções. Prova que a PT era mesmo uma empresa estratégica, ainda que o «para quem» e «para quê» não seja necessariamente no sentido que outros gostam de atribuir. Continuação de um trabalho jornalístico que já tinha destacado aqui. Já agora, nem de propósito, eis que nesta semana somos brindados com esta notícia: Manuel Pinho exige mais de dois milhões de euros ao BES.

A política e os seus financiadores

O domínio da família Espírito Santo no BES, banco financiador de muita da megalomania de Sócrates, entrou em ruína parcial e a coisa chega a ser deliciosa - ainda que a solução encontrada esteja longe de dar garantias de que o BES entrou num novo ciclo -, só assombrada pelas nuvens negras de que o contribuinte ainda venha a ser chamado a dar uma ajudinha ao banco. Mas, admitindo que, como devia sempre acontecer, o contribuinte vai ficar à margem desta vez, diga-se que a delicia advém desta ser outra machadada no jogo que era habitual por cá entre o poder político, a banca e alguns empresários nacionais. As grandes obras públicas precisavam de financiamento; a manutenção de grandes centros de decisão nacional, também; e a banca queria negócios apetecíveis que gozassem do favorecimento do Estado. Era assim que funcionava o regime pré-troika (com menor intensidade, ainda funciona) e é desses tempos dourados que muitos têm saudades (o BES nem esconde e atira-se logo a Paulo Mota Pinto para chairman da instituição). O que compreende-se: neste jogo de acesso restrito, os interesses de um pequeno grupinho eram protegidos e estavam sempre em primeiro lugar. Políticos, banqueiros e empresários, tudo gente com muito poder; todos a dependerem uns dos outros; todos a protegerem-se uns aos outros. Que Passos, por opção ou outro motivo qualquer, pelo menos na aparência, não tenha cedido à tentação de dar guarida à poderosa família Espírito Santo ou, pior ainda e numa jogada também ela dentro do espírito socrático, aproveitado a fragilidade do banco para levar a cabo um assalto ao BES semelhante ao que fez Sócrates no BCP, são bons sinais. Mas é atentarem na conversa socialista e perceberão que a promiscuidade, provavelmente, não tardará a regressar e em força. O socialismo português, por paradoxal que pareça, uma vez que a aversão à banca encontra-se com maior força à esquerda, é por questões de circunstância muito mais propício a insistir nela (precisa desesperadamente da banca para os seus intentos). A conversa de Costa com a reindustrialização, por exemplo, cheira que vai nesse caminho (e nestas coisas só podemos confiar no olfacto porque medidas específicas nunca as há). Ou seja, mais do mesmo. E não nos esqueçamos, nunca, dessas palavras sábias ditas igualmente por Costa na Quadratura do Círculo: «é preciso pôr a construção a mexer». Mais do mesmo, a dobrar. Concluamos, então, com notícia do início do ano passado: Banqueiros apostam em António Costa. Ó se apostam.

Círculo do poder

José Luís Arnaut é o 41.º mais poderoso da economia. Estes rankings valem o que valem, mas o simples factos da nulidade do Arnatur entrar nele, revela muito do que é preciso saber sobre o país. E ele lá está, volta e meia, a dar a cara na televisão em defesa do PSD. E eu, por achar-lhe de argumentação tão fraquinha, questiono-me: quem se lembrou dele? Como é que chegou ali? Só posso imaginar. Mas o poder tem mistérios que desconheço. Contudo, uma análise ao seu percuso profissional, dirá alguma coisa. Licenciado em direito na brilhante e reputadissima Lusíada (nota: além de Pedro Passos Coelho, a Maria Luís Albuquerque também o é, o que não abona muito a seu favor, mas isso é uma discussão longa: é que podia haver um ou outro caso de quem licenciado em universidade privada tivesse chegado longe na política, mas os casos são tantos que só não estranha quem está muito distraído - e, sim, com isto estou a assumir o que é óbvio: os melhores alunos entram normalmente em universidades públicas que são, aliás, as mais prestigiadas), iniciou actividade na Pena, Machete & Associados e destacou-se no PSD, sobretudo, como braço direito de Durão Barroso, do qual foi ministro-adjunto, ou seja, é o Pedro Silva Pereira do nosso querido e fugitivo Cherne, servindo de cão de fila deste sempre que preciso. Tendo isto em conta, se querem um retrato de um produto do regime, este Arnaut parece-me caso exemplar.

O problema de Machete

 

«Tem ligações nos dois maiores partidos», escrevia o antigo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, num telegrama revelado pelo wikileaks. Olha-se para o seu curriculo e percebe-se essa ligações. Um rosto do regime. Além disso, como escrevia Nuno Garoupa há não muito tempo: Ao contrário de outras sociedades, felizmente, em Portugal, temos um número limitado de gente capaz. Estão todos identificados, não são mais que umas quinhentas pessoas, muitos já com generosas pensões depois de três décadas a servir o país. Machete faz parte dessa pouca gente capaz. E não, não partilho o conteúdo das críticas do BE à escolha, nem acho que a omissão da passagem pelo SLN, em alguém com o curriculo de Rui Machete, mereça ser caso político. Mas que é um rosto do regime, é. E eu não gosto de rostos do regime. Mais: Para Adelino Maltez, a nomeação de Machete é «a escolha de um senador que dá garantias de sabedoria e experimentação num governo que era acusado de imaturo e de [ser composto por] 'jotas'». Garantias, é basicamente isto. Da mesma forma que dava garantias, de reputação dos bancos junto do regime, a sua associação ao BPN e ao BPP. Passos Coelho, diga-se, pelo menos nas escolhas ministeriais, até tem tentado evitar ir por este caminho, o de ir buscar os velhos do regime, como, por exemplo, a escolha de Álvaro Santos Pereira e de Poiares Maduro evidenciam. Gente que, além de representarem sangue novo, chegaram onde chegaram sem deverem ou terem prestado favores a quem quer que seja neste país pequenino. Que Passos Coelho tenha agora sentido a necessidade de se voltar para o amigo Machete, diz bem de como se sentiu apertado nesta remodelação.

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