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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Andy Osnard ou James Wormold

1. Diminuição de danos: primeiro foi que os telegramas da wikileaks não traziam nada de novo, agora é que os diplomatas norte-americanos dão largas à imaginação.

2. Uma pergunta: se os diplomatas americanos são assim tão dados a dar largas à imaginação, que mal faz ao mundo que a wikileaks retire força e prestígio a tais diplomatas? É que, enfim, vejamos as coisas pelo prisma de Carlos Santos Ferreira, este já sabe que não deve conversar com diplomatas norte-americanos, não porque tem receio que as conversas sejam divulgadas mais tarde por uma qualquer wikileaks, mas porque o diplomata, sem que Santos Ferreira saiba, inventará uma qualquer história sobre o próprio.

3. Uma observação: na blogosfera, associada à tese da imaginação larga dos diplomatas americanos, vejo inúmeras referências a'O Alfaiate do Panamá, quiçá pela versão cinematográfica, ainda bem fresca na memória, do livro de John Le Carré, mas estranho as pouquíssimas referências ao Nosso Homem em Havana, de Graham Greene. Diga-se que, na qualidade literária, a obra de Greene está muitos furos acima da de Le Carré.

Dos verdadeiros criminosos

1. O presidente do Banco Comercial Português (BCP), Carlos Santos Ferreira, propôs informar a administração norte-americana sobre as actividades financeiras do Irão como contrapartida a que os Estados Unidos não penalizassem a instituição por querer negociar com o regime de Teerão.

2. A violação do sigilo bancário, que consiste designadamente em divulgar relações com clientes, é considerada crime. Mas há uma segunda questão ainda mais grave: é que, segundo os documentos, Santos Ferreira, na qualidade de presidente de uma instituição financeira, ter-se-á prestado a facultar serviços que podem ser classificados de espionagem.

3. O El Pais começa a sua notícia assim: "La relación entre negocios y política transita a veces por el filo de la navaja". Tendo em conta a progressão de Santos Ferreira da CGD para o BCP, acompanhado pelo amigo socialista Vara, muito haveria a comentar sobre o tema.

E se Assange fosse tuga?

Se um cidadão português tivesse acesso a documentos confidenciais chineses que um qualquer soldado chinês tivesse roubado ao seu país e os divulgasse, qual seria a posição dos que agora estão contra a Wikileaks? A avaliar pela forma como reagem à divulgação de informação confidencial americana, roubada por um soldado americano, por manifesta azelhice americana, mas divulgada por um australiano, podemos concluir que: 1) apoiariam qualquer tentativa chinesa para silenciar o tuga; 2) aguardariam desejosos que o tuga em causa fosse extraditado para a China para ser julgado por quem de direito; e, para completar a paródia, 3) ainda viriam defender que, entre outras coisas, o tuga devia ser julgado por traição aos chineses. Ou então não seria nada assim... é o chamado double standard.

Ainda a Wikileaks

E a propósito do que aqui escreve André A.Correia, o meu comentário:

1. A Wikileaks pode não tornar o mundo mais seguro, mas não o tornará mais livre e transparente? A título de exemplo, e para contrastar com a notícia citada, que comentário merece esta notícia: A empresa de processamento de pagamentos PayPal admitiu que cortou o serviço à organização WikiLeaks depois de uma intervenção do Departamento de Estado norte-americano.

2. Entre a notícia a que André Correia faz referência e aquela a que faço referência há claramente a identificação de uma luta desigual, com vantagem para o Estado norte-americano (que nos pós-11 de Setembro reforçou os seus poderes e favoreceu a segurança em relação à liberdade). Contudo, parece-me, no mínimo, tão errado que um grupo de adolescentes repletos de borbulhas (que actuam em solidariedade para com e não necessariamente a soldo da Wikileaks) tentem afectar os serviços da Amazon, como que o Estado norte-americano tenha o poder de influenciar os clientes com quem a PayPal estabelece relações comerciais. Sobretudo quando, que eu saiba, no que ainda é um Estado de Direito, os EUA, não há qualquer decisão judicial contra a Wikileaks (ou há?).

3. Se a Wikileaks, por tornar o cidadão mais atento e desconfiado para com alguns serviços obscuros do governo, evitar que uma guerra como a do Iraque, que foi justificada com base num pretexto falso fornecido pelos serviços de espionagem ocidentais, volte a realizar-se, temos muito a ganhar.

4. A Wikileaks deixou outra coisa a descoberto: a paranóia e ignorância de certos sectores da direita norte-americana, o que a mim entristece-me porque tendo a favorecer a direita norte-americana em relação à esquerda, mas quando vejo gente que se perfila para o ticket republicano à casa branca a defender que Assange deve ser condenado por traição (o homem é australiano, for God sake) ou deve ser morto, tenho pena. E tenho pena porque vejo nisso um apelo ao instinto mais básico do eleitor norte-americano e deixa a sensação no ar da degradação de uma sociedade, muito por culpa do neoconservadorismo instituído por Bush, que sempre admirei.

Wikileaks

Se há coisa que isto tem demonstrado é que os impulsos no Ocidente para copiar práticas dignas de regimes totalitários subsistem. Esperemos que a liberdade, a verdade e a transparência prevaleçam, não vá dar-se o caso de, um dia destes, um qualquer país invadir outro com base em relatórios dos seus serviços secretos com informações que não correspondiam à verdade.

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