Tudo ainda na sequência da bancarrota de 1892
E no fim terminou com uma ditadura: Governos de curta duração? Já tivemos 51 executivos entre 1910 e 1926...
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E no fim terminou com uma ditadura: Governos de curta duração? Já tivemos 51 executivos entre 1910 e 1926...
José Miguel Júdice, na tv, ensaia o discurso da "elite" bem pensante que apostou todas as fichas no bom do Costa, um homem da sua confiança, e fez tudo por tudo para correr com Seguro e Passos: Costa devia governar, mesmo que perdendo as eleições, com o seu executivo a ser viabilizado pelos partidos à direita que constituem a PàF, ainda que esta última vença as eleições. É a quadratura do círculo: o perdedor governa com o suporte do vencedor. Há uma "elite" que continua a pensar que a vontade do povo serve para eles fazerem o que bem entenderem. É também para ver esta gente lixada da vida que no dia 4 vou-me divertir à brava com uma eventual vitória da PàF.
Aqui “imposto” significa “querido” e isso diz muito sobre a Dinamarca. Nos últimos tempos a admiração da nossa esquerda às sociais-democracias do norte esmoreceu muito por culpa da dicotomia Europa do norte vs periféricos do sul, mas é bonito vê-los a inspirarem-se novamente por lá. Ainda que a esquerda portuguesa continue a chatear-se sempre que alguém se refere às evidentes diferenças culturais entre os povos do norte e do sul e o reflexo disso mesmo no nosso grau de desenvolvimento. De igual forma, a esquerda portuguesa "chateou-se" muito com o aumento brutal de impostos do Gaspar, quando é evidente que esse é o preço a pagar pelo Estado que temos (e que a esquerda defende que devemos ter). E, no fundo, também gostava que os os impostos em Portugal fossem vistos como «queridos», no sentido de serem tratados com o devido respeito pelo trabalho de quem os paga e não para os enormes disparates (nomeadamente em obras públicas) que têm sido feitos.
Portugueses gastam mais em férias e smartphones.
Independentemente de outras considerações: e mudar imediatamente o nome à fundação, não?
Aqui está outro investidor campónio e iletrado que não fazia ideia daquilo onde tinha o seu dinheiro investido. Se fosse um daqueles tipos que tudo sabe e sobre tudo se pronuncia na tv é que tínhamos o caldo entornado, ainda para mais se passasse o tempo a falar mal da medida de resolução do BES imposta pelo governador do Banco de Portugal e criticasse a passividade do governo no caso em apreço.
Pelo mesmo motivo que os gregos decidiram dar uma esmagadora maioria ao «Não» no referendo grego. Não é uma questão racional, onde acho que esta maioria tem argumentos mais do que suficientes para dar uma cabazada no PS, mas porque do ponto de vista emocional este governo é o rosto da austeridade e as pessoas não gostam da austeridade, por motivo óbvio: sofreram sobremaneira com ela (não interessa tentar explicar que era difícil o sofrimento ser menor, que a maior parte dos que sentiram na pele a austeridade não querem nem saber dessa discussão). A este argumento emocional, a maioria atira com um outro, também muito usado no referendo grego, o «medo» com as eventuais consequências de um governo PS. Mas não me parece difícil assumir que não têm igual peso.
Mais notícias do governo italiano, outro que deve estar entre os que matam a social-democracia, «Sabemos bem que a Grécia está fora dos parâmetros, mas não é culpa dos vilões alemães, e sim responsabilidade dos governos gregos que se têm sucedido em Atenas nos últimos 15-20 anos». Porquê que o governo italiano decide falar assim? Porque de 2008 para a frente, a Itália, sem qualquer intervenção da troika, foi o país cujo PIB mais caiu a seguir à Grécia. Isso mesmo que leram: o PIB italiano caiu mais do que o português desde o inicio da crise e a performance da economia italiana contínua a ser inferior à portuguesa. E o actual governo italiano mais do que sabe que a culpa disso é da própria Itália e do seu diminuto espírito reformista. Atirar responsabilidade para o exterior, como faz o governo tonto do Syriza, pode ser bom para preservar o statu quo grego intacto e, com isso, garantir apoio interno para prosseguir a batalha contra o "inimigo" externo, mas custará muito caro ao nível das reformas internas que vão ficar por fazer. Uma sociedade paralisada que não se reforma é uma sociedade que só pode ter um futuro sombrio. O governo italiano sabe disso, o grego não me parece que saiba.
No referendo grego, a avaliar por isto, os jovens votaram maioritariamente no «não» e os mais velhos no «sim».
Benfica patrocinado pela TAP Emirates. António-Pedro Vasconcelos entra em depressão profunda. Seis milhões de portugueses que até aqui tinham a TAP no coração passam a estar indecisos entre dois amores.