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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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A verdade (1)

No Prós & Contras de ontem sobre as pensões, Camilo Lourenço queixava-se que os políticos não falam a verdade às pessoas. No seguimento disso e em nova intervenção, depois de ter explicado que a segurança social não funciona em regime de capitalização e o dinheiro que as pessoas descontaram não ficou guardado numa caixa forte para agora ser-lhes devolvido na forma de reformas, decidiu atirar para o ar um simples facto indesmentível e muito claro que demonstrava a degradação evidente que tem ocorrido na evolução do rácio de contribuintes do sistema versus beneficiários do sistema. Nem acrescentou, mas podia, que no futuro esse rácio irá continuar a deteriorar-se. A turba em que consistia a audiência do programa, se pudesse, teria-o linchado logo ali. Assim, descobriu Camilo o motivo pelo qual os políticos não falam a verdade às pessoas. A verdade incomoda. E um político que fale a verdade deixa de ser político porque deixam de votar nele.

Repitam comigo

O défice deste ano deverá ficar nos 5,9%. O défice deste ano deverá ficar nos 5,9%. O défice deste ano deverá ficar nos 5,9%.

José Sócrates prometeu que ficava nos 4,6%. José Sócrates prometeu que ficava nos 4,6%. José Sócrates prometeu que ficava nos 4,6%.

 

Tomem nota:

30 de Março de 2011: Passos Coelho diz que défice para 2011 poderá superar os 5%.

10 de Abril de 2011: Sócrates garante que défice de 4,6% "está ao nosso alcance".

Wikileaks

Se há coisa que isto tem demonstrado é que os impulsos no Ocidente para copiar práticas dignas de regimes totalitários subsistem. Esperemos que a liberdade, a verdade e a transparência prevaleçam, não vá dar-se o caso de, um dia destes, um qualquer país invadir outro com base em relatórios dos seus serviços secretos com informações que não correspondiam à verdade.

A verdade

Há algum tempo, em certos círculos privados, começaram a surgir conversas sobre a incapacidade portuguesa para cumprir os seus compromissos internacionais, para pagar a dívida externa. Só uma ligeira parte do que então se conversava nesses círculos chegou aos ouvidos da opinião pública em geral. E os poucos que fizeram chegar tal informação foram logo tidos como vilões, sujeitos que prejudicavam a imagem de Portugal no exterior. Como se a verdade fosse menos verdade por manter-se secreta ou ser do conhecimento de poucos.

Quando, em 2009, após as eleições legislativas, o governo português divulgou o défice esperado para o ano, essas conversas voltaram a vir à tona. Mais uma vez foram desvalorizados os autores de tais ‘rumores infundados’, de tais ‘previsões pessimistas’. O governo elaborou o orçamento para 2010 e conseguiu a sua aprovação na Assembleia da República. Esse orçamento já espelhava uma triste realidade: o governo não só pretendia que a verdade continuasse escondida, como actuava sem tomar em conta a situação real em que nos encontrávamos. Enfim, que pretendessem esconder a verdade da maioria das pessoas para evitar o pânico, ainda podia justificar-se, que o próprio governo, o qual não podia ignorar a verdade, continuasse a enfiar a cabeça na areia era ultrapassar um limite muito para além do que seria tolerável.

Perceba-se uma vez por todas: se a verdade é escondida do povo e se em democracia é o povo quem mais ordena, como esperar que esse mesmo povo tome as decisões acertadas ou perceba as decisões tomadas pelos governantes eleitos? Não toma, nem percebe. E quando a verdade vem à tona e os governantes agem em conformidade, o povo sente-se, justificadamente, defraudado. O acesso a toda a informação disponível é condição essencial para o bom funcionamento democrático.

Agora, chegamos ao ponto em que é o próprio ministro das finanças deste mesmo governo que vem referir-se à ilusão do estado social que criamos, à possível perda de soberania nacional e à mais que certa perda de capacidade de nos financiarmos lá fora se não adoptarmos um orçamento exigente. Bem-vindo senhor ministro, bem-vindo ao reino dos ‘rumores infundados’ e das ‘previsões pessimistas’. Bem-vindo senhor ministro, bem-vindo ao reino dos tremendistas. Mas traga um amigo também: obrigue o engenheiro relativo a enfrentar a realidade.

É que, infelizmente, esse mesmo ministro das finanças ainda finge que as grandes obras públicas não são um problema para as contas públicas nacionais, não são uma dificuldade acrescida para cumprirmos os nossos compromissos internacionais no futuro. Esse mesmo ministro finge que é possível pensar o país num horizonte temporal de um ou dois anos. E digo finge porque há muito que o ministro percebeu que as grandes obras públicas não têm pernas para andar. Contudo, tem de tomar em conta a visão do engenheiro relativo e do ministro das obras públicas, que foi colocado no cargo tão só para levar a cabo tal ‘empreendimento estruturante’. E, por isso, finge defender o que há muito não defende. Mas tem de fingir, ou acontece-lhe o mesmo que aconteceu ao seu antecessor: é afastado do cargo que ocupa.

Este país não é para gente séria.

Mr. Brown

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